quinta-feira, 30 de junho de 2016

Das fotografias que dão alegria... - Day 182


Hoje comecei o dia com uma reunião na Quinta da Fonte. Enquanto dava voltas e voltas para conseguir estacionar, deparei-me com este sinal.

Parece-me bem. Parece-me muito bem.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Da teoria da substituição...

Será que funcionamos mesmo por substituição?
Só deitamos fora o nosso par de sapatos preferido quando temos uns novos tão ou mais giros?
Só começamos a ver uma série quando a nossa série de sempre acabou?
Só aceitamos ler um autor diferente quando já lemos tudo o que havia para ler do nosso autor favorito?
Só acalmamos a dor deixada pela partida do nosso gato, quando nos derretemos com outro?
E com a vida? Com as pessoas? Também é assim?
Só esquecemos alguém que amamos quando nos voltamos a apaixonar?
E será que nos voltamos mesmo a apaixonar ou estamos simplesmente a substituir um amor por outro?
Será possível, isso de substituir um amor por outro?
Será que sempre que temos um vazio na nossa vida, temos de preenchê-lo a todo o custo?
E que custo será esse? Até onde vamos para termos sempre as nossas vidas cheias e sem vazios?
Será que resulta?
Será que funcionamos mesmo por substituição?


Há dias em que acredito que sim.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Dos homens que adoram as mulheres (tudo o que deviam saber)... - I

Primeiro encontro. Podia levar... Flores? Chocolates? Ovos moles, quiçá? Não levar nada? Não. Nada disso. Um livro.


É isto. E é tão simples!...

domingo, 26 de junho de 2016

Das coisas que eu faço...

Há uma semana atrás comecei um programa detox. Foi uma coisa soft, de três dias apenas, que, mais do que servir para perder peso, serviu mesmo para desintoxicar, não comer porcarias e entupir-me de frutas e legumes.

O programa que fiz foi este.

Balanço? Gostei de fazer mas dá trabalho. Muito trabalho. E, se quisermos comprar tudo o que é suposto, sai caro. Mas não é preciso comprar tudo, há coisas que podemos substituir e há coisas que ficam para continuar a usar. Também há receitas que rendem imenso e que deviam ser adaptadas.

Mas gostei. Aprendi algumas receitas que vou repetir e senti-me bem comigo mesma. Mas não foi fácil. E sim, houve momentos de fome. Mas também houve momentos em que me forcei a comer o que era suposto porque não tinha fome nenhuma. Acima de tudo, acho que se trata de habituar o nosso organismo a comer menos e a comer melhor. 

Uma das coisas que espero conseguir manter, a partir de agora, é a redução do consumo de pão (ainda que eu só comesse ao pequeno-almoço, mas quero substituir mais por aveia nas suas diferentes formas) e o guardar o consumo de açúcar só mesmo para situações pontuais.

Vamos ver!...

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Do ovo que este Mundo é...

Existem cerca de 630 000 empresas em Portugal e cerca de 160 000 em Lisboa.

Um colega envia-me um contacto de uma empresa com quem eu devia reunir. Reforço: 160 000 empresas em Lisboa. E não é que ele me sugere a empresa onde o ex é consultor?!...

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Da minha incapacidade de desligar...

A semana passada, ia eu feliz e contente a caminho de um jantar de família, e recebo uma SMS. Ex-ex a perguntar se me podia ligar. Respondo que tenho um jantar e que lhe ligo mais tarde. E assim fiz.

Uma hora ao telefone. Mais de uma hora, na verdade. E como é que eu ainda tenho coisas para falar com ele mais de uma hora? Não tenho. Quem falou foi ele, em 90% do tempo. Mais uma vez, ele precisava de desabafar e eu aturei-o. Já me disseram que tenho uma suite reservada no Céu. Eu acho que tenho todo um palácio!...

Não tenho de o aturar. Já não tenho nada a ver com ele, nem ele comigo. Mas, ao mesmo tempo, e apesar de tudo o que ele fez, não consigo desligar completamente. Custa-me saber por outras pessoas que ele não anda bem, que só faz disparates, que, mesmo a nível profissional, está a dar cabo de tudo o que conquistou nos últimos anos (e que, em parte, nos custou a nossa relação), que não tem quem o apoie nem para onde se virar, que anda de cabeça perdida e desorientada.

Já sei. Não é problema meu e o karma é mesmo assim. Mas fica o desabafo. Porque não consigo ser fria ao ponto de desligar completamente em relação a alguém com quem partilhei quatro anos de vida. Mas lá chegarei.

Dos sugadores de energia positiva...

Sabem aquelas pessoas que só sabem falar dos seus problemas?

Aquelas pessoas para quem tudo na vida é um drama?

Aquelas pessoas que estão tão ocupadas a falar de si mesmas e dos seus problemas, que se esquecem que os outros também têm vidas e, talvez, também problemas?

Aquelas pessoas que se queixam e queixam?

Aquelas pessoas que conseguem sugar toda e qualquer energia positiva que tenhamos em nós, por tanto se queixarem?



Às vezes, quando me deparo com uma destas pessoas, ponho-me a pensar e tenho medo de ser também uma delas.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Dos dias marcantes...

O dia em que passas a ter um número directo no estaminé.

Dos desafios de escrita – Day 13 – Letter to yourself

[Today, write a letter to your 10-year old self. Or, as an option: write to yourself, four years from today. What would you say?]*


Dear FutureMe,

Ao escrever-te esta carta estava, novamente, numa encruzilhada. Os últimos 8/9 meses tinham sido particularmente caóticos. Tinhas saído de uma relação longa, entrado noutra que acabou rapidamente, passado algum tempo sozinha, e, naquele momento, não sabias o que fazer.

Independentemente do que tenhas decidido na altura, quero que nunca te esqueças que não faz mal estar sozinha. Por mais que a sociedade nos diga o contrário, a verdade é que estar sozinha é igualmente bom. Ou melhor, em algumas coisas. Certamente pior noutras, também. 

Mas nunca te esqueças das coisas boas que viveste sozinha. Não te esqueças da satisfação de arranjares a tua casa e montares o teu sofá sozinha. Não te esqueças do que sentiste em Praga quando, pela primeira vez a viajar sozinha, achaste que tinhas força para dominar o mundo. Não te esqueças do sentimento de liberdade, da falta de compromissos, regras e horas. Não te esqueças do tempo que tiveste para ti e para te dedicares às tuas coisas. Não te esqueças de tudo o que aprendeste sobre ti e do quanto cresceste.

Quer estejas sozinha ou acompanhada agora, que essa decisão seja serena e muito consciente. Que nunca na tua vida voltes a estar com alguém porque é a coisa certa a fazer ou por não quereres estar sozinha. Que só dês a alguém a honra de estar ao teu lado, se essa for a pessoa certa para ti, a que te acrescenta e te faz crescer. Não a que te completa, porque tu não precisas de ser completa. Tu és completa. Há um ano atrás, hoje e daqui a um ano. Tu és quanto baste.

Nunca te esqueças que és tu que tens de te fazer feliz. Não esperes pelos outros para isso. Os outros podem ajudar mas não podem viver por ti. Os outros não podem ser felizes por ti.

Vive. Sozinha. Acompanhada. Como quiseres. Mas vive e sê feliz!



* Eu optei por escrever para mim mesma, daqui a um ano. Mais uma vez, usei o Future Me e deixo-vos, novamente, o desafio de lá irem também, escrever para vocês próprios.
** O desafio de escrita anda muito intermitente porque tenho tido muitos temas que não me inspiram minimamente... Espero conseguir retomá-lo em breve.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Dos murros no estômago...

Recentemente, retomei contacto com um amigo que conheço (literalmente) desde o século passado. Não sei se lhe posso chamar exactamente amigo, dado que não falávamos há uns anos, mas também não acho que seja um mero conhecido.

As redes sociais conseguem afinal servir para alguma coisa e estivemos a pôr a conversa em dia. 

Uma das coisas que ele me contou foi que o pai tinha falecido muito recentemente. E eu, que não imagino muitas coisas piores do que isso, fiquei sem saber bem o que lhe dizer. Só queria dar-lhe um abraço. O que é que se diz a alguém que perdeu um dos seus pilares na vida?... Não há palavras que cheguem.

Esse mesmo amigo faz anos hoje. Passaram pouco mais de dois meses desde que o pai faleceu. Diz que não quer celebrar mas a mãe vai obrigá-lo a isso. Eu percebo-a. Percebo os dois, aliás.

Não imagino o que seja isso. Celebrar a vida quando a morte nos levou uma das pessoas mais importantes. Talvez seja isso mesmo, afinal: celebrar a vida porque a morte nos pode levar a qualquer momento.

Dos sítios onde eu vou...


Jardim e Basílica da Estrela.

Onde passei tanto tempo da minha infância. Onde brinquei, corri, ri, pulei. Onde regressei Sábado à tarde para um reencontro que foi um primeiro encontro. Onde sorri com os patos bebés, com as tartarugas, com a escala das coisas que outrora me pareciam tão maiores. Onde voltei a rir e a brincar. Onde espero voltar, muitas e muitas vezes, depois deste reencontro, após tantos anos.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Das corridas... - V

Ontem tive uma corrida de manhã.

Estive duas semanas sem correr e na sexta-feira tinha ido fazer quase 8 kms. Arranjei uma companhia nova para correr (um rapazinho muito simpático, por sinal), mas que corre bem mais que eu... Acabei por correr mais do que tinha previsto. Noutras circunstâncias, seria óptimo, nestas, foi só um disparate.

Ontem de manhã, dez da manhã, um calor que não se aguentava. Pela primeira vez, desisti de uma prova. Fiz os primeiros 6kms a correr, sempre debaixo de um Sol abrasador, e depois tive mesmo de parar de correr e caminhar. Acabei por fazer 8kms e qualquer coisa, fazendo os dois últimos a alternar corrida e caminhada.

E só me apetecia chorar. Fiquei frustrada e, acima de tudo, irritada comigo mesma. Sei que a culpa não foi só do calor e da minha tensão de periquito. Se eu tivesse treinado em condições, possivelmente, as coisas seriam diferentes. A culpa foi minha e isso irrita-me.

Portanto, resta-me treinar para a próxima (a corrida do Sporting!) e ter mais juízo, para que não volte a acontecer o mesmo!...

domingo, 19 de junho de 2016

Do meu ego...

O Mundo conspira para que o meu ego esteja em alta. E eu agradeço. Acho.

Sei que é temporário. Sei que quanto mais se sobe, maior é a queda. Sei que tudo isto pode não ser nada.

Mas... Enquanto dura, vou aproveitando.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Da minha vida...

Sabes que a tua vida anda uma animação quando tens um grupo no WhatsApp com as BFFs que se chama Cusquices da vida da "Agridoce".


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Das palavras dos outros...


É tão isto.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Das notas soltas sobre as férias... - II

Lembrei-me entretanto que também vi o Steve Jobs. Mais um que se vê muito bem e que nos permite conhecer um pouco mais sobre um homem que mudou muito naquilo que é a nossa relação com as tecnologias hoje em dia.

O dia ontem foi para esquecer e já preciso de férias outra vez.

Era só isto.

domingo, 12 de junho de 2016

Das notas soltas sobre as férias...


  1. Passaram a voar!... Como é que uma semana passou tão depressa?...
  2. Viajar com o Snow é... Peculiar. Para baixo, foi todo um filme de terror. Para cima, ao princípio estava meio irrequieto, mas depois veio deitado ao meu colo durante quase 300kms... Conduzir 300kms com um monte de pêlo ao colo, é maravilhoso...
  3. Tanto escaldão que eu vi!... E tanta criancinha a apanhar sol nas horas em que não era suposto!... Eu, que era sempre das pessoas mais morenas daquela praia, era também das poucas que recolhia sempre, mas sempre, para debaixo do chapéu à hora de almoço!... É assustadora esta falta de cuidado com a saúde...
  4. Ainda bem que levei as coisas para ir correr... As meias deram-me imenso jeito para dormir!...
  5. Só comi uma bola de Berlim e não comi nenhum Dom Rodrigo.
  6. Não vi televisão durante dez dias e sobrevivi.
  7. Li três livros: os três últimos da série Hannibal Lecter (achei o último mais fraco, mas os três primeiros foram devorados).
  8. Vi quatro filmes: Into the Wild, The Big Short, Joy e Veronika Decides To Die. Depois de ler o livro, tinha de ver o filme Into the Wild... Não é a mesma coisa. Não é mesmo.  O livro é um murro no estômago, o filme é só um filme... Achei o The Big Short muito bom, vê-se muito bem e dá-nos uma perspectiva curiosa sobre a maior crise financeira do nosso tempos. O Joy é aquilo que se sabe, com a sonsa da Jennifer Lawrence (embirro imenso com ela)... E, por último, o filme de um livro que li há muitos, muitos anos atrás, quando a ideia do suicídio pairava muito à minha volta. Achei fraquinho, também, mas tinha curiosidade de ver...
  9. Descobri que são exactamente 225 os degraus que levam à Praia do Camilo.
  10. Fui muito forte e fui muitas vezes à água. Mas hoje não aguentei as dezenas de peixes que lá andavam e tive mesmo de fugir!...
  11. Consegui cumprir a promessa de não espreitar o mail do trabalho. E só falei de trabalho uma vez, quando liguei para o escritório e falei com dois colegas (mas a conversa foi mais de palhaçada do que de trabalho...).
  12. Os artigos que tinha levado para baixo para ler, voltaram sem que lhes tivesse tocado.
  13. Fiquei espantada com a confiança e o à-vontade com que certas mulheres utilizam certos biquínis. Eu sei que estão na moda os modelos mais reduzidos e acho muito bem que cada um use o que quer e gosta. Eu, claramente, não tenho coragem para isso e não gosto de expor mais do que uma certa quantidade de pele para o Mundo inteiro ver.
  14. O Snow adorou a casa de férias, a varanda, o ter-me mais tempo em casa. Por outro lado, perdeu o brinquedo favorito dele (corri a casa toda e não o encontrei...).
  15. Daqui a exactamente dois meses, entro de férias outra vez. E é isto.

sábado, 11 de junho de 2016

Das coisas que me passam pela cabeça...

Dezenas e dezenas de estudos apontam para a necessidade de o Homem viver em sociedade. Dizem-nos, desde sempre, que não somos animais solitários, que precisamos do outro, que precisamos de companhia, que precisamos de conviver.

Crescemos com esta ideia enraizada em nós. A norma é estar-se acompanhado. A norma é ter muitos amigos, é estar numa relação, é ser um animal sociável. Porque dezenas de estudos assim o dizem, a sociedade abana a cabeça e diz que sim.

Eu não percebo nada de sociologia nem de psicologia. Não sei se é mesmo assim. Talvez seja.

Há quem diga que não. Há quem diga que vivemos muito bem sozinhos, que não precisamos de estar numa relação para sermos felizes, que, aliás, só podemos ser verdadeiramente felizes acompanhados se soubermos ser felizes sozinhos.

Eu não percebo nada disto. Nunca percebi. Não quero perceber.

O que eu quero perceber é se o que me perturba neste momento é esta pressão de estar sozinha. A pressão que a sociedade me impõe e a pressão que eu me imponho a mim mesma por estar sozinha.

Será que vou aceitar o que a vida me oferece para não estar sozinha ou vou aceitá-lo porque é mesmo o que eu quero? Fará sentido deixar entrar alguém na minha vida nesta altura? Na última vez em que pensei que não tínhamos futuro juntos mas que podia aproveitar e divertir-me um bocado, deu no que deu. Quero correr esse risco outra vez? Não que tenha tanta certeza, à partida, que as coisas não possam correr bem. Mas vou correr o risco de ficar em cacos outra vez? Valerá a pena? Por outro lado, até quando me vou continuar a negar a hipótese de tentar voltar a ser feliz? 

Não há um manual de FAQ para estas coisas?

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Das coisas que saem da minha cozinha... - XII

Panquecas de aveia com iogurte grego, morangos e canela. Muita energia para os 300 degraus que me esperam.

Da minha bipolaridade...

Esqueçamos, por momentos, o último post.

Esqueçamos, por momentos, que eu sou forte e sou a maior e não se passa nada e está tudo bem, obrigada.

Eu devia ter adivinhado que voltar a esta casa seria voltar a uma série de memórias. Algumas boas. Algumas óptimas. Algumas não tão boas. Algumas péssimas.

Sentada nesta varanda, agarrada ao computador, a ouvir as minhas músicas e depois de horas na conversa via Facebook, é inevitável que me surjam mil e uma questões. E dúvidas. E imagens. E ideias. E filmes. E tudo o que a minha mente criativa adora produzir.

E não é bom. Não é nada bom. Se adianta alguma coisa agora? Não. Se me passa pela cabeça querer saber? Sim, muito. Se tenho vontade de pegar no telemóvel e questionar? Sim, muito. Se o vou fazer? Não. Porque (repetir bem alto e muitas vezes): não ia adiantar nada.

Vou desligar o computador e vou dormir. Amanhã espera-me mais um dia fabuloso de praia. Mais um dia cheio de possibilidades (baixou em mim o Gustavo Santos, perdoai). Mais um dia do futuro. O futuro. Que é o que interessa agora.


terça-feira, 7 de junho de 2016

Das minhas férias...

Não tenho escrito. Nada. Zero. Vim de férias a achar que sim. Que escreveria muito. Mas, até ver, nada.

Hoje foi o primeiro dia em que tive acesso minimamente decente à net (fui ao café da frente tomar qualquer coisa de manhã e pedi a password da net - shame on me!). Ainda não liguei a televisão. Mas já despachei dois filmes. E um livro.

Tenho a cabeça (e o coração?) feita num oito. Como é que eu percebo se o meu desejo de estar com alguém é mesmo desejo de estar com essa pessoa, ou é simplesmente uma forma de fugir à solidão? Hoje, na praia (tenho pensado imenso), caiu-me a ficha. Faz na próxima semana 4 meses que estou sozinha. Não é muito. Não é nada. Eu sei. Mas isso, como tudo na vida, é relativo. Não me lembro ao certo quando foi a última vez em que estive tanto tempo sozinha, mas vamos assumir que foi em 2003. Noutra vida, portanto.

E sim, estar sozinha é bom. Faz-nos bem. Crescemos. Aprendemos. Alguma vez eu (ou alguém à minha volta) diria que eu era pessoa para me fazer à estrada para 10 dias de férias sozinha? Nunca. Jamais (ler com sotaque francês, sff). E tem sido bom. Eu gosto de estar sozinha. Gosto de estar no meu canto, ter o meu ritmo, fazer as minhas coisas. Não me chateia nada.

Pelo contrário, só me assusta. Faz-me pensar se voltarei a ter paciência para abdicar disto. Sim, sim, já sei, um dia vai aparecer alguém com quem eu vou ter vontade de partilhar tudo e não vou mais querer estar sozinha. Talvez sim. Talvez não. Neste momento, não me imagino nisso. Já aqui o disse: não me apetece ter trabalho, não me apetece fazer cedências. Quero alguém que me aceite como sou, que não me dê trabalho. Mas esse alguém não existe.

Entretanto, o que existe são outras pessoas. Com as quais eu não sei o que fazer!... Daí o caos referido inicialmente... Enquanto não conseguir perceber o que vai nesta cabeça, devia estar quieta no meu canto. Mas não me deixam quieta!... E eu passo os meus dias nestes dramas: tens medo de estar sozinha? queres alguém só porque sim? vale a pena o esforço? vais continuar fechada na bolha? vais tentar e dar uma hipótese? e idem, idem, aspas, aspas...

(estava tão melhor calada!...)


Do meu estado actual...

Numa das praias mais bonitas do Mundo, aborrecida com tanto calor, que me obriga a dar imensos mergulhos!...

(ainda não comi nenhuma bola de Berlim... Estou ou não estou uma pessoa crescida?)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Da força que não está comigo...


Não fosse eu entrar de férias hoje, e seria este o mantra para os próximos tempos, depois da desgraça que vi ontem na balança. Assim sendo, quando voltar de férias logo penso nisso! Que a força esteja convosco!...

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Das coisas que tu me deixaste... - I

Nem tudo foi mau, é certo. Nunca é, não é verdade?

Há sempre coisas boas, memórias de momentos, palavras e sensações.

Se tivermos sorte, são mais as coisas boas que ficam, do que as más.

Ainda não consegui perceber verdadeiramente se tive sorte. Acredito que sim. Mas só o tempo o dirá.

Uma das coisas que tu me deixaste, de forma um tanto paradoxal, foi a capacidade de acreditar. Acreditar em mim, acreditar que era possível, acreditar na vida.

Voltaste a entrar na minha vida, tantos anos depois, estava eu feita em cacos, a sair de uma relação demasiado longa e demasiado tóxica, que acabou da pior forma possível. E tu sabias isso tudo. E, na tua forma tão própria de ser, quiseste ajudar-me a apanhar os cacos. 

O fim não foi o melhor, mas os meios foram. Sem dúvida. Tu mostraste-me que não podia ficar fechada na minha bolha, que a vida continuava, que eu merecia mais e melhor, que eu tinha de continuar a acreditar e a lutar por mim.

E esta história podia ser perfeita se as coisas não tivessem acabado como acabaram. Mas não faz mal, sabes? Considerando de onde eu vinha, considerando o meu estado, considerando a minha fragilidade, considerando aquilo que tu és, não era expectável que as coisas entre nós durassem. Mas foram boas enquanto duraram. 

Se podia ter escolhido melhor o meu rebound guy? Não, não podia.

Das minhas amigas que são melhores do que as vossas...



Eu mereço.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Das fotografias que dão alegria... - Day 153


Ou das coisas que alegram uma mulher: receber uma encomenda da Kiko, 
com maquilhagem nova para brincar!