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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Das férias... - II

As férias começaram no dia 9, sexta-feira. Sair de Lisboa a meio da manhã, em direcção ao Porto e ao Lado B, para uma francesinha vegetariana.


Seguiu-se uma passagem pelo hotel e o destino seguinte foi o Primavera. Eu não sou pessoa de festivais (facilmente se percebe), mas lá me convenceram que este era diferente e que valia a pena. E valeu.




Whitney foi muito, muito bom. Bon Iver também, e ainda deu para ouvir mais algumas coisas interessantes.


Claro que a noite não acabou sem uma tripa, com recheio de ovos moles, pois claro.
Conclusão da noite? Já não tenho idade para isto! Cheguei às duas da manhã completamente de rastos...

O dia seguinte ainda deu para uns passeios pelo Porto, eleita, sem dúvida, a minha cidade do ano.

 

O pequeno-almoço tardio foi no meu sítio preferido: Apartamento Café. Aquelas panquecas são divinais!

Seguiu-se um longo passeio a pé, para conhecer o Museu Nacional Soares dos Reis.

       


Ainda houve tempo para um Porto com esta fantástica vista e seguiu-se o próximo destino: Amarante.

E Amarante foi uma descoberta tão boa! Gostei tanto, tanto. É uma pequena vila muito bonita, com imenso património, e com boa comida e excelente vinho.


   
  

Eu e os patinhos, os patinhos e eu... E esta beira-rio, cheia de gente com as suas mantas e os seus piqueniques? Muita vida tem aquela terra!
 

 


Se não conhecem, vão conhecer! Vale mesmo a pena!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Dos fins-de-semana... - I

Andei a semana toda que passou, para escrever sobre o fim-de-semana... E não o fiz. A verdade é que tenho andado a mil e, na maior parte dos dias, nem ligo o computador em casa.

Mas não queria deixar de registar o maravilhoso que o fim-de-semana foi...

Sábado fui fazer mais um treino matinal na praia, depois vesti o bikini, e fiquei por lá mais duas horas a apanhar Sol e a dar mergulhos. Viver a 3 minutos de carro da praia, tem as suas vantagens!...

A tarde passou-se com uma ida à Gulbenkian, para ver a exposição Linhas do Tempo, e um passeio pelos jardins. 



A exposição não é maravilhosa e fantástica, mas, sendo de entrada livre, e tendo oportunidade, vale a pena espreitar, pois em alguns casos foram criados contrastes muito interessantes entre as obras da colecção constituída por Gulbenkian, e as obras adquiridas mais recentemente.


O jantar foi, já bem tarde, no Prego da Peixaria. Ainda não conhecia o espaço do Saldanha e, tal como os outros, não desilude. Adoro os burguers de peixe e fico sempre indecisa em relação a qual escolher!...


Domingo, tive o acordar perfeito. Panquecas de aveia, sumo de frutas (já não sei quais) e... O concerto dos Radiohead no Alive que foi transmitido pela RTP!


Pulei, dancei, cantei (com o Snow a achar que estava louca), fiquei arrepiada e de lágrimas nos olhos... Não quero imaginar o que teria sido se os tivesse visto ao vivo, mas não vou pensar mais nisso.


Seguiu-se almoço de família num restaurante açoriano maravilhoso: 9 Ilhas. O marisco era óptimo, a vista também e a sobremesa divinal:


Mas... Mesmo depois de um almoço farto, e após uma caminhada pelo Parque das Nações em busca do Outjazz (que, descobri depois, tinha sido adiado), ainda houve espaço para um gelado na minha geladaria favorita: Emanha.


Talvez por ter vivido uma boa parte da minha vida muito perto desta zona, talvez por ter visto da janela de casa dos meus pais esta ponte e toda esta zona a ser construída e a crescer, talvez pelas mil e uma histórias e memórias que guardo desta zona, não me canso de passear por aqui...


Acabei o fim-de-semana com a sensação plena de "Everything in it's Right Place"...

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Das coisas boas que se fazem neste país...

Depois (e ainda durante) a iniciativa ComingOut, o Museu Nacional de Arte Antiga volta a surpreender e a mexer com o mundo das artes e da museologia no nosso país.

Hoje lançaram o projecto "Vamos pôr o Sequeira no lugar certo". A ideia é que todos os que queiram possam contribuir para que o museu consiga comprar a obra "A Adoração dos Magos", de Domingos Sequeira, um dos maiores pintores portugueses do séc. XVIII/XIX.

Domingos Sequeira Adoração dos Magos Coleção particular

Por cada 6 cêntimos doados ao museu podemos comprar um pixel e ajudar a compôr esta imagem. Eu já comprei os meus e espero que rapidamente se chegue ao valor final: 600 mil euros.

Estão à espera de quê? Saibam mais aqui.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Do meu dia de hoje...

Hoje passei o dia fechada numa sala num hotel manhoso para os lados do Marquês de Pombal. Amanhã o programa é idêntico.

Confesso que esta manhã a motivação era zero e a vontade estava abaixo de zero.

Ao longo do dia, a coisa foi melhorando. Tirar dois dias para pensar em marketing e falar de marketing, é sempre muito positivo.

No final do dia o formador deixou um desafio para amanhã: agora que pensámos na gestão de marketing das nossas empresas, vamos pensar na nossa própria gestão. Na gestão da nossa carreira, dos nossos projectos, das nossas ambições.

Pois que por mais que pense nisso, não chego a grande conclusão. Passa-me pela cabeça largar o estaminé e meter-me num projecto completamente novo e diferente. Passa-me pela cabeça voltar a concorrer a uma bolsa de investigação. Passa-me pela cabeça largar tudo e ir para o estrangeiro. Passa-me muita coisa pela cabeça.

Uma coisa é certa, esta formação era o que faltava no meu CV para eu poder fazer o que queria: procurar um emprego na área da arte e dos mercados de arte, tendo como mais-valia a formação e a experiência em marketing.

Agora é mexer-me e fazer por isso.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Das pinturas famosas...


Em vez de perderem horas infinitas a escrever sobre pinturas e a fazer analogias com este mundo dos blogues, que tal aproveitarem este fim-de-semana para visitar os 70 museus que têm visitas gratuitas e muitas e variadas actividades?

Mais info aqui

Fazia-nos tão bem: mais tempo em museus e menos na blogoesfera.

Fica a reflexão para o fim-de-semana. Ou não.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Das fotografias que dão alegria... - Day 12


Um Domingo bom, mesmo bom? Apanhar uma das melhores amigas e irmos direitas ao Chiado. Ao Museu Nacional de Arte Contemporânea, mais precisamente. 


Visita à exposição temporária (de Jorge Molder) e voltinha pela exposição permanente, que permite um panorama geral da arte em Portugal nos séculos XIX e XX. 

E sim, mais uma vez concluí que nós também temos coisas muito boas. Às vezes, deslumbramo-nos com o que vemos lá fora, com as National Gallerys e os Prados desse Mundo. E, na maior parte das vezes, esquecemo-nos de olhar para o que temos cá dentro: o que é nosso. 


Saídas do Museu, almoço nos Armazéns e depois apanhar uma molha valente até ao carro, que estava na Avenida. Há muito, muito tempo que não ficava tão encharcada...

Destino seguinte? Casa dos pais (que não estavam), ver a nova tatuagem da irmã mais nova (que está histérica com a mesma), aproveitar para secar o cabelo que escorria água, e esperar por outra das melhores amigas para ir beber café.

Pôr a conversa em dia. Despejar a alma. Trocar ideias. Dizer o que não digo a mais ninguém. Esta semana foi dura e difícil e precisava mesmo de uma conversa destas. 

Chegar a casa com a certeza de ser uma sortuda. Uma privilegiada. E saber que tenho tudo para ser feliz. Resta não baixar os braços, não desesperar e saber esperar.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Das fotografias que dão alegria... - Day 5



Não é de hoje. É de há exactamente uma semana atrás. Mas é uma foto. De uma obra a que achei piada.

Foi tirada no CAM, quando fui ver a exposição do Amadeo de Souza-Cardoso. A quem não viu, fica a recomendação: ide ver, até 17 de Janeiro. Aos Domingos não se paga. Não há desculpa possível!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Das coisas que me intrigam...








O Damien Hirst lançou recentemente o livro ABC para crianças, em que representa cada letra do alfabeto com um trabalho seu.








Se eu já não gosto do trabalho dele, a ideia de transformá-lo em livro para crianças é qualquer coisa que me transcende...







Mas, como em tudo no mundo da arte, enquanto houver quem pague, o mercado vai andando, e o dinheiro vai circulando... Se calhar, sou mesmo eu que estou errada ao achar que não ofereceria este livro a uma criança. Se calhar.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dos sapatos...

Reza a lenda que Dalí costumava comprar sapatos um número abaixo por acreditar que sapatos apertados mantinham a mente aberta.

Eu, que calço entre o 34 e o 35, a única coisa que consigo comprar são sapatos que me ficam largos.


Creio que isto também explica muita coisa.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Das discussões profundas...

Eu sei que há pessoas que têm dificuldade em perceber isso mas...


Sim, eu passo horas infinitas no Facebook a discutir arte e obras de arte e teorias de arte... Apenas e só. Há quem discuta futebol. Eu discuto a idiotice da arte contemporânea face à genialidade da arte a sério.*








*e não, não digo isto numa de pseudo-intelectual que sou muito culta e só tenho conversas de alto nível. Tanto publico um quadro de Bonheur (ide espreitar!), como a seguir partilho os últimos vestidos da Blanco (que pedi, sem sucesso à vista, que enviassem lá para casa).

domingo, 8 de janeiro de 2012

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Da minha mais recente ida ao cinema...


Ontem fui ver o Meia-Noite em Paris. E gostei. Mas ainda estou a tentar perceber se o filme é genial ou se é, simplesmente, pateta.

Ia um bocadinho receosa. Os filmes do Woody Allen não são filmes óbvios, filmes fáceis. Alguns adoram-se. Alguns detestam-se. E este eu adorei.

O filme apresentava, quanto a mim, várias questões. A primeira, desde logo, por ser passado em Paris. É que eu não gosto de Paris. Não gosto. Ponto. Mas, apesar disso, nos últimos tempos já andava com vontade de voltar a Paris. E depois de ver este filme... Eu tenho de ir a Paris! Urgentemente. O filme está tão bem feito que consegue pôr-me a sorrir e a sonhar com uma cidade de que eu nem sequer gosto...

A segunda questão prendia-se com o actor principal. Não é um actor de quem eu goste particularmente. E achei uma escolha curiosa por parte do realizador. Mas, mais uma vez, a verdade é que gostei de o ver no papel de Gil. E, sim, identifiquei-me com ele em muitas coisas. Possivelmente, terá que ver com este momento da minha vida. Mas a verdade é que achei piada àquela ingenuidade, àquela paixão pelas coisas simples, pela chuva, àquela vontade de regresso ao passado. E, tal como ele, também eu percebi que a nostalgia é muito gira mas que o passado está bem é no passado. Agora, é fácil olhar para trás e pensar que "naquele tempo é que era bom". Agora, é fácil olhar para trás e só pensar nas coisas boas. Mas não há idades de ouro. Não há épocas perfeitas. O passado é o passado. A única idade de ouro é a de agora, é a de hoje, é a do presente. Essa sim, é o que nós quisermos que seja. Como diria um grande senhor: O que lá vai já deu o que tinha a dar... Agora o que importa é o que fazemos da nossa vida actual e do nosso futuro!

A terceira questão prendia-se, obviamente, com o tema e a história. Um filme que faz uma viagem ao passado e em que aparecem alguns dos meus artistas favoritos, tem tudo para ser ou um grande filme ou o pior filme de sempre. Mais uma vez, Woody Allen fez um grande filme. Os meus artistas estavam muito bem. Muito eles. Era inevitável soltar uma gargalhada de cada vez que mais um deles aparecia em cena. Se, para muita gente, falar na Gertrude Stein ou na Camille do Rodin, é o mesmo que falar de espécies de cogumelos, para mim, é falar da minha vida. Achei o Dalí genial, o Toulouse-Lautrec delicioso, o Gauguin perfeito... Só tenho algumas dúvidas em relação ao Picasso, mas também já seria exigir demais! Para alguém que estudou estes artistas e, em alguns casos, leu sobre as suas vidas privadas, é realmente interessante vê-los assim, em filme, e não ficar desiludida.


Saí de lá a sentir-me pateta (perdoem, mas era a palavra que mais me ocorria quando saí da sala de cinema). A sentir-me leve, a sentir-me apaixonada, a sentir-me com vontade de voltar a Paris, a sentir-me com vontade de ler mais e mais sobre todos eles. Saí da sala de cinema como há muito não saía. Saí a sentir-me cheia, preenchida, enriquecida. É um bom filme. Um excelente filme. Mas continuo indecisa entre a genialidade da ideia, ou a patetice de nos fazer viajar no tempo e sonhar.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Do meu trabalho...

Quando eu falo em Javali do Porto, não estou a falar do bicho. Até porque duvido que o exista no Porto.

E quando eu falo em Águia de Lisboa, também não estou a falar na Vitória.

Estou a falar em contrastes de pratas. 

Da mesma maneira que quando digo que a Leitão &  Irmão é o 512 e o Noronha da Costa o 90, não estou maluquinha de todo. Há quem decore as páginas amarelas, eu decoro listas de artistas, com nomes e números.


Eu sei que para muita gente, isto é uma grandessíssima seca (para mim também é, às vezes), mas eu gosto do que faço. Gosto de falar em pratas, e quadros, e porcelanas, e vidros. Gosto. 


Gosto mesmo. Mesmo sem emprego à vista na área para quando a bolsa terminar. Mesmo com todas as dificuldades actuais. Mesmo sem ter a certeza se vou (vamos) conseguir financiamento para fazer o projecto avançar. Mesmo sem saber nada de nada. Eu gosto mesmo disto.






 E não sei se me imagino a fazer outra coisa

terça-feira, 28 de junho de 2011

Da minha falta de paciência... - II

Além da questão do preto e branco, junta-se a isto o facto de me porem a escrever sobre arte contemporânea.

Não dá. Não dá mesmo. Eu nasci para a arte antiga. Apenas e só.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Da minha falta de paciência...

Estou na recta final deste ano lectivo. Faltam entregar 4 trabalhos, sendo que 3 são de grupo. O único individual já devia ter sido entregue. 

Mas não consigo escrevê-lo. Não consigo. O meu cérebro bloqueou as minhas capacidades de escrita. Não gosto do trabalho, do que me é pedido, do que foi leccionado. Não gosto. Nem é o não gostar, é o não concordar. E eu tenho muita dificuldade em escrever sobre coisas com as quais não concordo. Neste caso, é uma questão de branco ou preto no mundo das artes. A professora entende que é preto, eu entendo que é branco. Mas não sou só eu. Até podia ser birra minha. Mas não. Todas as pessoas da área com que falei, entendem também que é branco.

E eu, que já ando cansada e com mil coisas na cabeça, ainda tenho de andar à procura de inspiração para escrever sobre o preto, que, na verdade, é branco.

Há coisas fantásticas, não há?





Aviso à navegação: este blogue vai entrar em modo queixinhas nos próximos tempos. Depois não digam que eu não avisei.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Das visitas de estudo...

Hoje foi dia de visita de estudo.

O local foi o atelier da Joana Vasconcelos.

Não sendo eu (nem um bocadinho) fã do trabalho da Joana Vasconcelos, vim de lá a admirá-la e a respeitá-la. Ela é o melhor exemplo nacional do artista actual: o artista que é artista, mas que é muito mais.

Já ninguém tem paciência para artistas que vivem no mundo da Lua, que trabalham quando lhes apetece, que entregam projectos e obras quando se lembram. O artista actual é artista mas também é gestor, é comunicador, é promotor. O artista actual tem de ter um olhar mais pragmático, e menos idílico, sobre o seu trabalho.

E não, achar que a arte pode dar dinheiro e pode ser sustentável, não é pecado. A arte é um produto criativo como tantos outros: é imaginada, é planeada, é criada e, se tudo correr bem, é vendida. E depois pensa-se na próxima obra e recomeça o ciclo. Sempre. Produzir e vender é poder produzir mais. Pena que muito boa gente ache que não.

E pena também que a Joana Vasconcelos tenha de ir lá para fora para poder vender. 


Um dia, vamos ter um mercado de arte a sério. Um dia.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...