segunda-feira, 15 de maio de 2017

Das coisas que me fazem rir...

Sexta-feira à tarde, estava eu descansadinha no trabalho a sonhar com o fim-de-semana, quando vejo aparecer no WhatsApp Web uma nova janela. Uma nova janela com o nome do ex-ex, com quem não falava há um ano.

Respirei fundo, continuei a trabalhar, e passados uns minutos fui ver o que me esperava. E o que me esperava? Aquela mensagem fruto da estratégia muito básica e primitiva, de seu nome "deixa cá fingir que me enganei no destinatário". Dizia olá e perguntava se eu ia ao Marquês no Sábado.

Ignorei. Voltei a respirar fundo e continuei a trabalhar, com um rol de palavrões a correrem-me o cérebro.

A segunda parte desta estratégia genial não tardou. Novas mensagens. A pedir desculpa, que não era para mim, que foi engano, aproveitando para perguntar se estava tudo bem e para mandar um beijo. Assim: um beijo. Toda a gente sabe que nestas coisas da comunicação por vias digitais as despedidas podem ser sempre analisadas e dissecadas: temos um beijinho, beijinhos, bjs, bj, beijo, e muitas outras variações - cada qual com seu grau de importância e significado, dependendo do remetente, obviamente. A escolha de "um beijo", não é aleatória.

Mas... Não respondi. Obviamente, não respondi. Podia ter respondido e teria aqui muitas mais coisas giras para contar e para me rir. Mas não respondi. Se respondesse, possivelmente seria a insultá-lo e a pedir-lhe o dinheiro da multa que tive de pagar por culpa dele, que é coisa demasiado recente, que me irrita profundamente e que calhou numa altura em que não dava mesmo jeito nenhum.

Mas... Não respondi. Ensinou-me a vida que, coisas destas, não merecem resposta. Mas... Sempre dão para rir!

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