quinta-feira, 21 de abril de 2016

Das conclusões a que eu chego...

A semana passada voltei a ter um "encontro". Correu bem, obrigada. Mas não é para repetir.

Porque cheguei a uma conclusão a modos que ligeiramente assustadora: tornei-me picuinhas. E isto não tem nada a ver com o post anterior. Mesmo. Foram situações e contextos completamente distintos.

Mas a verdade é essa: tornei-me picuinhas. A idade, o tempo, a vida, fizeram-me assim. Já não tenho paciência para certas coisas. Já sei demasiado bem o que quero e o que não quero. E tenho toda uma lista infinda de pequenas coisas que são como que alertas que me dizem para me afastar.

Perante isto, há duas opções: ou vou andar eternamente à procura do meu Mister Perfect (que está assim ao nível do Pai Natal - não existe...), ou daqui a uns tempos vou engolir estas palavras.

Sinceramente, nem sei qual das opções prefiro.

A verdade é que acho que não só me tornei picuinhas como me tornei impaciente. Devia ser ao contrário, não? A idade não devia melhorar isso?...

E tornei-me impaciente por achar que não tenho paciência (passo a redundância) para começar tudo do zero outra vez. Não tenho. Não me apetece. Sim, sim, a fase da descoberta é muito gira. Só que não. Sim, sim, os primeiros tempos são maravilhosos. Só que não. Sim, sim, o jogo da sedução tem imensa graça. Só que não. Eu quero saltar directamente para a fase do conforto, do encaixe perfeito, do não serem precisas palavras, do à vontade total e absoluto, do ter alguém que me conhece e entende.

Eu não quero ter trabalho. E essa é a segunda conclusão assustadora. Porque tudo dá trabalho. E se eu não quero ter trabalho, e se eu não tenho paciência, e se eu virei picuinhas, antevejo um futuro muito negro para a minha vida amorosa...



(guardai as palmadinhas nas costas para quem delas precisa e entendei o tom sarcástico que por aqui vai, sim?)

6 comentários:

  1. Talvez seja só ainda cedo e tenha passado pouco tempo para recomeçar com outra pessoa, acho natural haver até alguma aversão a não ser que se encntre logo o The One (se é que existe)

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    1. Se fosse só isso, não me preocupava... Mas sim, o tempo vai ditar tudo :)

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  2. Eu pensei sempre assim no final das minhas relações. Não quero começar tudo de novo, não tenho vontade e dá trabalho. Mas, subitamente, algo acontece quando se conhece alguém em quem apetece investir o tempo e a dedicação. E sim, os primeiros tempos de descoberta são os melhores. Mais uma vez (será desta) estou nesta fase...

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    1. Hum... Ok, vou continuar a ler-te e a inspirar-me e a pensar que, talvez um dia, valha a pena ter esse trabalho e fazer esse investimento :)

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  3. E seres uma Tiazoca? :) Já pensaste? Uma pessoa de BEM :P
    Agora a sério... percebo-te muito bem e se eu não fosse casado eu estaria na mesma situação, dificilmente arranjaria outra pessoa. Desculpem se vou ofender alguém mas raramente encontro uma mulher com os requisitos que preciso. Não é uma questão de trabalho, porque tudo na vida não aparece de mão beijada, mas sim maneiras de ser e pensar, gostos, modo de vida que raramente batem certo com a minha.
    Mas não deves desistir.. a esperança é a ultima coisa a morrer. Homens "perfeitos" acho que já não existem..eu devo ter sido o último :P mas pode haver ainda algum escondido :)
    Boa sorte ;)

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    1. Essa é a perspectiva negra: ficar para Tia! Em todos os sentidos :) Ahahahah! Já tenho 4 sobrinhos, e ainda hei-de ter mais uns quantos, por isso, vou no bom caminho :)

      Não ofendes ninguém! Todos nós temos as nossas exigências e requisitos. E sorte a da tua mulher que encontrou o homem perfeito para ela! Eu hei-de encontrar o perfeito para mim :)

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