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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Das conversas que eu tenho...

Tu estás para aí farta de falar e eu só te vejo preocupada com ele. E pensares um bocadinho em ti?

Palavras da BFF ontem. E não foi a primeira pessoa a dizer-me isto.

Mas não sou capaz. Não sou capaz de fazer alguma coisa pensando apenas no meu bem, sabendo que o meu bem pode ser o mal de alguém. Não sou.

Se isso faz de mim tola? Talvez. Mas sou tola de consciência tranquila.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Do ser Agridoce...

A propósito dos 2000 posts, e porque agora se usa fazer comemorações alargadas por tudo e mais alguma coisa, fazendo o mesmo tema render muitos e variados posts, campanhas, anúncios, e afins, achei que fazia sentido ir repescar a explicação do nome deste blogue, sobretudo, porque tem aparecido por aqui muita gente nova. Aqui fica:


O amor é agridoce.

Suficientemente agre para não poder dizer que é doce. Suficientemente doce para querer continuar a prová-lo, a pretexto de, um dia, conseguir dizer o que é.

A palavra agridoce resolve o problema como um analgésico resolve a gripe: esconde os sintomas. Agridoce quer definir a indefinição.

E nem sequer há um traço a separar o agre do doce, para avisar que se tratam de duas coisas opostas.

Em vez disso, junta-as discreta e irresponsavelmente, o fiozinho vermelho e o fiozinho preto…

O resultado varia com as pessoas: há quem apenas queime um fusível e resolva o problema substituindo-o por outro. Há quem queime a instalação toda e tenha que deitar a casa abaixo para a reparar. E, claro, há quem não tenha tensão suficiente para faiscar, sequer.

Enfim, o amor é um grandessíssimo curto-circuito.

(do álbum "Do Amor Y Outros Demónios", da banda com o mesmo nome)


Agridoce foi o meu nick durante muito tempo nos tempos do IRC e dos fóruns e ainda há quem me conheça como a Agridoce. Agridoce foi também o username que escolhi quando criei o meu livejournal, e achei que faria todo o sentido mantê-lo aqui. Acho que ainda se mantém perfeitamente adequado.

Agridoce quer definir a indefinição. Há lá coisa mais apropriada do que isto para me definir?...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Da hipotética inspiração para os próximos tempos...



Num momento em que o caos mental é enorme, em que questiono cada passo, cada gesto, cada palavra, quis o meu feed do Facebook presentear-me pela manhã com esta imagem que alguém partilhou.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Das estrelas aqui tão perto...

For my part I know nothing with any certainty, but the sight of the stars makes me dream.

Vincent Van Gogh


Por aqui, andamos assim. Com poucas certezas, mas muitos sonhos. Perco-me em sonhos. Em ideias, em anseios, em divagações.

Cansada de ter de tomar decisões. Cansada de tentar adivinhar o futuro. Cansada de não saber o que é o melhor para mim.

Ontem disseram-me que me ponho demasiada pressão. Que, dessa forma, não é possível que as coisas corram bem.

Sim. Não o nego. Mas como não o fazer? O tempo corre, o tempo voa, o tempo passa por mim e eu sinto que não saio do mesmo sítio.

Por isso, olho para as estrelas e sonho. Nos meus sonhos eu chego longe. Tão longe!...

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Das mudanças que não mudam nada...

Este blogue vai mudar. Não sei se vai mudar por muito ou por pouco tempo. Se por um ano, um mês ou uma semana, apenas. Vai mudar enquanto me apetecer que mude.

Vai ter menos posts. Ou vai ter mais posts. Não sei.

Vai ser menos eu. Vai ser mais eu.

Vai ser mais conteúdo. Vai ser mais devaneio.

Vai ser menos vida. Vai ser mais sonho, memória, reflexão.

Vai ser o que me apetecer que seja em todos os dias em que me apeteça aqui vir e enquanto me apeteça aqui vir.



A minha vida é um vendaval que se soltou. 
É uma onda que se alevantou. 
É um átomo a mais que se animou... 
Não sei por onde vou, 
Não sei para onde vou 
- Sei que não vou por aí! 

José Régio - Cântico Negro

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Das opiniões dos outros...

De há uns tempos para cá, tenho feito um esforço na minha vida para criticar e julgar menos, e tentar compreender mais.

Talvez devesse haver mais gente a fazer o mesmo. Como este senhor, já que é pago para escrever num jornal que tanta gente vai ler.

Goste-se ou não, cada um faz o que quer com o seu corpo.

Se eu já vi muitas tatuagens que achei medonhas? Sim. Se eu já pensei muitas vezes o que terá passado na cabeça de algumas pessoas? Sim. Se eu tenho alguma coisa a ver com isso? Não. Se alguma vez escreveria um artigo a criticar isso? Jamais.

Não só porque eu própria tenho uma tatuagem que para muitos pode ser medonha, mas, e sobretudo, porque acho que cada um faz o que quer com o seu dinheiro e com o seu corpo.

Tal como os jornalistas do JN fazem o que querem com o tempo de antena que lhes é concedido.

Vivemos num mundo livre. Goste-se ou não.


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Da força que não está comigo...


Não fosse eu entrar de férias hoje, e seria este o mantra para os próximos tempos, depois da desgraça que vi ontem na balança. Assim sendo, quando voltar de férias logo penso nisso! Que a força esteja convosco!...

terça-feira, 31 de maio de 2016

Das palavras dos outros...

Esta semana, já não sei como nem porquê, deparei-me com este artigo do NY Times. Muito interessante. Ide ver.

Fala sobre casamento, amor, escolhas, a busca pelo que não existe. Deixo-vos este parágrafo, mas acho que vale a pena ler tudo:

WE need to swap the Romantic view for a tragic (and at points comedic) awareness that every human will frustrate, anger, annoy, madden and disappoint us — and we will (without any malice) do the same to them. There can be no end to our sense of emptiness and incompleteness. But none of this is unusual or grounds for divorce. Choosing whom to commit ourselves to is merely a case of identifying which particular variety of suffering we would most like to sacrifice ourselves for.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Das coisas que me dizem...

- What is it, Major Lawrence, that attracts you personally to the desert?
- It's clean.

(do filme Lawrence da Arábia)


Toda uma existência resumida a isto: eu sou clean. Acho que foi um elogio... Acho...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Das palavras dos outros...

Eu não sou muito destas coisas. Sou sempre um pouco (bastante) céptica com este tipo de artigos. Não gosto de generalizações. Mas, depois de um texto que escrevi esta semana (e que, provavelmente, não verá a luz do dia), achei que estas palavras realmente faziam sentido.

Os homens/muitos homens/alguns homens (escolham vocês o que acharem mais adequado) não querem mulheres independentes. Até podem dizer que querem. Até podem elogiar uma mulher segura, independente, dona do seu nariz. Mas não vão saber lidar com ela. Desde os princípios da humanidade que o homem tem o seu papel definido: o homem caça e alimenta a família, garante-lhe um tecto, protecção e segurança. Com as alterações na sociedade, com a emancipação da mulher, o homem perdeu este seu papel. E ficou perdido. E sente-se inseguro.

Os homens/muitos homens/alguns homens não querem mulheres independentes e seguras, que têm a sua casa, que pagam as suas contas, que tomam decisões importantes sozinhas, porque se sentem inúteis.

E as mulheres, criadas e educadas para serem independentes (na verdadeira acepção da palavra), têm depois dificuldade em encontrar um equilíbrio entre manterem a sua independência e, ao mesmo tempo, darem oportunidade aos homens de exercerem o seu papel de cuidadores e protectores.

Os homens/muitos homens/alguns homens querem sentir-se homens. Querem sentir que são indispensáveis, que são úteis, que as mulheres precisam deles. Têm dificuldade em assumir outro papel que não esse.

E eu percebi isso recentemente, da pior forma possível.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Das palavras dos outros...


E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...


(Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Do mau feitio...

A propósito deste texto.

Eu tenho mau feitio. Eu reconheço-o e a maior parte das pessoas à minha volta também o identificam.

Mas não é o mau feitio que é referido neste texto. Na verdade, não me identifico com nada do que ali é dito porque, efectivamente, aquelas situações não são de mau feitio.

Mas eu tenho mau feitio. Se também tenho mau amor? Tenho, pois!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Das coisas que aparecem no momento certo...

6.nyspirit

Tirado daqui. E fez um sentido tremendo para mim depois da conversa que tive ontem antes de adormecer. Será o meu mantra para os próximos tempos. Tem de ser. Não posso continuar a fechar portas na minha vida com receio do que virá se as abrir.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Do nosso umbigo...


Mas não. Nunca ninguém amou como eu amei.

Nunca ninguém sentiu o que eu senti. Ninguém te conheceu como eu conheci. Ninguém pode saber o que isso é. Como eu amei, ninguém amou.

Tudo novo: o frio na barriga, as pernas a tremer, o ansiar pelo toque do telefone, o desejo sem fim por um novo encontro, o sonhar acordada durante o dia e o não dormir durante a noite, o sentimento de que os astros se alinharam e a vida fazia agora mais sentido.

O acreditar que tínhamos algo único, só nosso, especial. O acreditar que os contos de fadas podiam ser reais. O acreditar que tristes eram os que nunca viveram nada assim. Nem podiam. O que nós tínhamos, só nos tínhamos. O acreditar realmente nisso. O acreditar no para sempre.

Tanta inocência. Tanta ignorância. Tanta ingenuidade. Sim, ainda se ama assim aos trinta. Aos trinta ainda conseguimos acreditar. Aos trinta ainda achamos que temos a vida toda à nossa frente e que podemos ser felizes. Merecemos ser felizes. E somos felizes. Aos trinta ainda fazemos muitos planos. Ainda sonhamos. Ainda nos perdemos em devaneios de filhos e família e um lar ao qual chamar nosso. Aos trinta cremos que já vivemos o suficiente para não cometer os mesmos erros, que já não nos vamos deixar levar por coisas sem importância, que já sabemos o que queremos e que agora é que é a sério.

Mas o amor, qualquer amor, em qualquer idade, é um bicho muito peculiar. O amor raramente é aquilo que queremos que ele seja ou o que esperamos dele. Há alguns raros afortunados que sabem bem domá-lo e que o vivem sem sobressaltos, toda a vida. A verdade é que também não sei se quereria viver a minha vida sem sobressaltos já que, no toca ao amor, a montanha-russa de emoções que em nós provoca, é do melhor que tem. Mas, como em tudo na vida, chegamos a um momento em que queremos essa serenidade, queremos esse ribeiro manso, queremos a paz, a tranquilidade e as certezas. 

E eu acreditava, acreditava mesmo, acreditava com todas as minhas forças, que tinha chegado a esse momento. Acreditava que tinha chegado a esse lugar a que nunca ninguém tinha chegado. Porque como eu amei, ninguém amou.



(hoje resolvi começar um texto com a primeira frase de um texto da mãe preocupada. Perdoai a presunção.)

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Das coincidências...

Nunca li nada do Pedro Chagas Freitas. Sei que está na moda, sei que está nos tops de vendas, mas nunca li nada dele. Recentemente, fiz um like na sua página no Facebook e vou lendo algumas das coisas que publica, umas mais lamechas que outras, umas mais cliché que outras, umas mais interessantes que outras.

Hoje, ao entrar no Facebook via telemóvel, e por motivos que me transcendem já que nunca percebi a lógica do feed no telemóvel, que nada tem que ver com a versão online, deparei-me com este texto dele, de 29 de Janeiro de 2014, e no qual nenhum dos meus amigos fez like.

"amo-te tanto mas hoje tenho de levar o carro ao mecânico, as rodas fazem um barulho estranho, não deve ser nada mas é melhor prevenir, amanhã prometo que vamos ver que tal se come naquele restaurante novo junto à rotunda, e depois levo-te ao cinema, ai não que não levo,
amo-te tanto mas hoje tenho de ver o treino do miúdo, o treinador ligou e disse-me que temos craque, o nosso menino a jogar como gente grande, vê lá tu, quando chegar com ele vê se tens prontinha aquela comida que ele adora, o puto merece, ai não que não merece,
amo-te tanto mas hoje tenho de ficar até tarde no escritório, há aquele projecto do estrangeiro para fechar, está aqui tudo perdido de nervos, não sei se aguento, daqui a pouco ligo-te para saber como vai tudo, o miúdo e as coisas aí em casa, agora tenho de ir mostrar a esta gente toda como se trabalha, ai não que não tenho,
amo-te tanto mas hoje tenho de me deitar cedo, amanhã é aquela reunião importante de que te falei, se conseguir o cliente vamos ser tão felizes, aquela casa, o carro novo, quem sabe?, só tenho de o conseguir convencer, tenho tudo prontinho na minha cabeça e nada pode falhar, vamos ser ricos, é o que é, ai não que não vamos,
amo-te tanto mas hoje não estás, cheguei à hora combinada para te levar a jantar e tu não estás, o miúdo também não, deve estar no treino, deixa-me cá ligar, ninguém atende, nem tu nem ele, provavelmente deves estar a preparar alguma, sempre foste tão assim, cheia de surpresas, daqui a nada entras pela porta e dizes que me amas, ai não que não dizes,
amo-te tanto mas hoje tenho de assinar este papel, olho-te e peço-te perdão, prometo-te que não vai haver mais mecânicos nem treinos nem clientes estrangeiros nem reuniões entre nós, garanto-te que te quero acima de tudo, olho-te mais uma vez nos olhos e procuro acalmar o que te dói, mas tu só dizes para eu assinar e eu assino, as mãos tremem e até já uma lágrima caiu sobre elas, o nosso filho quando souber vai chorar como um menino pequeno outra vez, o nosso craque, podias ficar pelo menos pelo nosso craque, ou pelo menos por mim, para me manteres vivo, Deus me salve de não te ter comigo, sou uma impossibilidade se não te tiver para gostar, ai não que não sou,
amo-te tanto mas hoje não tenho nada para fazer, a casa escura, um silêncio vazio e nada para fazer, apenas esperar que te esqueças de mim e me voltes a amar, e eu amo-te tanto, ai não que não amo."

E isto ter-me aparecido assim, no caminho, no dia de hoje, é certamente uma coincidência. Ai não que não é.


domingo, 19 de maio de 2013

Dos sonhos...

Ouvi hoje: Só os sonhos nunca apodrecem...


Talvez um dia me apeteça vir aqui reflectir sobre isto. Hoje, fica para mim.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...