sexta-feira, 30 de junho de 2017

Das coisas em que penso durante a minha viagem matinal de suburbana...

Tornámo-nos cépticos. Deixámos de acreditar no para sempre. Não fazemos mais juras de amor eterno. Vivemos o momento. Pensamos o momento. Não sabemos o amanhã e não nos queremos comprometer com a ideia de um para sempre. Quando é que deixámos de acreditar no para sempre? Sim, eu sei. O para sempre não existe. Mas isso não é o mesmo que vivermos sempre com um prazo de validade. O sabermos que o para sempre não existe não quer dizer que não vivamos a lutar por ele, a acreditar nele, a ter esperança nele. Que viver é este em que estamos sempre à espera que acabe, porque nada é para sempre?

2 comentários:

  1. Muitas vezes penso assim, mas também há muitas vezes que me esqueço disso e acreditar é possível outra vez. Talvez ser adulto seja isto mesmo, procurar a magia que antes tomávamos por garantida...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho que ser adulto é mais o que referes na primeira frase: cada vez mais confusos e a saber menos, a mudar de opinião a toda a hora!

      Eliminar