sábado, 31 de janeiro de 2015

Do meu estado actual...

Em Madrid, numa visita relâmpago, para conhecer o mais recente membro da família.

Duas considerações:
- à minha volta multiplicam-se grávidas e bebés como cogumelos
- um dia era bom vir a Madrid para, efectivamente, vir conhecer Madrid

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Da pressão familiar...

Contexto: jantar de aniversário do meu pai. Eu, a boadrasta e a mana do meio, a conversar, e eu a dizer-lhes que já tinha ido trocar os sapatos que a cara metade me ofereceu no Natal, e que consegui trocar um par por dois.

Comento que um dos pares me está ligeiramente largo (pés de princesa, remember?), mas que como os sapatos são de Verão, tenho esperança que nessa altura os meus pés inchem.

Comentário da mana do meio: "Sabes que se engravidares os pés incham".



Eu mereço.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Das minhas decisões super inteligente...

Ando a ler o "The fault in our stars". Não é um livro fácil, mas estou a gostar muito, e não pela questão de ser um livro sobre pessoas com cancro, e sermos todos muito solidários e termos todos muita peninha.

Não. Acho que o livro está bem escrito, é real, tem diálogos muito bem construídos, com ideias mirabolantes que me deixam a pensar "quem é que se lembrava disto?".

Ainda assim, é um livro com momentos tristes. E quando vinha no comboio esta manhã, a ler aquele que é para mim o momento mais triste de todos (até agora), o esforço para não deixar cair uma lágrima foi grande.

Isto tudo para dizer que cheguei ao escritório com vontade de cortar os pulsos porque a vida é uma grandessíssima merda. Que é. É injusta. É aleatória. É uma merda.

E hoje, que o meu pai comemora mais um aniversário, não queria nada que a vida fosse assim. Incerta. 

domingo, 18 de janeiro de 2015

Das leituras...

Sabem aqueles livros que vos prendem? Que vos fazem querer ler mais e mais e mais? Que vos fazem desejar que o comboio demore mais tempo para que possam ler mais umas páginas? Que vos fazem passar a manhã de Domingo na cama para o conseguirem acabar?

O The Angel's Game, do Carlos Ruiz Zafón, é um desses livros.

Mas é também um livro que vos faz querer arrancar cabelos e dar cabeçadas na parede nas últimas cem páginas.

O livro prendeu-me. O livro fez-me querer ler mais e mais e mais. Mas conforme se aproximava do fim, foi crescendo em mim aquela sensação "é bom que isto tenha aqui uma grande reviravolta se não isto não vai ter piada nenhuma". E não teve. E não gostei do final.

E é isto.

Agora fico na dúvida se leio o último desta série... Valerá a pena?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Das coisas que saem da minha cozinha... - II


Risotto de camarão e cogumelos. Daqui.

Tenho-me afogado em comida. Em doces. Em chocolates. Em porcarias. Não é bom. Mas não resisto.

Primeiro, tinha a desculpa do Natal e das festividades. Depois, foi a passagem de ano. Depois, era só a primeira semana do ano e logo, logo, ia tudo voltar ao normal.

Agora, não tenho mais desculpas mas continuo a comer tudo o que me aparece à frente. E ainda faço um esforço tremendo para não comer mais ainda.

Este risotto ficou muito bom. E eu só repeti uma vez. Só uma. Eu, que nunca repito...

Agora, no sofá, já vamos na segunda tablete de chocolate. Não estou a comer sozinha, é um facto. Mas... Não deixam de ser duas tabletes de chocolate.

Não sei onde isto vai parar...



Do final do ano...


Passei a passagem de ano na casa de campo. No meio das árvores, do verde, dos pássaros a cantar, do céu estrelado e do sossego. No primeiro dia do ano, tirei estas fotos ao pôr do Sol (em modo vamos lá fazer experiências com o modo manual). Gostava tanto, tanto, tanto, de fotografar mais em 2015!...






quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Do que tenho aprendido...

Uma das coisas que tenho tentado trabalhar nos últimos tempos é a minha capacidade de partilhar.

Eu tenho muita dificuldade em partilhar.

E não falo aqui de partilhar atenção, os meus brinquedos, ou mesmo o chocolate (ainda que aqui possa haver uma pequena excepção).

Eu tenho muita dificuldade em partilhar emoções, medos, dúvidas, e tudo o que sejam sentimentos e pensamentos meus. 

Sou um bocadinho possessiva com o que me vai na alma.

Essencialmente, por achar que nada disto interessa ao resto do Mundo. Acho mesmo que todos os meus dramas são só meus e que o Mundo tem mais que fazer que se preocupar com eles. E, por isso, guardo-os só para mim.

O que não é bom. Obviamente, não é bom.

Assim, tenho andado a tentar trabalhar este aspecto da minha pessoa. Tentado. Não quer dizer que esteja a conseguir. Mas vou tentando.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Dos balanços... - III

Voltando ainda ao ano que já passou, importa realçar que 2014 foi o ano das decisões.

Em 2014 tomei duas grandes decisões.

A primeira, foi voltar a tomar conta de mim. Voltar a investir em mim. Preocupar-me comigo. Com a minha saúde. Com o meu bem-estar. É todo um work in progress que ainda se há-de prolongar por muito tempo mas de que estava a precisar. Antes dos outros, estou eu. E se eu não estiver bem, nada à minha volta faz sentido.

A segunda, não posso referir aqui.

Mas é uma decisão que ainda questiono muito. Muitas vezes. Como todas as minhas decisões, quer-me parecer.

Gostava de ser daquelas pessoas que tomam uma decisão e não pensam mais nisso. Decidem, está decidido.

Eu não sou assim. Mesmo quando tomo uma decisão conscientemente (e se eu peso prós e contras mil vezes para cada coisa!), fico sempre com dúvidas, com hesitações, com os "se" presos na cabeça. Fico sempre a pensar como seriam as coisas se tivesse decidido diferente.

Intriga-me, deveras, essa coisa de se decidir e não ter dúvidas.

Talvez um dia atinja essa maturidade. Certamente não foi em 2014. E certamente não será em 2015.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Dos balanços... - II

Por alturas do final do ano vi num qualquer blogue vizinho um desafio que pedia que se escolhesse o pior de 2014.

Não respondi.

Não consegui.

Conclusão? Sou uma privilegiada. Sou uma sortuda por não conseguir escolher o pior de 2014.

E tenho de me focar mesmo nisso.

Quando não conseguimos escolher nada no ano que passou que seja suficientemente mau para ser escolhido como o pior do ano, é porque o ano se não foi extraordinário, também não foi nada mau.

E é isto.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Dos balanços... - I

Um balanço tão relevante como qualquer outro é o das minhas leituras. Este ano, no goodreads challenge, defini que o meu objectivo era ler 30 livros este ano, já que em 2013 tinha lido 25, e fazia-me sentido aumentar o objectivo.

Mas não atingi o objectivo. Aliás, mal passei de metade. Li apenas 16 livros. Uma tristeza, eu sei. Mas... Há sempre um mas... O balanço não é assim tão mau.

Tendo em conta que em 2013 li 9494 páginas e em 2014 li 8733, a diferença já não é assim tão assustadora. Este ano li poucos livros, mas li livros gigantes.

Destaco os cinco volumes do Game of Thrones, que me deram horas infinitas de prazer. Também gostei muito do Water for Elephants, numa viagem pelo mundo do circo. E este ano foi também o ano em que me arrisquei a ler em francês: L'élégance du hérisson (que deu origem a um filme e que adorei ler) e Et si c'était vrai... (completamente insano, mas recomendo!).

Entre outros, e porque gosto sempre de ir lendo alguns clássicos ao longo dos tempos: Great Expectations, The Great Gatsby e To Kill a Mockingbird.

Para 2015 voltei a arriscar nos 30 livros. Se não me puser a ler livros de 1000 e muitas páginas cada um, espero lá chegar!

Do novo ano...

Sim, já estamos a dia 10. Sim, já toda a gente fez balanços, resoluções, definiu objectivos, falou do bom e do mau, etc. etc. etc.

Mas eu sou lenta. Isso e ter estado os primeiros quatro dias do ano na casa de campo, sem tocar num computador, tablet ou afim. Isso e ter estado os restantes dias com uma constipação tremenda e chegar a casa com vontade de tudo menos de computador.

Por isso, aos dez dias do primeiro mês do ano 2015, aqui estou eu. Segue-se o agendamento compulsivo de posts.