domingo, 15 de novembro de 2015

Das coisas que me passam pela cabeça...

Tenho ideia de ter visto um filme ou ter lido um livro em que o protagonista tinha a possibilidade de tomar um comprimido e esquecer algum momento da sua vida. Se calhar, não vi nem li nada, e só sonhei.

Mas na minha cabeça surgiu esta ideia.


E se fosse possível? E se pudéssemos tomar um comprimido e esquecer algum momento da nossa vida? Algum período de tempo? Alguma pessoa? Algum local?

Será que o faríamos? Será que quereríamos mesmo apagar uma parte de nós? Das nossas memórias? Da nossa vida?


Se, por um lado, diria que sim. Por outro, sei que aquilo que sou é a soma de tudo o que já me aconteceu, de todas as pessoas que passaram pela minha vida, de todos os momentos que vivi, de todos os locais que visitei.

Ainda assim, às vezes, só às vezes, gostava que existisse tal comprimido.

5 comentários:

  1. eu não sei... porque tudo o que nos aconteceu nos tornou o q somos hj

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  2. Eu também :) Nem tudo nos molda e, às vezes, o que nos molda faz-nos mais cínicos e amargurados com a vida. Eu apagaria umas quantas coisas, independentemente dos efeitos.

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  3. Olá

    Eu leio o teu blog e muitas vezes identifico-me muito com o que dizes/sentes. Perdoa-me o atrevimento de achar que te percebo.
    Hoje escrevi um post no meu blog e gostava de o partilhar contigo. Tem a ver com dor didática e a diferença entre aprender a sobreviver e aprender sobre viver.

    Talvez te ajude a perceber que a memória da dor bem usada é o esteio para uma felicidade mais sólida. Além disso a música é muito boa para atirar a todos aqueles que nos fazem escrever um post desejando uma pilula para o esquecimento.

    beijinhos de uma desconhecida que por te ler quase se sente conhecida

    http://lunar-maria.blogspot.pt/

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    1. Obrigada Marlene, vou ler. E não é atrevimento nenhum. Estás sempre à vontade :)

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  4. Ás vezes pode parecer tentador. Sobretudo em momentos de sofrimento. Mas, no fundo, somos a soma de todos os momentos bons e maus que nos acontecem, embora muitas vezes nos apetecesse subtrair os maus.

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