sábado, 30 de abril de 2016

Dos desafios de escrita – Day 1 – The Crowd Cheers!

Pouco passava da meia-noite e tinha o coração a mil. Não sabia se queria rir ou chorar. A descarga de adrenalina era tremenda. À sua volta, sorrisos e parabéns. Uma cadeira. Um copo com água. Um inspirar profundo e o assimilar de tudo o que acontecera nas últimas horas.

Tinha acabado de dar o seu primeiro concerto. O seu primeiro concerto de piano. Para uma sala cheia. Muito cheia de familiares e amigos, é certo. Mas cheia. E a sensação era avassaladora. Tinha conseguido. Tinha sido capaz. Não tinha falhado. Não se tinha enganado. Como que por milagre, como que se inspirados por uma força divina, os dedos tinham percorrido as teclas daquele Steinway sem hesitações. Como se as conhecessem desde sempre. Nem sempre é assim com os pianos. São sensíveis, temperamentais, não se deixam tocar por quaisquer dedos. Mas, naquela noite, a simbiose entre os seus dedos e aquelas teclas, fora perfeita.

Depois de trocar de roupa, de arrumar os poucos pertences numa mala e de pegar no ramo de flores que lhe ofereceram, saiu do camarim e despediu-se dos poucos que ainda circulavam nos corredores. Ao chegar à rua, o inesperado: família e amigos à sua espera, com estrondosos aplausos. Naquele momento foi claro: queria chorar. Chorar muito. Lágrimas de alegria. Lágrimas de alívio. Tinha conseguido mas tudo aquilo só fazia sentido se partilhado com aquelas pessoas. As suas pessoas.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Da escrita...

Aqui há uns tempos inscrevi-me num desafio de escrita. Podem saber mais aqui.

Durante 30 dias, recebia diariamente no meu e-mail um tema sobre o qual devia escrever. Às vezes, era só uma palavra, às vezes, era uma pergunta. E era sugerido que escrevesse sempre, pelo menos, 500 palavras.

Claro que não segui o desafio. Mas fui guardando os e-mails e recentemente voltei a pegar-lhes. Tenho saudades de escrever. E sinto falta de escrever. E esta foi uma forma de me obrigar a escrever sobre outras coisas que não aquelas sobre as quais me apetece escrever.

Ao longo dos próximos tempos, esses textos irão aparecer por aqui.

Se alguém se juntar ao desafio, que avise!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Das coisas que eu digo...

Estive há pouco ao telefone com uma amiga que perdeu o avô esta semana. Um AVC. Uma coisa horrível e inesperada. Um avô com quem ela viveu quase toda a vida e com quem tinha uma relação de grande proximidade. Um avô que desapareceu, assim, de um momento para o outro.

Isto foi na terça-feira, entretanto ela seguiu para a terra dele, e, nestes dois dias, pouco falámos. Trocámos algumas mensagens, tentei mandar-lhe força e mostrar que estava aqui. Nunca encontro as palavras certas nestas alturas e não sou de massacrar ninguém. Dou aos outros o que gosto que me dêem a mim: espaço e tempo.

Hoje, liguei-lhe depois de ela me dizer que o podia fazer. Sim, sou estranha nas minhas amizades (e nas relações, em geral). Peço autorização para ligar. Porque eu sei como sou. E sei como são algumas pessoas à minha volta. E não, às vezes não queremos mesmo falar com ninguém. Nem com as pessoas mais próximas.

Mas lá lhe liguei. Deixei-a falar, desabafar, despejar algumas emoções. E depois fui bruta. Disse-lhe a merda que isto era. Disse-lhe que a ficha ainda lhe ia cair. Disse-lhe que amanhã (porque já foi o funeral mas ainda não vai voltar ao trabalho e vai estar sozinha) ia ter um dia de merda, que ia chorar muito, que ia bater no fundo. Mas também lhe disse que tinha de o fazer. A adrenalina dos últimos dias, a urgência de tratar de tudo, a preocupação em dar apoio à avó e à mãe e a toda a família, a ocupação constante, nada disso lhe tinha ainda permitido fazer o luto dela. Mas ela tem de o fazer. Tem de chorar, tem de sofrer, tem de deitar cá para fora tudo o que acumulou nestes dias.

Disse-lhe isto tudo. Sem paninhos quentes. Fui bruta. Sou bruta. Ela sabe que eu sou assim. E sei que ela aguenta. Sei que ela gosta que eu seja assim porque já tem à sua volta gente que chegue para lhe dar as palmadinhas nas costas.

Às vezes, pergunto-me se devia ser tão bruta!... Porque sou. Com isto, com tudo. Não gosto de conversa de treta, detesto que me digam que vai ficar tudo bem quando me apetece berrar e espernear e partir tudo à minha volta. Há momentos de merda. Há momentos em que achamos que nada vai ficar bem. E não, não é por dizerem o contrário que muda alguma coisa. Acho que sou mais de enfrentar as coisas como elas são do que de fingir que não se passa nada.

A vida fez-me assim. Não sei se é bom, se é mau. Mas é o que é.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Das decisões difíceis logo pelo almoço...

Já há algum tempo que ando a pensar inscrever-me no ginásio. Preciso de fazer treino muscular, para complementar a corrida, e para perder aqui umas gordurinhas que teimam em não desaparecer.

Mas... Depois... Lembro-me da seca que é o ginásio... Lembro-me de todas as tentativas falhadas que fui fazendo ao longo da vida de ir ao ginásio e que nunca duraram muito tempo... E... Fico na dúvida!

Ainda hoje vi um artigo sobre a moda dos treinos ao ar livre. E onde costumo correr, à hora a que normalmente acabo, vejo sempre um desses grupos a começar o seu treino.

Os preços são bastante inferiores (mas, claro, estamos a falar de 1 ou 2 aulas por semana) e a ideia agrada-me: treino ao ar livre, com exercícios diferentes, em grupo.

Por outro lado, o ginásio tem imensa flexibilidade de horários, tem máquinas, tem aulas, posso sempre dar uma corridinha na passadeira (só aplicável para os dias em que tenho de fazer treinos curtos), tem aquelas coisas pirosas como saunas e afins, tem piscina, ...

Dramas do primeiro Mundo!...



(pelo sim, pelo não, acabei de agendar uma visita ao ginásio lá do meu subúrbio para o fim do dia...)

Das decisões difíceis logo pela manhã...

Ontem à noite acabei o livro que andava a ler (o 1984, do Orwell). Hoje, entrei no comboio, peguei no kindle e estive um certo tempo a tentar decidir que livro ler a seguir...

Depois de ler A Lista de Schindler, o Into the Wild e o 1984, apetecia-me qualquer coisa diferente. Optei pelo Dark Places, da Gillian Flynn. Vamos ver...

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Das coisas que me acontecem...

Hoje estava a voltar da Costa e estava a apanhar uma seca tremenda na fila das portagens. Dei comigo a pensar "a última vez que aqui passei foi a correr e foi bem mais rápido!".

Estava eu neste estado de quase neura, quando chega a minha vez de pagar a portagem. Seguiu-se o seguinte diálogo:

- Boa tarde!
- Boa tarde! Está tudo bem? Está boazinha?
- Tudo bem, obrigada!
- Ai, está tão linda! Obrigada! Deus existe!

Eu mereço!...

sábado, 23 de abril de 2016

Das minhas incapacidades...

Já comecei a escrever três vezes. Já apaguei duas vezes. Já guardei (mais) um texto nos rascunhos.

Quero escrever sobre ti. Mas já cansa. Até a mim já me cansa!... Mas sim, continuas a servir-me de inspiração para pensamentos e prosa. Ao menos, que sirvas para alguma coisa, não? (lembrei-me agora de outra coisa para a qual serviste, e sobre a qual hei-de escrever aqui)

Podia escrever sobre a corrida. Podia dizer que hoje cheguei à conclusão que correr de manhã não é mesmo para mim. 

Podia escrever sobre o trabalho. Que me cansa. Que me deprime. Ontem tive mais um daqueles momentos em que percebi o deprimente que é trabalhar para gente pequenina. E isso cansa.

Podia escrever sobre o Snow. Que dorme aqui ao meu lado, esticado ao comprido ao longo das minhas pernas.

Podia escrever sobre tanta coisa. Mas queria mesmo era escrever sobre ti.


Sai mais um rascunho.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Das figuras que eu faço...

Ontem ia eu a correr feliz e contente (na verdade, nem muito feliz nem muito contente, porque estava prestes a começar o último quilómetro e estava a morrer...), quando, de repente, solto uma gargalhada enorme.

Acho que as pessoas à minha volta devem ter achado que eu era completamente louca. Talvez seja, talvez seja.

Na verdade, estava a rir-me porque recebi, via Endomondo, uma mensagem/incentivo do Senhor Meu Pai. E que dizia essa mensagem? "May the force be with you!".

E a força esteve comigo, e deu-me energia extra para o último quilómetro, e voltei a melhorar o meu tempo!

Para quem usa o Endomondo, ou tem amigos que usam, usem e abusem desta opção porque tem realmente imensa graça ir a correr e estar a ouvir mensagens e incentivos! Ainda que possamos parecer maluquinhos...

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Das coisas que eu faço...

Aproveitei a hora de almoço para ir em busca do bikini perfeito (continuo a acreditar que vai estar um tempo maravilhoso no fim-de-semana).

Fui a cinco lojas. Não gostei de nenhum.

Das conclusões a que eu chego...

A semana passada voltei a ter um "encontro". Correu bem, obrigada. Mas não é para repetir.

Porque cheguei a uma conclusão a modos que ligeiramente assustadora: tornei-me picuinhas. E isto não tem nada a ver com o post anterior. Mesmo. Foram situações e contextos completamente distintos.

Mas a verdade é essa: tornei-me picuinhas. A idade, o tempo, a vida, fizeram-me assim. Já não tenho paciência para certas coisas. Já sei demasiado bem o que quero e o que não quero. E tenho toda uma lista infinda de pequenas coisas que são como que alertas que me dizem para me afastar.

Perante isto, há duas opções: ou vou andar eternamente à procura do meu Mister Perfect (que está assim ao nível do Pai Natal - não existe...), ou daqui a uns tempos vou engolir estas palavras.

Sinceramente, nem sei qual das opções prefiro.

A verdade é que acho que não só me tornei picuinhas como me tornei impaciente. Devia ser ao contrário, não? A idade não devia melhorar isso?...

E tornei-me impaciente por achar que não tenho paciência (passo a redundância) para começar tudo do zero outra vez. Não tenho. Não me apetece. Sim, sim, a fase da descoberta é muito gira. Só que não. Sim, sim, os primeiros tempos são maravilhosos. Só que não. Sim, sim, o jogo da sedução tem imensa graça. Só que não. Eu quero saltar directamente para a fase do conforto, do encaixe perfeito, do não serem precisas palavras, do à vontade total e absoluto, do ter alguém que me conhece e entende.

Eu não quero ter trabalho. E essa é a segunda conclusão assustadora. Porque tudo dá trabalho. E se eu não quero ter trabalho, e se eu não tenho paciência, e se eu virei picuinhas, antevejo um futuro muito negro para a minha vida amorosa...



(guardai as palmadinhas nas costas para quem delas precisa e entendei o tom sarcástico que por aqui vai, sim?)

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Das minhas decisões super inteligentes...

Ponho-me a ler textos antigos. Dou comigo de lágrimas nos olhos, com vontade de cortar os pulsos e chorar baba e ranho.



Vou dormir, que o meu mal é sono.

Das relações familiares...

Não falo com a minha mãe há quatro anos e meio. Resolveu pedir-me amizade no Facebook e enviar-me uma mensagem.

Há coisas fantásticas, não há?

terça-feira, 19 de abril de 2016

Das corridas... - IV

A vida não pode ser só bolachas e eu ainda não me fartei da moda das corridas...

Pior do que isso, mal posso esperar para ir correr hoje. 

Domingo fui correr de manhã. Fui mais tarde do que o habitual, não corria há 4 dias, estava calor e confusão. Conclusão: fiz um tempo pavaroso e fiquei irritada comigo mesma.

Estou desde Domingo em pulgas para ir correr hoje ao fim do dia, só para melhorar o último tempo!...

Internem-me, sim...

domingo, 17 de abril de 2016

Das coisas que saem da minha cozinha... - IX

Hoje fiz umas bolachas que entraram directamente para o TOP das melhores bolachas de sempre. Só podiam. A receita foi adaptada desta receita, que, por sua vez, foi adaptada desta, que, por sua vez, foi adaptada desta. Quando dois dos teus bloggers de culinária preferidos se põem a adaptar receitas um do outro, o resultado só pode ser espectacular. E foi.

Em relação à receita da Joana, só reduzi a quantidade de açúcar (como sempre...), não usei o bicarbonato, e usei cerca de 150gr de chocolate de culinária partido em bocadinhos.


Ficaram ma-ra-vi-lho-sas.

sábado, 16 de abril de 2016

Do teatro...

Resultado de imagem para a conquista do polo sul

Ontem fui ao teatro. Fui ao São Luiz ver a nova peça da Beatriz Batarda: A Conquista do Pólo Sul.

O que dizer desta peça? Em primeiro lugar, que não é uma peça fácil. Não é uma peça óbvia e é uma peça pesada, ainda que nem sempre pareça.

Eu fui para o teatro com as expectativas muito em baixo, fruto do que já me tinham dito, por um lado, e de saber que, por já ter visto dezenas e dezenas de peças, sou (também nisto) bastante exigente com o que vejo, por outro.

Nos primeiros vinte, trinta minutos, estava muito céptica. Não conhecia o texto e a peça é bastante insana. Ao princípio, não estava gostar por aí além e começava a arrepender-me de ter ido (sendo que tinha estado a semana toda a tentar decidir se valeria a pena...). Parecia-me tudo demasiado surreal, demasiado conceptual, demasiado complexo. Mas, com o passar do tempo, com o desenrolar da acção, a insanidade do texto e daquelas personagens conquistou-me completamente.

Resultado de imagem para a conquista do polo sul

Sim, o texto e as personagens são complexos. Mas é isso que acaba por prender. Os actores fazem um trabalho brutal. Literalmente. É impossível ficar indiferente àquelas representações, àqueles desesperos que se misturam com momentos insanos de fuga à realidade. Eu tenho uma certa paixão pelo Bruno Nogueira (desde que o vi no Azul Longe nas Colinas, também da Beatriz Batarda), e talvez não seja muito objectiva mas... Que interpretação!... 

Se gostam deste género de teatro e tiverem oportunidade... Vão ver!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Das coisas que me dizem...

"Tu és difícil!... Não dás mesmo a mínima hipótese!..."

Não é a primeira vez que me dizem isto (ou coisas do género). É um facto. Eu sou difícil. Mas não sou difícil porque me faço difícil, ou porque me ache superior aos outros, ou porque vejo nisso algum prazer especial.

Eu sou assim. Sou exigente. Com os outros, mas também comigo. Não sei ser de outra forma. Quando não dou hipótese, não é com nenhum objectivo maquiavélico escondido. É porque não sei ser de outra forma. Não sei aceitar qualquer coisa. Tento não me contentar com menos do que aquilo que acho que mereço. Estou sempre alerta, e espero o mesmo dos que me rodeiam. Não deixo que me tomem por tonta. Não o sou. E quando o tentam fazer, levam respostas à altura. Quando me tentam provocar, não fico calada. E depois dizem-me que sou difícil. Não sou.

Ser difícil é dificultar só porque sim. É inventar entraves, complicações, mesquinhices, até. Eu não dificulto só porque sim. Eu dificulto porque quero mais e melhor. Para mim e para os outros. Sempre.

Eu não sou difícil. Sou exigente. E não é bem o mesmo.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Das minhas teorias...

Convenci-me que a melhor forma de lidar com as memórias que certos sítios e experiências me trazem, é associar novas memórias a esses sítios e experiências.

Os Templários já não são o sítio onde me deste o primeiro beijo... Ainda que não saiba se lhe posso chamar primeiro beijo... O que é que eu chamo a um beijo que é o primeiro pela terceira vez em 15 anos? Terceiro primeiro beijo? Estranho, não te parece?... Mas, dizia eu, os Templários já não são esse sítio. Os Templários são também o sítio onde, por sugestão minha, fomos beber um copo no aniversário de uma das BFFs. Curiosamente, nos meus anos houve quem levantasse essa hipótese e eu disse que não. Mas, entretanto, tinha-te dado uma chapada de luva branca (desculpa a pequenez de espírito, mas soube tão bem, quase um mês depois, ouvir-te dizer que tinhas ficado furioso!), e já me sentia forte o suficiente. Isso e o querer testar esta teoria. E resultou, sabes? Não vou dizer que não me vieram algumas memórias à cabeça, não vou dizer que não nos vi ali, não vou dizer que não me lembrei dos gestos, dos olhares, das palavras. Mas foi momentâneo. Depois? Depois aproveitei a noite, a companhia, a música ao vivo que estava óptima. Criei novas memórias. Associei aquele sítio a outros momentos e outras pessoas. E resultou.

Parece-me uma teoria bastante válida. Até porque, convenhamos, não quero ser aquela pessoa que já riscou metade dos sítios e do país porque em algum momento da sua vida esteve lá com alguma pessoa. É tonto, não achas?

E, não só mas também por isso, esta noite vou ao sítio onde marcámos o primeiro encontro. Desculpa, o terceiro primeiro encontro. Criar novas memórias. Só porque sim.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Das politiquices...

Nada melhor que um Secretário de Estado que se demite, invocando discordâncias com um Ministro...
 
Está a correr tão bem este Governo!... Quanto tempo acham que o dito Ministro se vai aguentar? Façam as vossas apostas...

terça-feira, 12 de abril de 2016

Da idade...


Jeans skinny push-up kim | MANGO


Foi preciso chegar aos 32 anos para comprar umas calças de ganga que não só são skinny como são push-up!...

(crise dos 30?)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Dos devaneios matinais...


Apeteces-me logo pela manhã. Os teus braços. O teu cheiro. Enroscar-me em ti e fechar os olhos outra vez. Ficava assim todo o dia, pudesse eu. Lamento que nunca tenhamos passado nenhum dia na cama. Teria sido bom, tenho a certeza. Agora, que isso já não pode acontecer, é que me apetece. Quando podia acontecer, acordava, levantava-me e fugia de ti. Desculpa este meu jeito fugitivo. Desculpa nunca ter querido prender-me a ti. Não é de mim, sabes? Não sou de estar presa. Não sou de ficar enroscada horas a fio, entre mãos dadas e palavras sussurradas ao ouvido. Não sou. Ou, pelo menos, contigo não era. Não que a culpa seja tua, necessariamente. Não se trata de culpa. Trata-se de ser ou não ser. E contigo não era. Mas gosto de ti na mesma. E tenho saudades tuas na mesma. E apeteces-me logo pela manhã na mesma.

domingo, 10 de abril de 2016

Dos Domingos bem passados...

Acordar às sete da manhã com Lord Snow a entender que era hora de fazer maratonas... Em cima de mim...

Levantar-me às nove, tomar banho e enfiar-me na cozinha: papas de aveia para o pequeno-almoço (foi a minha segunda experiência e sobrevivi); duas fornadas de bolachas de aveia e uma de barritas de cereais.

Ir buscar o Senhor Meu Pai à corrida do Benfica e almoçar em casa dos pais. 

Ir dar uma volta de carro com a irmã mais nova que acabou de tirar a carta. Ter medo. Muito medo.

Ir ter com a BFF, passear na Madragoa, ir ao MNAA ver a exposição temporária que acabava hoje, e acabar o dia a beber uma imperial no Le Chat, com vista para o nosso rio, a nossa ponte, a nossa cidade.

Regressar a casa a repetir o mantra dos últimos tempos: sou uma privilegiada e todos os dias devo estar grata por isso.

Obrigada, Mundo!

Das minhas noites...

Já tenho conseguido dormir melhor. Yay! Ando a deitar-me sempre à meia-noite, meia-noite e meia, o que ajuda bastante. Durmo menos horas, ando mais cansada, mas as insónias reduziram drasticamente.

Os sonhos, esses, andam maravilhosos. Esta noite, entre muitas outras coisas, sonhei com ovos. Estava no supermercado, já na caixa para pagar, e lembrei-me que me tinha esquecido dos ovos. Vou a correr buscar os ovos e, além de os ovos estarem no meio da fruta (literalmente!), só havia ovos de uma marca e todas as caixas em que pegava tinham ovos partidos. Só via claras a escorrer por todo o lado. Estava tudo peganhento e eu a desesperar de cada vez que abria mais uma caixa e só via ovos partidos.


Freud? Estás aí?

sábado, 2 de abril de 2016

Do Snow...

A adaptação do Snow correu lindamente. Anda atrás de mim como se conhecesse desde sempre. Só quer comida e colo. Ronrona durante horas a fio. Temos guerras infinitas porque ele teima em estar ao meu colo, independentemente de eu estar a ler, no computador, ou o que quer que seja....


No segundo dia cá em casa, a rebolar-se na poltrona ao Sol, um dos seus sítios favoritos.


No terceiro dia cá em casa. Ao meu colo, em mais uma das suas muitas sestas, enquanto eu via Game of Thrones e lhe explicava o porquê do nome dele.


Como não o deixei ficar ao meu colo, resolveu enfiar-se entre as minhas pernas e o sofá, numa posição super confortável, em que mal se mexia... Esteve assim horas...


Esta foi tirada hoje à tarde, quando chegámos do veterinário. Foi ser castrado e está óptimo e recomenda-se. Desde que chegámos que só quer mimo... É um doce, mesmo! 

Obrigada, Snow.