domingo, 6 de março de 2016

Das inevitabilidades históricas...

O que fazer quando não me sais da cabeça? Quando penso em ti, dia e noite? Quando me lembro das tuas palavras, dos teus beijos, das tuas mãos nas minhas?

O que fazer quando tenho saudades da tua voz? Quando tenho saudades do teu riso? Quando sinto falta das coisas que me dizias?

O que fazer quando me falta o ar e a vida parece sem sentido? Quando sinto este aperto no peito e este nó na garganta? Quando passo os meus dias a controlar as lágrimas que querem saltar cá para fora?

O que fazer quando tudo me faz lembrar de ti? Quando estou em reuniões importantes e só me vêm à memória flashes dos nossos momentos? Quando me custa ver a minha cama vazia do teu corpo?

O que fazer com esta raiva, esta frustração, esta incompreensão? Quando tudo o que eu queria é que tu fosses como eu queria que fosses? Quando eu gostava que as coisas pudessem ter resultado?

Não podiam. Nunca poderiam. Quanto mais não fosse, pela inevitabilidade histórica que liga os nossos nomes. Nós nunca podíamos ter resultado. E eu sabia isso desde o dia em que nos reencontrámos. Eu sabia que à terceira não seria de vez. Eu sabia que quinze anos de história, de nada valeriam. Eu sabia isso tudo. E, ainda assim, deixei-me levar.

E agora? O que fazer?


2 comentários:

  1. Só um dia depois do outro vai ajudar, até que um dia irás acordar e já não vai doer tanto.
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