terça-feira, 28 de março de 2017

Das corridas... - XV

Não. Este blogue não se vai transformar num blogue de corridas. Mas sobre o resto do que se passa na minha vida, não me apetece falar. Portanto, fiquemo-nos pelas corridas.

Depois da meia estive alguns dias com dores, e entre a preguiça, a chuva, e a falta de tempo, cheguei a Sábado sem ter voltado a correr. O plano era Domingo ir para Monsanto fazer um treino de trail.

Sábado às seis da tarde surgiu a oportunidade de ir fazer o II Trilhos de Bellas. Muita indecisão, muitas dúvidas, muito não saber se seria um perfeito disparate. Mas acabei por dizer que sim. Não tinha sequer o material todo necessário, mas consegui que me emprestassem o que me faltava (nomeadamente, um impermeável, dado que a previsão era de muita chuva).

O facto de ter sido tão em cima da hora e de não ter tido tempo para pensar muito no assunto, acabou por ajudar.

No Domingo, foi acordar cedo, tomar o pequeno-almoço e seguir em direcção a Belas, debaixo de uma chuva torrencial. Eu só me ria, confesso. Não estava bem a acreditar que me estava a meter naquilo e não sabia o que pensar.

Mas fui. E sobrevivi. E, imaginem, até gostei! Acho que foi uma boa escolha para primeiro trail. Foram só 10km, o percurso não era particularmente difícil, não havia muita gente e o ambiente era bom. Tirando a chuva e a muita lama que apanhei, foi uma prova muito gira. A lama até lhe deu alguma piada, mas houve várias alturas em que quase caí, e houve uma em específico numa certa subida em que estava a escorregar tanto, que achei que não ia conseguir sair do mesmo sítio! E só me ria... Muito me ri eu! Eu ria-me quando me aparecia mais uma subida a pique, eu ria-me quando via mais uma descida que quase me obrigava a sentar-me no chão, eu ria-me de cada vez que ficava ainda mais coberta de lama, eu ria-me quando pensava no que ainda faltava e nas dores que sentia... Foi toda uma animação!...

Se gostei? Gostei. É completamente diferente de correr em estrada. Não sei se gosto mais ou menos. Ainda é cedo. São mundos diferentes. Completamente. Quero continuar a explorar o trail, mas devagar, devagarinho.

E o próximo é já daqui a duas semanas!


quarta-feira, 22 de março de 2017

Das corridas... - XIV

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Recentemente, vi esta imagem partilhada no Facebook e não pude não me identificar com ela.

Como já aqui comentei algumas vezes, a corrida tem para mim muitas fases e altos e baixos. Toda a minha relação com a corrida é bipolar. Mas a verdade é que acabei a última prova e já só penso na próxima (que talvez seja já Domingo). E já só penso na Scalabis e no meu objectivo de tempo. E já só penso nos 2 trails que gostava de fazer (este e este). E já só penso nas Fogueiras e no giro que dizem que é.

Correr é, definitivamente, um vício. Pelo desporto, pelo bem-estar, pela sensação de superação mas, também, pelas pessoas que temos oportunidade de conhecer e pelos momentos que partilhamos.



(nada nos garante que daqui a 3 ou 4 dias eu não venha aqui escrever que odeio correr, mas aproveitemos o espírito positivo de hoje!)

terça-feira, 21 de março de 2017

Das corridas... - XIII

Numa das minhas fotografias oficiais da Meia estou, literalmente, de língua de fora.

Não é preciso dizer mais nada sobre esta prova.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Das corridas... - XII

Ontem foi dia de mais uma meia-maratona. A quarta. Novamente, a da Ponte 25 de Abril.

Faz hoje exactamente um ano que fiz a minha primeira meia. E foi também naquela ponte que me estreei (aqui e aqui).

Aquilo que senti ontem foi completamente diferente do que senti há um ano atrás. E foi tão melhor, em alguns aspectos!

Ontem não me sentia estupidamente nervosa perante todo um mundo desconhecido, ontem não me sentia insegura por não saber se seria capaz, ontem não tinha mil e uma dúvidas a tomarem conta do meu cérebro.

Ontem o meu propósito era muito simples: acompanhar uma das minhas melhores amigas na sua primeira meia-maratona. E, por isso, eu estava muito mais serena do que em outras provas. Estava muito entusiasmada e feliz por ela, mas estava tranquila porque sabia que, a menos que ela tivesse andado a treinar às minhas escondidas, íamos fazer uma prova a um ritmo para o qual eu me sentia totalmente preparada. E isso dá uma sensação muito confortável.

Ontem eu estava feliz.Ontem eu estava com as minhas pessoas à minha volta. Ontem eu sentia-me realmente bem e, nesse aspecto, foi dos melhores inícios de prova que já tive. E isso, faz toda a diferença!

Da meia em si, mais do mesmo: prova demasiado confusa, com demasiada gente, onde a falta de civismo se torna mais evidente, onde faz falta mais apoio nas ruas. Não é uma prova que eu queira repetir e só fui este ano por ter sido arrastada para ela. É giro passar a ponte a correr, que é. Mas é daquelas coisas que fazemos uma vez na vida e está feita.

Fica o registo, para a posteridade.

Já comecei um plano de treinos novo e o objectivo agora é aumentar a velocidade nos 10km e começar a aventurar-me no trail. Vamos ver como corre!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Do meu não-aniversário...

Parece que foi noutra vida e só passaram 15 dias.

Este ano, mais uma vez, não fiz anos. Mas este ano resolvi a coisa de forma muito mais inteligente: 2 dias de comemoração, 3 festas. Não foi um casamento cigano, mas quase.

Comecei o dia 28 no Porto. Acordar calmo e lento. Pequeno-almoço maravilhoso (o que eu engordei naquela terra!), passagem pela Casa da Música, seguida de massagem de relaxamento num qualquer SPA, para relaxar o corpo e a alma.

Ainda almocei num vegetariano muito bom (e muito barato, dada a qualidade do que se come), e regressei a Lisboa.

Festa número 1, com os sobrinhos à minha espera para me cantarem os Parabéns e comermos o primeiro bolo. Seguiu-se a festa número 2, só com alguma da família crescida e alguns amigos. E seguiu-se ainda um Gin do Mar, no sítio do costume. A meia-noite foi devidamente assinalada, com a comemoração dos micro-segundos durante os quais faço anos, e com mais presentes de que gostei muito. O estado de espírito estava meio tremido: senti-me meio assoberbada por tudo, ainda me deu para chorar, e sem perceber bem porquê.

Mas dia 1 continuou a celebração. Almoço na Baía de Cascais, num rodízio de marisco que me deixou a rebolar, com uma vista fantástica. Almoço lento, sem pressas, a apreciar o momento, a comida, a companhia. A sensação plena de estar bem, serena e feliz. Mais uma vez, a sensação de ser uma privilegiada e sentir-me muito grata por isso. Mais uma vez, a sensação de estar assoberbada e a vontade de chorar. É assustador termos demasiadas coisas boas a acontecer na nossa vida. Fica sempre aquele receio do que virá a seguir. Não deixo que isso me impeça de viver, mas não consigo evitar pensar nisso.

33. 33 anos de vida. 33 anos e continuo tão, ou mais, perdida como há 30 anos atrás. Não sei o que quero, não sei para onde vou, não sei para onde quero ir. E, na maior parte dos dias, não penso nisso.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Das coisas que me surpreendem...

Depois de anos a trabalhar na área, e a assistir a espectáculos diversos várias vezes por semana, tornei-me muito selectiva na hora de escolher um espectáculo para ir ver de livre vontade e, mais ainda, na hora de gastar dinheiro num bilhete.

Na passada sexta-feira, contrariamente ao que é habitual, fui assistir a um espectáculo apenas com base na sugestão de um antigo colega e amigo. Estive até à hora de comprar os bilhetes indecisa entre a peça que vi e outra, mas acabei por seguir o conselho que me deram. E que bem que fiz!


Foto: Filipe Ferreira

Fui assistir a Tiranossauro Rex, no Teatro Nacional D. Maria II. E, apesar de já ter uma ideia do que se ia passar, a peça conseguiu surpreender-me, e muito, e não ser nada do que estava à espera. E mexeu comigo. E fez-me rir. E quase me fez chorar (e eu não sou pessoa de me emocionar facilmente). E gostei. Gostei tanto. Gosto sempre de ver bom teatro, bem feito. Gosto sempre de ver coisas novas, diferentes, refrescantes, que quebram o convencional e aquilo que esperamos.

Se puderem, vão ver. Está em cena até 27 de Março e os bilhetes custam apenas e só 8€.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Das corridas... - XI

Como referi no último post, tenho corrido muito menos do que deveria (não digo do que gostaria por motivos que perceberão mais adiante).

Falta-me, acima de tudo, o tempo. O Mestrado tem sido bem mais exigente do que eu esperava e o tempo que me sobra é muito pouco. Sinto-me cansada e a desesperar com tanta coisa para fazer e tão pouco tempo. Salvam-me os objectivos definidos (leia-se: as corridas marcadas), que me obrigam a ir cumprindo os mínimos (e só os mínimos) a nível de treinos. Mas tenho perfeita noção que, nesta altura, já devia estar a correr bem mais e bem mais depressa. E isso entristece-me e deixa-me frustrada.

À falta de tempo, junta-se (alguma) falta de vontade. Pelo descrito anteriormente, falta-me também alguma motivação e algum entusiasmo. É sempre mais fácil continuarmos a correr quando vemos evoluções e melhorias. Mas é difícil ver evoluções e melhorias quando só corremos uma vez por semana.

Este Domingo fiz a Corrida das Lezírias. A propósito, fui agora reler o post que escrevi o ano passado sobre esta mesma corrida e não deixam de ser curiosas as diferenças. Este ano, a prova teve uma dificuldade acrescida: a parte muito gira de terra batida no meio das Lezírias, transformou-se (em quase 2km), numa parte não tão gira cheia de lama, onde era praticamente impossível correr (pelo menos, para lontras como eu - conheço alguns "cromos" que fizeram mesmo tudo a correr). 

Mas, para mim, o especial desta corrida foi o facto de ter sido a estreia da BFF numa corrida. Aliás, se não fosse por ela, dificilmente teria ido. Mas já que ela resolveu arrastar-me para a Meia (faltam 10 dias!), eu achei que era sensato arrastá-la para uma prova, para que ela não se estreasse só na Meia. Por isso, encarei esta corrida com uma tranquilidade completamente diferente: eu ia ali apenas e só para acompanhá-la, para fazermos um treino longo juntas, para ela ver como se sentia, e para me divertir. Sem pressões, sem objectivos de tempo, sem qualquer ansiedade. E a prova correu bem. Mesmo com a lama, correu bem e consegui fazer menos 3 minutos do que no ano passado. Se não fosse a lama, acho que teríamos feito um tempo muito bom (para nós...). Mas, mesmo assim, soube bem e acabei a prova feliz por ela, que se aguentou lindamente. Esta prova serviu, e muito bem, para ter a certeza que a Meia vai correr bem - para mim e para ela.

No entanto, e voltando ao tema anterior, esta prova começou mal. Nos primeiros 3/4km, eu só me perguntava o que estava ali a fazer, eu só rogava pragas ao Mundo em geral, eu só pensava que depois da Meia queria deixar de correr. Sim. Eu tenho diálogos internos incríveis enquanto corro. Faço viagens infinitas ao fundo do meu ser. Porque sim. Porque, às vezes, questiono por que corro. Muitas vezes, não sei mesmo o que ando ali a fazer. Mas depois acabo mais uma prova e a sensação é, em 99% dos casos, incrível. Além de ser incrível, a sensação é sempre: podias ter feito melhor. E, sendo eu tão competitiva (comigo mesma, leia-se), é isso que me move. Essa sensação de querer fazer mais. De me querer superar. De querer fazer melhor.

E, a 10 dias da Meia, vou vivendo nesta insanidade: quero correr/estou farta de correr, preciso correr/não tenho tempo para correr, gosto de correr/detesto correr. Espero que no dia 19 acorde a gostar de correr.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Do meu regresso a este canto (quase esquecido)...

Quanto mais tempo passa sem escrever, mais me custa regressar aqui. O tempo para parar e reflectir tem sido pouco. O tempo para me agarrar ao computador e escrever, menos ainda.

Sobrevivi a Fevereiro. E, como eu tanto queria, Fevereiro foi um mês feliz. Acabei o mês a sentir-me feliz, a sentir-me uma sortuda e uma privilegiada. A chorar feita tonta por não saber lidar com tudo o que tem acontecido na minha vida. Mas feliz.

Estive no Porto. Adorei o Porto. Talvez arranje tempo para vir partilhar algumas fotos e algumas das coisas que vi, comi e descobri por lá. Ou talvez não.

O trabalho está em fase de mudanças. Muitas mudanças. Esperemos que para melhor, mas, nesta fase, isso obriga a muito trabalho acrescido e muita pressão.

A faculdade está em fase de caos. Lidar com pessoas e fazer trabalhos de grupo é o que se sabe. Não tem sido fácil. Tem sido muito mais exigente do que esperaria e nem sempre consigo empenhar-me tanto quanto gostaria.

Não tenho conseguido treinar/correr. Nas últimas 3 semanas, corri 3 vezes - sendo que 2 delas foi em provas. Faltam 11 dias para a próxima Meia-Maratona e eu não sei se estarei preparada.

Não tenho dormido o suficiente. Tenho comido mal. O corpo ressente-se. E eu ando verdadeiramente descompensada. Ando cansada, rabugenta, mais em baixo, e sem vontade de fazer o que quer que seja, quando tenho alguns momentos livres.

Gostava que isto fosse uma fase. E é. Mas é uma fase com mais 5 meses e que terá tendência a piorar.



O modo queixinhas terminou. A emissão normal retomará dentro de momentos.