quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Do bloqueio da escrita...

Hoje deparei-me com este artigo, que por sua vez me levou a este.

Estes textos debruçam-se sobre as dificuldades na escrita, a falta de hábito, a luta contra a inércia. Falam de compromisso, de dias melhores e dias piores, de dias sem vontade. Mas o importante é escrever. Escrever todos os dias. Mesmo quando custa, mesmo quando não apetece.

A ideia que resume ambos é: “shut up, sit down, and type”.

E eu gostava muito, muito, muito, de conseguir mentalizar-me disto. De assumir este compromisso comigo mesma.

Talvez um dia.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Do momento alto da minha semana...

Aquele em que entro no netbanco para pagar o ferro de engomar que encomendei na FNAC.

Bolas, comprava umas botas tão giras com aquele dinheiro!...

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Das minhas limitações...

Eu sou muito básica na forma como divido o ano.

De Janeiro a Maio, sonho com o Verão e as férias...

De Setembro a Dezembro, sonho com o Natal...

Sim, já comecei a pensar nas decorações, já ando a mandar vir coisas do e-bay, já ando a anotar potenciais presentes e até já comprei um...


Faltam três meses e quatro dias, ficai sabendo!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Das corridas... - I

Quando me perguntam por que motivo corro, tenho muitas dificuldades em explicar.

Comecei a correr há uns meses. Sempre fui lontra assumida. Era aquela pessoa com uma média espectacular no liceu e com um 10 (por favor...) a Educação Física.

Tive uma ou outra fase em que tentei dedicar-me ao ginásio. Sempre sem sucesso.

Mesmo a minha relação com as corridas é muito intermitente. Em parte por motivos que não interessam nada, mas, sobretudo, porque não consigo criar em mim esse hábito, essa rotina.

Mas hoje vou correr porque preciso mesmo. Preciso de espairecer, de descarregar energias, de descomprimir. Meto os fones nos ouvidos, a música bem alto, e só páro quando não aguentar mais.

Hoje corro porque estou a ter um dia daqueles e preciso desesperadamente de uma recarga de endorfinas. Simples, assim.


terça-feira, 15 de setembro de 2015

The Things I Like... - XVI

Começar um puzzle novo...

Do meu estado actual...

Em Cascais. Para uma qualquer reunião. De vestidinho e sandalinha pipoca.

E está a chover. A chover, Senhores.

Acho que ainda passo por casa para trocar de sapatos antes de ir para Lisboa...

(e o bem que soube ficar na cama até às nove?... Há dias em que o meu trabalho não é assim tão mau...)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Das leituras nas férias...

Estas férias, como eu esperava e desejava, foram muito dedicadas à leitura.

Li o famoso "The Girl on the Train", do qual gostei mas não adorei. É engraçado, a história tem a sua piada, mas não é um livro genial ou particularmente bem escrito.

Também li o "Bom Inverno", do Tordo, e fiquei com curiosidade em ler mais alguma coisa dele. Não consegui perceber se gosto ou não. Este livro tem uma história curiosa, rocambolesca, com personagens interessantes qb, mas não sei...

Destaque mais positivo para o "Sharp Objects", da Gillian Flynn (autora do "Gone Girl"), com uma história daquelas completamente surreais e que nos prende até ao fim, e para o "First and Only",o primeiro thriller do Peter Flannery. Eu não tinha lido sequer a sinopse (e ainda bem!) e já não sei bem onde tinha visto uma recomendação do livro, mas a verdade é que gostei muito.

Tenho andado a ler quase só thrillers e policiais e afins, e sinto que está na altura de mudar para outro tipo de livros... Vamos ver se descubro algum que me fascine!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Das escolhas...

A propósito do post anterior, leiam o artigo, vão ao site da E-Primatur e apoiem um projecto.

Eu já escolhi um. 



(Vêem o problema de julgar? Eu não gasto dinheiro em livros mas gastei dinheiro a apoiar um projecto de livros.)

Do que dizemos e escrevemos...

Não é piada. Em Portugal gasta-se muito mais dinheiro em cápsulas de Nespresso do que em livros. Portanto, não é uma questão de preço. É uma questão de escolha. Somos um país que gosta de ostentar carros, Bimbys, garrafas de vinho caro e redondos copos de gin. Não somos um país que se orgulhe de ostentar conhecimento. (restante artigo no Observador)

Tentei encontrar dados concretos que suportem estas afirmações, mas não consegui. O que não quer dizer que as mesmas não sejam verdadeiras. Ou que me surpreendam. Queria apenas ter números reais da sua dimensão.

Como tão bem refere este parágrafo, somos um país de ostentações, de usar para mostrar, de marcas e exibições de riqueza constantes.

Sim. Tenho uma Nespresso. Sim. Tenho uma Bimby. Sim. Tenho um par desses copos redondos de gin da moda.

Contraditório?

Não.

Também tenho uma estante cheia de livros. Tenho um caixote no hall de entrada há meses e ainda há dias tive que explicar que não arrumo aqueles livros por não ter onde os pôr. Tenho muitos e variados caixotes com livros na garagem do meu pai à espera da minha próxima casa, do meu escritório, da minha biblioteca.

Ainda assim, não acredito que o conhecimento se meça no valor que gastamos em livros.

Eu não gasto muito dinheiro em livros. Sim, é essa a minha escolha. Eu escolhi ter um Kindle e se comprar livros para o mesmo, serão facturados no estrangeiro, não em Portugal. Também já por diversas vezes encomendei livros de sites estrangeiros. Tirando alguns livros que comprei para oferecer, este ano o único livro que comprei foi o do Tordo, que comprei em promoção no Continente por seis ou sete euros. 

Sim, gastei mais dinheiro em cápsulas e em vinhos e em gins do que em livros. Muito mais. E sim, também foi por uma questão de preço. Mas foi, acima de tudo, a minha escolha.

Claro que esta frase fica bem. Quer chocar, agitar, mostrar que somos um país de ignorantes que só se preocupam com a imagem. E talvez sejamos, mesmo. 

Mas se há coisa que tenho aprendido nos últimos tempos é que as generalizações e as assumpções são tão, mas tão perigosas... Tenho pensado sobre isso, tenho tentado julgar menos, tenho tentado desculpar mais, tenho tentado não assumir tanto. É fácil falar e dar opiniões sobre tudo e sobre nada, difícil é viver a vida dos outros.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Do balanço das férias...

Mais umas férias grandes que passaram. Grandes, grandes, é como quem diz. Passaram duas semanas de férias.

Não foram umas férias extraordinárias. Não fui a nenhum sítio paradisíaco. Não experimentei nenhuma daquelas coisas que toda a gente tem de experimentar antes de morrer. Não tenho fotografias dignas de capa de revista. Não fiquei num hotel de cinco estrelas nem comi em restaurantes de luxo.

Foram umas férias muito simples: na casa do costume, no sítio do costume, com a cara-metade e os enteados, com idas à praia, mergulhos no mar, bolas de Berlim, peixinho fresco e marisco, muitos livros, jogos de tabuleiro, cartas e alguns filmes.

Ainda assim, diversas vezes demos por nós a repetir que podíamos continuar naquela vida indefinidamente, que nada nos importaríamos.

A idade trouxe-me a limitação da ingestão de bolas de Berlim, mas também me trouxe o dom de saber apreciar as pequenas coisas. E estas pequenas coisas bastaram-me estas férias.

Só peço que para o ano haja mais do mesmo. Assim. Não peço mais.