quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Das notas soltas...

2015 é um ano que não esquecerei. Bom, na verdade, não sei se alguma vez esquecerei algum ano da minha vida, por isso, é assim a modos que idiota dizer isto. Mas continuemos.

2015 trouxe-me muita coisa. E levou-me outra tanta.

Em 2015 eu cresci muito, aprendi muito, caí e levantei-me. Aprendi sobre mim e sobre os outros. Sonhei e acordei para a realidade. Fiz planos e vi-os não serem concretizados.

Em 2015 eu aprendi a maior lição de todas: por vezes, não conseguirmos aquilo que mais desejamos, é mesmo o melhor que nos pode acontecer. Porque é. Porque ao fim de quase um ano a tentar engravidar, eu senti-me grata por não ter conseguido.

Em 2015 eu aluguei a minha primeira casa sozinha. Eu mobilei-a e decorei-a. Nela já chorei muito. Mas também já ri muito. 

Em 2015 eu viajei muito. Muito mais do que nos últimos anos. Revi alguns sítios, conheci outros novos. E tinha saudades, muitas, de viajar.

Em 2015 eu mudei a minha alimentação. Mais consciente, mais saudável, mais equilibrada.

Em 2015 ganhei mais um sobrinho. E tenho pena que as relações familiares não estejam no seu melhor. Pode ser que 2016 seja o ano dos progressos nesse campo.

Em 2015 eu pus fim a uma relação de 4 anos. Eu assumi para mim, e para o Mundo, que era mesmo o fim. Fechei essa porta e não me arrependo.

Em 2015 eu decidi que tenho mesmo de mudar de emprego.

Em 2015 eu chorei com a generosidade dos que me ajudaram quando mais precisei.

Em 2015 eu descobri uma nova paixão: as corridas. O meu escape. O meu novo vício.

Em 2015 eu confirmei que sou uma privilegiada pelas pessoas que tenho à minha volta. E senti-me grata por isso.

Em 2015 eu li. Muito. E voltei a escrever. Mas não o suficiente.

2015 foi um bom ano. Foi. Mesmo com tudo o que aconteceu de menos bom. Hoje dizia isto a uma amiga e ela elogiava a minha maturidade. Dizia-me que me admirava por ter tido um ano de m*rd* (palavras dela) mas conseguir olhar para ele de forma positiva.

Mesmo em anos de m*rd*, há sempre coisas positivas. Crescemos sempre. Aprendemos sempre. E das melhores coisas que a vida me deu foi ter alterado em mim a visão sempre pessimista, sempre derrotista, para esta visão mais positiva. 

Eu não tive um ano de m*rd*. Um ano de m*rd* tiveram os refugiados na Síria, as vítimas dos ataques em Paris, os que perderam pessoas queridas para acidentes e doenças de m*rd*. Não. Eu tive um bom ano. Com alguns percalços, sim. Com algumas lágrimas, sim. Mas cheguei ao fim do ano inteira, com as minhas pessoas, o meu emprego, a minha casa. 

2015 foi um bom ano.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Das minhas noites...

Ontem deitei-me relativamente cedo. Deviam ser umas onze e meia quando apaguei a luz. Achava eu que, depois de duas noites demasiado curtas e do regresso ao trabalho, havia de conseguir dormir. Pois que não. Eram quatro da manhã e estava acordadíssima. Andei às voltas na cama e consegui adormecer mais um bocado. Até às seis. Fantástico.

Pelo meio, ainda consegui ter um pesadelo. Um pesadelo com aquele que é um dos meus únicos medos actuais. E que me fez acordar sem ar.

Sim, tenho tido umas noites maravilhosas.

Das fotografias que dão alegria... - Day 364

A dar uns dias de férias ao Kindle para ler um dos livros nacionais mais falados do ano.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Das minhas loucuras...

Eu sou muito poupadinha. Forreta, mesmo. Mas ontem perdi a cabeça e comprei o meu par de sapatos mais caro de sempre. 



E é isto. Estou pronta para ser internada. Obrigada.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Do Pânico...

Pânico.

Pânico é o que eu mais tenho sentido ultimamente. É uma sensação relativamente nova, sabes? Não estou habituada a sentir pânico. Eu, com todas as minhas manias e obsessões, com as paranóias do controlo e do planeamento, raramente deixo espaço para sensações como esta.

Assim, além de estar em pânico, estou assustada com o próprio pânico. Confuso? Welcome to my world.

Os últimos tempos têm sido de caos total e absoluto  na minha cabeça. Não sei o que fazer com tudo o que aconteceu recentemente. Não estou a conseguir processar a informação e pensar com clareza. E isso assusta-me. Muito.

Considero-me uma pessoa racional. Ponderada. Calculista, até, talvez. E não o tenho conseguido ser.

Precisava, precisava mesmo, de poder carregar no pause e deixar a vida em suspenso por uns dias para pensar e processar tudo o que me tem acontecido. Precisava de dar um passo atrás, pôr a minha vida em perspectiva e conseguir chegar a alguma conclusão.

Mas a vida não pára. E como a vida não pára, eu tenho de tomar decisões a toda a hora, a todo o momento. E isso, já se sabe, leva tendencialmente a decisões menos ponderadas e acertadas. Leva a decisões de impulso. E os impulsos, já se sabe, nunca foram bons. Para mim, pelo menos.

Gostava de ser capaz de viver a vida no momento. Talvez gostasse até de ser mais impulsiva. Mas não sou. Não sei ser assim. E esta constante alternância entre o que sou e o que tenho sido, perturba-me e assusta-me.

Só queria voltar para minha bolha. Para o meu canto. Sossegada e em paz. 

Ao mesmo tempo, será que queria mesmo?...

domingo, 27 de dezembro de 2015

Dos objectivos...

Se 2015 não me tiver trazido mais nada (e lá iremos), trouxe-me, pelo menos, a concretização de um objectivo: acabar o ano a correr 10 km.

Ontem fui fazer a São Silvestre de Lisboa. E sobrevivi. E foi tão bom!...

A primeira vez que fui correr foi em Janeiro e fiz 4 km. Em Março e Abril fui correndo e cheguei mesmo a fazer 6 km. Mas depois passaram-se meses em que as corridas eram muito esporádicas. Quando em Novembro recomecei a sério, sabia que era ambicioso em menos de dois meses querer chegar aos 10, quando nunca tinha passado dos 6. E estive sempre na dúvida até ao fim. Mesmo depois de estar inscrita, só pensava se iria conseguir. Acredito pouco em mim, dizem-me. Talvez.

A verdade é que nestes dois meses treinei, dediquei-me a isto e ontem fiz os 10 km com os meus melhores tempos de sempre e sem me custar assim tanto. E essa sensação, a sensação de ser capaz, a sensação de ter conseguido, é qualquer coisa!...

Se eu aplicasse mais à minha vida aquilo que apliquei à corrida, talvez muita coisa melhorasse!...

Próximo objectivo? Meia-maratona em 2016.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Dos recomeços... - II

Há dois meses e um dia atrás escrevi este post.

Fez ontem dois meses que me mudei para esta casa. Para a minha casa.

E parece que foi há tanto, tanto tempo!... Se, por um lado, parece que o tempo passou a voar, por outro, foram dois meses muito longos, muito cheios.

O balanço que faço é, felizmente, mais do que positivo. Muito mais do que positivo. Hoje, raramente tenho dúvidas de ter tomado a decisão certa. Em relação à minha vida, em relação à escolha da casa, em relação a tudo. Nunca terei certezas mas acredito que tomei as decisões certas.

Talvez, só talvez, o pior já tenha passado. Gosto de pensar que sim, apesar de ter medo de estar enganada.

Independentemente de tudo, não há nada melhor do que a sensação de depois de um dia difícil, querer voltar para o meu cantinho, para o meu espaço, para o Mundo...


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Do Natal...

Eu, já se sabe, adoro o Natal.

Contudo, este ano o Natal vai ter um sabor agridoce. Não estou, nem tenho estado, particularmente entusiasmada. Sei que estes dias não vão ser particularmente animados. A família não vai estar toda junta. Vão faltar pessoas. 

E eu vou estar a digerir e processar memórias e emoções. Ando a processar tudo o que aconteceu na minha vida nos últimos tempos. Ando a arrumar o sótão. Ando a aprender a lidar com tudo o que sinto. É todo um processo. Em que o Natal não ajuda nada.

Ainda assim... Feliz Natal para todos os que andam por aí :)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Das minhas dúvidas...

Para fins meramente estatísticos, respondam aqui e ajudem-me a esclarecer uma coisa que anda aqui a apoquentar-me...

Quem conhece o Abalone? Quem tem o Abalone em casa?

Agradeço tanto as respostas afirmativas como as negativas, pois são igualmente importantes para comprovar a minha teoria.

Da semana que hoje começa...

Ainda não são dez da manhã e já parti os óculos de Sol e já perdi um brinco. A semana promete!...

Diz que é o karma. Tive um fim-de-semana ma-ra-vi-lho-so e já estava a ter coisas boas a mais. É só para equilibrar um bocadinho a balança e não ficar mal habituada.



(o brinco era o que usei no meu casamento, btw... sinal divino?)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Do que nos dizem...

Devia ter-me sentido mais leve e dormido melhor esta noite.

Não aconteceu.

Terceira volta na montanha-russa vai começar a qualquer momento.

E este ano que nunca mais acaba?...

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Da minha vida em imagens...

(imagem daqui)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Do meu estado actual nesta segunda-feira de chuva...

Fim-de-semana no campo. Tranquilo qb. Não corri. Continuei demasiado constipada e sem conseguir respirar. Hoje vou sofrer a dobrar. Comi. Muito. Peixe, marisco, bolos e bolinhos. Fiz (e bebi!) vinho quente. Dormi alguma coisa. Encontrei-me em Tomar com a BFF que já regressou lá de onde estava emigrada. Estou a gostar muito do All the Light We Cannot See. Conduzi um carro automático e mantenho a minha opinião: é estranho não ter de fazer nada. Pensei e repensei o caos da minha vida. Preciso de um par de estalos. Compliquei o caos. Duplamente. A Agridoce emocional está a ganhar à Agridoce racional. E não pode ser. Tomei decisões. Ou melhor, cedi a impulsos. Já me arrependi. Tenho três dias para decidir a minha vida. Devia deixar a vida em suspenso nestes três dias e dedicar-me a pensar. Mas não. Vou complicar tudo ainda mais.  Apetece-me enfiar-me num avião e voltar em 2016. Seria tão mais fácil fugir de tudo e não ter de decidir nada. Preciso de um par de estalos, já disse? 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Do que eu vejo...

Fim-de-semana no campo... Respirar ar puro e recarregar os níveis de vitamina C.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Do meu estado actual... - II

Se tivesse ficado em casa enfiada na cama não tinha encontrado quem encontrei em plena Avenida da Liberdade. E foi tão bom quanto inesperado!...

Lição de vida nº34: as coisas boas surgem quando menos esperamos, onde menos esperamos. Claro que, se tivesse ficado enfiada na minha cama e fechada no meu casulo, nada disto aconteceria...


Do meu estado actual...

Dormi cinco horas. Acordei doente. Vou ter um dia daqueles maravilhosos com duas reuniões pelo meio. Só me apetecia estar em casa enfiada na minha cama. Estou velha para isto. Não posso ser tão velha. O caos mental intensifica-se. A Agridoce racional tenta ganhar à Agridoce emocional. Dizem-me que tenho de pensar menos. Eu acho que tenho de pensar mais. Como se a minha vida não estivesse já de pernas para o ar o suficiente, ontem resolvi dar-lhe ainda mais umas voltas. Faltam 14 dias para o Natal e faltam-me demasiados presentes. Ainda não sei o que vou fazer na passagem de ano. Nada? Parece-me um bom plano. Quero voltar para a minha cama, já disse?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Das decisões...

A forma de tomar decisões de cada um é algo muito único e particular. Cada pessoa tem a sua forma de lidar com a vida, com a morte, com o bom, com o mau. Cada pessoa tem também a sua forma de enfrentar problemas, dúvidas, decisões e indecisões. E é por isso que cada pessoa reage às coisas de forma diferente. É por isso, também, que cada um de nós toma as suas decisões de uma forma muito própria.

Há quem seja muito racional, quase frio, na forma como analisa problemas e situações, na forma como pondera prós e contras, na forma como coloca tudo numa balança e toma uma decisão muito consciente, muito ponderada, muito fundamentada.

Há quem seja mais emocional. Que pense mais com o coração e menos com a razão. Que pense mais no impacto psicológico de determinada decisão, e menos na questão pragmática que lhe está associada.

Eu sou um misto dos dois. Por vezes, consigo ser racional, fria, pragmática. Outras vezes, pelo contrário, deixo-me toldar pelo coração e pelas emoções. O que sei é que o tempo, e a vida, já me ensinaram que o meu cérebro é melhor a decidir que o meu coração. A médio e a longo prazo, as decisões mais correctas que tomei, foram aquelas em que deixei que fosse o cérebro a decidir.

O que não quer dizer que exclua o coração das grandes decisões. Que não excluo. Simplesmente, tento não ceder a impulsos, a sentimentos do momento, a desejos do imediato, sem pensar no depois.

A vida tornou-me mais fria e racional. Ou talvez eu tenha sido sempre assim. Só fui apurando esta característica.

Recentemente, tomei uma decisão que dificilmente alguém à minha volta compreenderá. Uma decisão que tem a ver precisamente com a forma como tomamos decisões e guiamos a nossa vida.

De uma forma estranha para os outros, eu decidi que a melhor opção para mim era aquela. Não espero que entendam, que compreendam. Mas, para mim, foi o que fez sentido. Depois de pôr tudo na balança, de pesar prós e contras, de pensar no passado, no presente, e no futuro, foi o que eu decidi que faria mais sentido.

E a verdade é que, pelo menos a curto prazo, a decisão foi mesmo a mais correcta. Senti-me bem com ela, não me arrependo, sinto-me mais leve. Às vezes, para darmos um passo em frente, temos mesmo de dar um passo atrás. E foi isso que eu fiz. Eu dei um passo atrás, para poder seguir em frente, mais leve, mais segura. Em inglês a expressão "closure" faz todo o sentido. Era disso que eu precisava. E foi isso que eu procurei. Na minha forma estranha, incompreensível, sem nexo. Mas, para mim, era a forma correcta. E, agora, posso seguir em frente. Agora posso aceitar com mais serenidade o que o futuro me reserva. Agora posso abrir os braços e receber o que a vida me trouxer. Agora que eu encerrei o meu passado, agora que o deixei fechado e arrumado onde ele pertence, no passado, agora eu posso caminhar em direcção ao futuro.

Não deixa de ser curioso que as poucas pessoas com quem eu falei sobre este assunto tenham dito que era louca, que era um disparate, que só seria pior para mim. Não deixa de ser curioso que, por vezes, o melhor que temos a fazer é mesmo não dar ouvidos a quem nos rodeia. Às vezes, só às vezes, somos mesmo nós que sabemos o que é melhor para nós. Mesmo quando temos dúvidas, mesmo quando não acreditamos em nós, mesmo quando achamos que é mais fácil seguir os conselhos dos outros e deixar que decidam as nossas vidas. Por muito bem intencionados que os que nos rodeiam possam ser, nós somos quem nos conhece melhor. E, por isso, temos de acreditar em nós. Temos de confiar em nós. Temos de seguir o que diz o nosso coração, o nosso cérebro, o nosso íntimo. Porque, às vezes, pasme-se!, nós também conseguimos tomar decisões certas.

Confesso que nunca pensei aprender tanto com uma só decisão. Uma simples decisão, ou não tão simples assim, mas longe de ser uma das grandes decisões da minha vida. Mas aprendi. Aprendi mais sobre mim. Aprendi mais sobre os outros. Aprendi e cresci, muito. E, contrariamente ao que todos esperariam, a minha decisão foi a correcta e eu sinto-me bem com ela. E eu sinto-me melhor comigo e com a vida. E sinto-me melhor com o futuro e, sobretudo, com o passado.


(este texto não é de hoje, mas achei por bem ir buscá-lo ao baú dele...)

Do dia de hoje...

Já despachei alguns presentes de Natal e já me arrependi, profundamente, de ter tirado o dia de férias.

Não podia ser tudo positivo, certo?

sábado, 5 de dezembro de 2015

Do Natal...

Este ano o Natal não vai ser fácil, já se sabe.

Depois de muitas hesitações, decidi que não ia fazer árvore de Natal. A casa é pequena e não me apetecia estar a gastar dinheiro e a comprar tudo, para depois montar a árvore sozinha. Achei que seria demasiado deprimente e desnecessário.

Mas, em sintonia com o meu estado de espírito muito instável nos últimos tempos, mudei de ideias. Depois de procurar alguma inspiração, lá me decidi. E fiz a minha árvore de Natal:


E fi-la sozinha. E não foi triste nem deprimente. Foi um processo muito engraçado, que me deixou de sorriso nos lábios. Gosto mesmo do resultado. E, mais uma vez, concluo que fazer algo que não queria pode ser, por vezes, mesmo o melhor.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Do meu estado actual...

Tenho os senhores da NOS há quase uma hora aqui em casa para que possa ter, finalmente, televisão e internet em condições nesta casa.

Não fui correr (again!) e estou morta de fome. Não tardará muito para começar a pressioná-los para se mexerem... 

Salva-os o facto de estar a entrar em modo-não-vou-trabalhar-durante-quatro-dias-por-isso-tenho-tempo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Das mudanças em nós...

Ontem era dia de ir correr. E não fui. E fiquei a sentir-me mal por isso. Acho que foi a primeira vez que isso aconteceu, mas fiquei mesmo a sentir-me com um peso na consciência. Ainda para mais, tinha para estrear uns phones novos, lindos que só eles:


Uma das coisas boas da corrida, para mim, é a capacidade que tem de fazer com que eu esteja constantemente a surpreender-me a mim própria. E é bom. É mesmo bom chegar aos quase 32 anos e perceber que ainda me consigo surpreender e superar.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Das minhas dúvidas...

Então se já temos o Costa no Governo, por que raio é que hoje não é feriado e eu tenho de trabalhar?...

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Das coisas que saem da minha cozinha... - V

Não tenho cozinhado tanto como gostaria, mas, de vez em quando, aparece uma receita a que não resisto. A de hoje foi esta:


E o resultado foi este:



E não sei se vão durar muito tempo... Ficaram muito boas! A única coisa que alterava era a quantidade de especiarias. Na minha opinião, que sou fã das mesmas, acho que deviam levar mais quantidade. Fica para a próxima fornada!


(e não, infelizmente, este não é um post patrocinado pela Maizena...)

domingo, 29 de novembro de 2015

Das dúvidas que ficam...

Quando decidimos deixar alguma coisa, seja um emprego, uma casa, uma relação, ou até um carro, porque queremos ir em busca de algo melhor, é inevitável que, algures no processo, nos perguntemos: será que vou mesmo encontrar melhor ou estarei a exigir demais? Devo dar-me por contente com o que tenho? Vou arrepender-me?

Só me vem à cabeça aquela música: Who can say where the road goes? Only time... 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Do trabalho...

Sabes que algo de muito errado se passa quando, na mesma reunião, a tua chefe te pergunta duas vezes se não tens nada a dizer e te pede para reagires e dizeres qualquer coisa. Perante a tua indiferença e encolher de ombros, ela pergunta-te ainda se achas que não vale a pena. E tu, tentando dar a volta à situação para não parecer muito mal, dizes que apesar de achares difícil cumprir os objectivos, e apesar das toneladas de trabalho, vais continuar a tentar até à última.

Aquela casa esgotou todas as minhas energias. Zero energia. Zero motivação. E é isto. No limiar de perder o brio profissional. Bom, talvez não tanto, que o meu nível de exigência comigo mesma é muito elevado. Mas a verdade é que, pela primeira vez, eu sei que não vou cumprir os objectivos e isso não me tira o sono.

E é triste. É mesmo triste. Amanhã vou enviar o CV para uma posição completamente diferente mas que seria um desafio muito interessante. A probabilidade de ser escolhida deve andar à volta de 1%. Mas vale sempre a pena tentar.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dos desafios...

A Analog desafiou-me para responder a um desafio. Eu confesso que não costumo alinhar muito nestas coisas mas... Como foi ela, e já a sigo há uma eternidade, e é dos blogues que mais gosto de ir acompanhando, lá abri uma excepção! Vamos a isto:


Porquê escrever um blog?
Escrevo desde que me lembro. Em diários, em folhas soltas, em cadernos, e, desde há uns 15/16 anos, que escrevo online. Este blogue, depois de um ou outro pelo meio, surgiu numa fase em que quis deixar o Livejournal e começar do zero. Gosto muito de escrever e gosto, sobretudo, de poder reler o que escrevi passados uns anos.

Se criasses um blog novo hoje achas que seria igual ao que já tens?
Provavelmente, seria muito parecido. Este blogue não é muito pensado nem muito elaborado. É o que eu sou, é o que eu vou sendo. Outro, para fazer sentido para mim, seria muito idêntico.

Quais as 5 características mais irritantes que vês em blogs nos dias que correm?
Entristece-me um pouco ver blogues de que sempre gostei, rendidos à publicidade e aos posts pagos. Também me irritam os blogues demasiado perfeitos e cor-de-rosa, ainda que saiba que têm o seu target. Blogues que se limitam a falar mal de outros, também é coisa que dispenso. De resto, não há nada que me irrite por aí além. Se não gosto de algum blogue, simplesmente não volto lá. Mal de mim se fosse permitir que a vida online me causasse grandes irritações!

Qual a tua maior fonte de inspiração para escrever no teu blog?
A vida. Apenas e só.

Dá-me 5 blogs portugueses sem os quais serias incapaz de passar?
Ui... Esta é difícil. E não consigo responder. Desculpa!

E 5 estrangeiros?
O mesmo...

Para além do blog, qual o teu hobby preferido?
Ler. Sem dúvida.

Qual o hábito diário do qual não prescindes?
É raro o dia em que não beba chá. Também não prescindo de muita água. Não abdico de ler todos os dias um bocadinho. E tenho o privilégio de ver o mar todos os dias, o que para mim é muito importante. E, essencialmente, é isto.

Quais as 5 características que te fazem prender a um blog?
O conteúdo, claro. Textos interessantes, boas imagens, a coerência, e, claro, o/a autor/a.

Três objectivos que tenhas para o teu blog em 2016.
Acho que tenho um essencial: não acabar com ele! Se isso não acontecer, tudo o que vier é muito bom.

E fico por aqui. Se alguém se sentir inspirado e quiser responder também, força!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Dos regressos aos sítios onde já fomos felizes...

Este fim-de-semana foi também de regressos. Neste caso, de regresso ao teatro.

Depois de muitos anos a trabalhar nesta área, a verdade é que, desde que deixei esse trabalho, não tinha voltado a entrar numa sala de espectáculos.

E, para me fazer voltar, tinha de ser mesmo algo muito especial. E foi.

O que me levou ao Teatro Nacional D. Maria II no Sábado à noite foi a peça Bovary, do Tiago Rodrigues. E gostei tanto, tanto, tanto!

Sempre disse que o Tiago Rodrigues era um dos meus encenadores preferidos. Ainda não vi muita coisa dele, mas tudo o que vi adorei.

E é bom, é mesmo bom ter alguém assim no teatro português contemporâneo. Precisamos de mais gente assim!

Voltando a Bovary, o texto está genial. Não é a versão tradicional deste clássico da literatura moderna. De todo. É toda uma reinvenção que nos conta a história do livro, mas de uma perspectiva muito diferente. A juntar ao texto brilhante, os actores escolhidos a dedo. Sou fã assumida da Isabel Abreu, desde que a vi em Blackbird, e, por isso, já esperava um grande desempenho dela. Também gostei muito de (re)ver o Gonçalo Waddington, ainda que saiba que é um actor menos consensual. A grande surpresa foi mesmo o Pedro Gil, de quem não esperava grande coisa, confesso, e faz um papel extraordinário e muito bem conseguido.

Foi uma peça que deu para rir, para pensar, para (quase) chorar. Tenho pena que já não esteja em cena, caso contrário, dizia-vos que não perdessem!...


Isto tudo para dizer que, às vezes, só às vezes, é bom voltar aos sítios onde já fomos felizes.

domingo, 22 de novembro de 2015

Do dia de hoje...

O meu pai fez hoje 60 anos. 60. 6 décadas.

Claramente, não estou preparada para isso.

Para mim, as pessoas de 60 anos já são velhinhas. E o meu pai não é velhinho. Não pode ser. Não pode mesmo.

Preparei-lhe uma surpresa muito engraçada e pode ser que depois venha cá partilhar, mas agora vou ali enfiar-me num canto a processar esta informação.

sábado, 21 de novembro de 2015

Das coisas que me entristecem...

As pessoas. As pessoas entristecem-me muito.

Sou aquela que se faz de fria e bruta, que é conhecida no local de trabalho como "a que não gosta de pessoas", vivo fechada na minha bolha e sou muito pouco sociável.

Mas a verdade, a verdade é que no fundo sou uma romântica incurável e terrivelmente ingénua, que fica magoada quando se apercebe do que é o mundo real.

Tenho sempre dificuldade em lidar com a maldade, com a crueldade, com a indiferença, com o desrespeito. Não consigo aceitar certos comportamentos das outras pessoas e fico mesmo triste com eles. Mesmo quando não é nada comigo.

Fico muitas vezes a pensar como será possível. Pergunto-me o que terão algumas pessoas no lugar do cérebro, para terem certas atitudes.

E não falo de nada em concreto. E, ao mesmo tempo, falo de tudo.

Falo de comportamentos mesquinhos, falo de prejudicar um colega, falo dos comentários anónimos e ofensivos por aqui, falo de guerras dentro das famílias por coisas sem importância, falo de passarmos à frente de alguém numa fila, falo de não respeitarmos o próximo, falo de não darmos valor aos compromissos e promessas, falo da nossa indiferença perante a dor do outro, falo da falta de capacidade para olharmos além do nosso umbigo.

A nossa sociedade está cada vez mais podre. Mais sem valores. Mais pobre.

E isso entristece-me. Porque, na verdade, ainda não me tornei fria e cínica o suficiente para aceitar que assim é. Porque, na verdade, ainda não consigo acreditar que há pessoas intrinsecamente más. Porque, na verdade, não compreendo, e nunca compreenderei, como é que alguém magoa alguém de ânimo leve. Porque, na verdade, eu gosto tanto da minha bolha porque na minha bolha posso acreditar num Mundo melhor. E eu preciso desesperadamente de acreditar num Mundo melhor. É isso que me mantém viva.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Da melhor forma de acabar a semana...

Já não me pesava há, seguramente, um mês, pelo menos. Tendo em conta alguns disparates dos últimos tempos, confesso que estava um bocadinho sem saber o que esperar... Mas a verdade é que fiquei agradavelmente surpreendida com o que a minha amiga Wii me disse: 50 kg.

Já não me lembro há quantos anos não chegava a este peso e, sinceramente, começava a achar que seria impossível lá voltar. Não sei se foi de melhorar (mais ou menos) a alimentação, se foi de ter voltado a correr com mais frequência, mas a verdade é que fiquei mesmo feliz com esta conquista!

Agora é manter. O que, com o Natal aí à porta, não vai ser nada fácil...

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Do nosso umbigo...


Mas não. Nunca ninguém amou como eu amei.

Nunca ninguém sentiu o que eu senti. Ninguém te conheceu como eu conheci. Ninguém pode saber o que isso é. Como eu amei, ninguém amou.

Tudo novo: o frio na barriga, as pernas a tremer, o ansiar pelo toque do telefone, o desejo sem fim por um novo encontro, o sonhar acordada durante o dia e o não dormir durante a noite, o sentimento de que os astros se alinharam e a vida fazia agora mais sentido.

O acreditar que tínhamos algo único, só nosso, especial. O acreditar que os contos de fadas podiam ser reais. O acreditar que tristes eram os que nunca viveram nada assim. Nem podiam. O que nós tínhamos, só nos tínhamos. O acreditar realmente nisso. O acreditar no para sempre.

Tanta inocência. Tanta ignorância. Tanta ingenuidade. Sim, ainda se ama assim aos trinta. Aos trinta ainda conseguimos acreditar. Aos trinta ainda achamos que temos a vida toda à nossa frente e que podemos ser felizes. Merecemos ser felizes. E somos felizes. Aos trinta ainda fazemos muitos planos. Ainda sonhamos. Ainda nos perdemos em devaneios de filhos e família e um lar ao qual chamar nosso. Aos trinta cremos que já vivemos o suficiente para não cometer os mesmos erros, que já não nos vamos deixar levar por coisas sem importância, que já sabemos o que queremos e que agora é que é a sério.

Mas o amor, qualquer amor, em qualquer idade, é um bicho muito peculiar. O amor raramente é aquilo que queremos que ele seja ou o que esperamos dele. Há alguns raros afortunados que sabem bem domá-lo e que o vivem sem sobressaltos, toda a vida. A verdade é que também não sei se quereria viver a minha vida sem sobressaltos já que, no toca ao amor, a montanha-russa de emoções que em nós provoca, é do melhor que tem. Mas, como em tudo na vida, chegamos a um momento em que queremos essa serenidade, queremos esse ribeiro manso, queremos a paz, a tranquilidade e as certezas. 

E eu acreditava, acreditava mesmo, acreditava com todas as minhas forças, que tinha chegado a esse momento. Acreditava que tinha chegado a esse lugar a que nunca ninguém tinha chegado. Porque como eu amei, ninguém amou.



(hoje resolvi começar um texto com a primeira frase de um texto da mãe preocupada. Perdoai a presunção.)

domingo, 15 de novembro de 2015

Das coisas que me passam pela cabeça...

Tenho ideia de ter visto um filme ou ter lido um livro em que o protagonista tinha a possibilidade de tomar um comprimido e esquecer algum momento da sua vida. Se calhar, não vi nem li nada, e só sonhei.

Mas na minha cabeça surgiu esta ideia.


E se fosse possível? E se pudéssemos tomar um comprimido e esquecer algum momento da nossa vida? Algum período de tempo? Alguma pessoa? Algum local?

Será que o faríamos? Será que quereríamos mesmo apagar uma parte de nós? Das nossas memórias? Da nossa vida?


Se, por um lado, diria que sim. Por outro, sei que aquilo que sou é a soma de tudo o que já me aconteceu, de todas as pessoas que passaram pela minha vida, de todos os momentos que vivi, de todos os locais que visitei.

Ainda assim, às vezes, só às vezes, gostava que existisse tal comprimido.

sábado, 14 de novembro de 2015

Do dia de hoje... Da noite de ontem...

Este não seria, à partida, um dia fácil para mim. Nem a noite, nem o dia.

Os atentados em Paris, não ajudaram.

Não sou pessoa de me emocionar facilmente. Não me comovo com tudo e mais alguma coisa.

Mas acordei de manhã e passei os olhos pelo Facebook e percebi que algo de muito errado se passava. Liguei a SIC Notícias e vi imagens que me deixaram em choque. Comecei a ver a imprensa mundial online e foi inevitável. Como? Porquê? Que Mundo é este?

Já não sei se choro pelas imagens que fui vendo ao longo do dia se pelos meus males. 

O que sei, o que retiro de tudo isto e do dia de hoje, é que a vida é demasiado curta. É demasiado imprevisível. Vivemos num Mundo louco. Hoje estamos aqui e amanhã podemos não estar. Estamos à mercê de um bando de doidos. Não podemos nunca saber o amanhã. E, por isso, resta-nos viver a vida. Aproveitá-la. Não perder tempo com o que e com quem não interessa.

A vida é demasiado frágil para que a desperdicemos. A vida é demasiado incerta para que a vivamos com dúvidas, incertezas, medos, mágoas.

Por Paris, pelo Mundo, por mim. Quero viver. Quero ser feliz. E quero fazer por isso.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Das coisas que me intrigam...


Por que é que algumas pessoas não têm medo de morrer?

domingo, 8 de novembro de 2015

Da ajuda...

Ajuda. Ajudar. Ser ajudado.

Considero-me uma pessoa que ajuda. Não faço disso bandeira por achar que podemos fazer sempre mais. Mas ajudo. Gosto de ajudar.

Ser ajudada? Ser ajudada não é assim tão simples.

Fui educada para ser desenrascada. Fui educada para ser independente e para resolver os meus problemas sozinha.

Por isso, é com estranheza que recebo a ajuda que à minha volta me oferecem. Com estranheza e com muita relutância. Não peço ajuda. Não sei o que isso é. Ainda assim, quando a oferecem e insistem, de quando em vez, lá a aceito.

E quando aceito ajuda, de livre vontade ou a isso forçada, comovo-me. Comovo-me com a bondade dos outros. Com os que ajudam por ajudar. Com os que ajudam sem esperar nada em troca. Com os que ajudam mesmo sabendo que eu sou terrível a mostrar a minha gratidão. Com os que ajudam por saberem que eu preciso de ajuda mas não sei como pedi-la.

E sou uma sortuda. Sou uma sortuda porque nas últimas semanas tive várias pessoas a ajudar-me. Porque sim. Sem esperar nada em troca. Desde as pessoas mais próximas até perfeitos desconhecidos.

Sou uma sortuda e estou muito grata pelas pessoas que a vida colocou à minha volta. Estou muito grata pela ajuda que tenho recebido. Mesmo que nem sempre o consiga expressar, mesmo que me faltem as palavras, a garganta se feche e os olhos se encham de lágrimas. Sou uma sortuda. E o Mundo pode estar a ruir à minha volta. Mas sou uma sortuda.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Das pessoas que são estranhas...

Tenho aprendido muito sobre as pessoas.

Nem sempre coisas boas. Mas muito.

Na verdade, analisando as coisas numa perspectiva de médio-prazo, qualquer coisa que possamos aprender sobre as pessoas, é sempre boa. Permite-nos evitar, talvez (só talvez) erros futuros.

As pessoas são estranhas. São curiosas. Têm comportamentos que me intrigam. É nestas alturas que eu gostava de me ter dedicado mais à psicologia e à sociologia.

O comportamento humano fascina-me. Surpreende-me. Deixa-me de boca aberta. E de nervos em franja, neste caso.

É tão curioso ver como algumas pessoas reagem perante certas situações!... Nunca me passou pela cabeça.

Nas últimas semanas as dores no maxilar têm sido muitas, de tanto tempo que passo de queixo caído.

As pessoas são estranhas. E choca-me deparar-me agora com acções e reacções que nunca me passaram pela cabeça. Que nunca achei possíveis.

Mas são. As pessoas são estranhas. E serão sempre uma caixinha de surpresas.



(e eu não voltarei a escrever depois de beber uma garrafa de Lambrusco...)


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Da impossibilidade de as mulheres serem compreendidas...

Há uns anos atrás, perante o facto de não caber num 36 da Mango, era frequente ouvir-me dizer: "os tamanhos da Mango são tão pequenos, não percebo".

Hoje, perante o facto de um 36 da Mango me ficar a modos que largo, só me sai: "a Mango mudou os tamanhos e já não são o que eram".

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Das coisas em que eu penso...

Em Fevereiro faço 32 anos. E faço mesmo, já que em 2016 tenho direito a dia de anos.

Fruto dos acontecimentos dos últimos tempos, tenho andado a pensar pegar em mim e ir passar uns dias a qualquer lado nessa altura.

Se calhar, quando chegar a altura, já me passou. Mas, neste momento, é o que me apetece e só me resta decidir o destino.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Do meu fim-de-semana...

Algumas notas soltas, para mais tarde recordar:

- consegui montar um sofá. Do IKEA. Sozinha. E o sentimento que me invadiu quando acabei e vi que consegui foi qualquer coisa.
- comi sushi. Muito.
- revi pessoas importantes.
- conheci pessoas novas. E o que eu preciso de conhecer pessoas novas!...
- tive conversas sérias. Disparatei.
- voltei a correr.
- tive a certeza que as pessoas idiotas vão ser sempre idiotas.
- ri. Chorei.
- percebi que, mesmo quando achamos que isso é impossível, há pessoas que arranjam sempre maneira de nos surpreender.
- fui tentada. Fui forte e não cedi.
- a minha casa começou a parecer uma casa.
- caiu-me mais um bocadinho a ficha.
- sobrevivi mais dois dias.
- cometi um erro estúpido e paguei por isso. Mas fez-me bem.
- ainda não me convenceram a não perder a esperança. Mas bem houve quem tentasse.
- e, por último, já só faltam quatro dias para o próximo.

sábado, 31 de outubro de 2015

Das coisas de que me arrependo...- II

A propósito de um post anterior, sobre o fim do anonimato total deste blogue, achei curioso perceber que muita gente sofre do mesmo mal.

Sugeriram-me criar outro. Sim, é uma opção. Aqui há uns anos, já eu tinha este blogue, passei por duas fases: numa delas, regressei ao meu cantinho no Livejournal, que continuará sempre lá à minha espera, na outra, particularmente dark and twisted, criei outro blogue onde escrevi alguns textos. Textos esses que acabei por apagar por serem mesmo algo que preferia não recordar.

Já me passou pela cabeça criar outro blogue. Mas isso implicava fechar este. E a verdade é que este blogue, ainda que pequeno e discreto, me trouxe muitas coisas boas e, sobretudo, muitas pessoas boas! Curiosa esta coisa de conhecermos pessoas virtualmente e, em alguns casos, as trazermos para a nossa vida real. Curiosa esta relação que há para lá do blogue, em trocas de comentários, em mails, via Facebook.

E a verdade é que não quero perder isso. E também sei que, se mal aguento um blogue, dois seria impossível. E também não me apetece voltar ao Livejournal. Mais ainda do que aqui, no Livejournal estão pessoas que acompanho desde 2000/2001 e algumas acompanham a minha vida real, o que também não me permite escrever com liberdade total.

Aqui o que me assusta é não saber quem me lê. De todo. Aqui há uns tempos (uns anos?) lembro-me de deixar o desafio a quem me lesse de se acusar. Obtive pouquíssimas respostas face ao número de visualizações diárias do blogue. É assustador. Claro que eu consigo identificar 10/15 pessoas que deduzo que venham cá regularmente. Mas na maioria dos dias as visualizações do blogue são 10 vezes isso. Quem são as outras pessoas?

Continuarei com estas dúvidas. Continuarei a ponderar os destinos do blogue. Até lá, continuarei a escrever. Uns dias mais, outros menos. Uns textos mais censurados, outros menos. Uns textos mais lógicos, outros mais enigmáticos e sem sentido. Uns textos mais irrelevantes, outros de que talvez me arrependa no futuro.


Agora vou levantar o rabo da poltrona e vou correr. Coisa que não faço há mais de um mês. Vai correr bem, portanto.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Das coisas que me acontecem...

Hoje vim de vestidinho pipoca e de meias/collants/whatever/nunca sei o que lhes chamar.

Ao almoço, fui a um sítio onde almocei sentada no chão (o Tao, já agora), e acabei por sair de lá com um buraco numa das meias/collants/whatever/nunca sei o que lhes chamar.

Rapariga prevenida que sou, tenho sempre um par extra no escritório. Pois que fui trocá-las e ao vestir as novas, rompi-as também.

E não, não sou prevenida ao ponto de ter um segundo par extra.

E é isto.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Das coisas de que me arrependo...

Arrependo-me de ter partilhado este blogue com algumas pessoas da minha vida real e agora querer escrever e não poder...

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Das coisas boas que se fazem neste país...

Depois (e ainda durante) a iniciativa ComingOut, o Museu Nacional de Arte Antiga volta a surpreender e a mexer com o mundo das artes e da museologia no nosso país.

Hoje lançaram o projecto "Vamos pôr o Sequeira no lugar certo". A ideia é que todos os que queiram possam contribuir para que o museu consiga comprar a obra "A Adoração dos Magos", de Domingos Sequeira, um dos maiores pintores portugueses do séc. XVIII/XIX.

Domingos Sequeira Adoração dos Magos Coleção particular

Por cada 6 cêntimos doados ao museu podemos comprar um pixel e ajudar a compôr esta imagem. Eu já comprei os meus e espero que rapidamente se chegue ao valor final: 600 mil euros.

Estão à espera de quê? Saibam mais aqui.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Do trabalho...

No início do ano, aquando da minha reunião de avaliação e definição dos objectivos para 2015, eu expliquei, fundamentando muito bem, que considerava os objectivos propostos demasiado ambiciosos. Na altura, a minha chefe disse que eu tinha uma perspectiva muito conservadora e as minhas sugestões não foram aceites.

Hoje, na reunião de equipa, com a maior parte dos objectivos a encarnado e alguns bem longe de serem atingidos, a mesma chefe disse-nos que tínhamos de nos esforçar muito nos próximos dois meses e que ia ser muito difícil conseguirmos atingir os objectivos. Que tudo era prioritário a partir de agora. Que tínhamos de dar o litro.

Eu ri-me para dentro e fiquei orgulhosa da minha perspectiva conservadora. Sou conservadora, sou. E gosto. E não, não me vou esforçar muito nos próximos dois meses. Não me vou matar a trabalhar para (tentar) atingir objectivos irrealistas. Não me vou matar a trabalhar quando a minha própria chefe admite que não sou devidamente recompensada. E não, não gosto desta minha atitude. E não, não me orgulho da mesma. Mas a minha paciência tem limites. As minhas forças têm limites. E, claramente, o meu foco nos próximos dois meses não vai ser o meu trabalho. Há coisas bem mais importantes com que me preocupar.

sábado, 24 de outubro de 2015

Dos recomeços...

Hoje começa uma nova fase da minha vida.

Hoje vou dormir a primeira noite na minha casa nova.

Já passei por muitas casas, já fiz muitas mudanças. Mas esta é a primeira vez que tenho uma casa pela qual sou verdadeiramente responsável. Não comprei casa. Mas, pela primeira vez, aluguei uma casa sozinha. Fiz um contrato em meu nome. Escolhi e decidi chamar a esta casa minha.

Hoje acabei as mudanças e, no meio de todo o caos de caixotes e sacos à minha volta, no meio de todos os medos e inseguranças, tento focar-me na esperança de que melhores dias virão. De que hoje se inicia uma nova fase e uma fase boa.

Sei que, como se diz por aí, as coisas ainda vão piorar antes de melhorar. Mas vão melhorar.

E nesta casa nova encontrei colada numa parede esta folha:


Não é a famosa citação do Trainspotting mas, por agora, ficará na parede. Pode ser apenas uma lamechice fruto da moda das frases inspiracionais que anda por aí. Mas parece-me um bom prenúncio. E não vou deitar fora algo que me parece um bom prenúncio.

Porque, mais do que nunca, a minha vida é minha. E eu espero fazer alguma coisa de jeito com ela a partir de agora.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Da bipolaridade do meu dia...

Numa reunião com um potencial parceiro/fornecedor, a minha chefe diz que eu tenho feito um excelente progresso e trabalho aqui no estaminé, reconhecendo que nem sempre com o devido reconhecimento e recompensa financeira. Momento "uau!" do dia.

Saio da reunião e passado pouco tempo recebo um e-mail dos RH a dizer que, ao contrário do que era suposto, os ordenados não vão ser pagos hoje. Momento "wtf?! f@t!x&!?l@" do dia.

Não há como não adorar trabalhar aqui!...


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Das coincidências...

Nunca li nada do Pedro Chagas Freitas. Sei que está na moda, sei que está nos tops de vendas, mas nunca li nada dele. Recentemente, fiz um like na sua página no Facebook e vou lendo algumas das coisas que publica, umas mais lamechas que outras, umas mais cliché que outras, umas mais interessantes que outras.

Hoje, ao entrar no Facebook via telemóvel, e por motivos que me transcendem já que nunca percebi a lógica do feed no telemóvel, que nada tem que ver com a versão online, deparei-me com este texto dele, de 29 de Janeiro de 2014, e no qual nenhum dos meus amigos fez like.

"amo-te tanto mas hoje tenho de levar o carro ao mecânico, as rodas fazem um barulho estranho, não deve ser nada mas é melhor prevenir, amanhã prometo que vamos ver que tal se come naquele restaurante novo junto à rotunda, e depois levo-te ao cinema, ai não que não levo,
amo-te tanto mas hoje tenho de ver o treino do miúdo, o treinador ligou e disse-me que temos craque, o nosso menino a jogar como gente grande, vê lá tu, quando chegar com ele vê se tens prontinha aquela comida que ele adora, o puto merece, ai não que não merece,
amo-te tanto mas hoje tenho de ficar até tarde no escritório, há aquele projecto do estrangeiro para fechar, está aqui tudo perdido de nervos, não sei se aguento, daqui a pouco ligo-te para saber como vai tudo, o miúdo e as coisas aí em casa, agora tenho de ir mostrar a esta gente toda como se trabalha, ai não que não tenho,
amo-te tanto mas hoje tenho de me deitar cedo, amanhã é aquela reunião importante de que te falei, se conseguir o cliente vamos ser tão felizes, aquela casa, o carro novo, quem sabe?, só tenho de o conseguir convencer, tenho tudo prontinho na minha cabeça e nada pode falhar, vamos ser ricos, é o que é, ai não que não vamos,
amo-te tanto mas hoje não estás, cheguei à hora combinada para te levar a jantar e tu não estás, o miúdo também não, deve estar no treino, deixa-me cá ligar, ninguém atende, nem tu nem ele, provavelmente deves estar a preparar alguma, sempre foste tão assim, cheia de surpresas, daqui a nada entras pela porta e dizes que me amas, ai não que não dizes,
amo-te tanto mas hoje tenho de assinar este papel, olho-te e peço-te perdão, prometo-te que não vai haver mais mecânicos nem treinos nem clientes estrangeiros nem reuniões entre nós, garanto-te que te quero acima de tudo, olho-te mais uma vez nos olhos e procuro acalmar o que te dói, mas tu só dizes para eu assinar e eu assino, as mãos tremem e até já uma lágrima caiu sobre elas, o nosso filho quando souber vai chorar como um menino pequeno outra vez, o nosso craque, podias ficar pelo menos pelo nosso craque, ou pelo menos por mim, para me manteres vivo, Deus me salve de não te ter comigo, sou uma impossibilidade se não te tiver para gostar, ai não que não sou,
amo-te tanto mas hoje não tenho nada para fazer, a casa escura, um silêncio vazio e nada para fazer, apenas esperar que te esqueças de mim e me voltes a amar, e eu amo-te tanto, ai não que não amo."

E isto ter-me aparecido assim, no caminho, no dia de hoje, é certamente uma coincidência. Ai não que não é.


domingo, 18 de outubro de 2015

Das pessoas que cruzam o nosso caminho...

De vez em quando, a vida coloca no nosso caminho pessoas que mexem connosco. Pessoas que nos abanam e que nos fazem pensar.

Não é frequente, mas, por vezes, acontece. Estas pessoas obrigam-nos a parar e a olhar para a nossa vida. E, não raras vezes, olhamos para a nossa vida e não conseguimos deixar de perguntar o que andamos aqui a fazer.

Recentemente, uma destas pessoas entrou na minha vida. E essa pessoa deixou-me com vontade de fazer mais e melhor. O texto dos boicotes foi sobre isso. Não sei se vou ser capaz. Não sei se tenho em mim as forças, a vontade, as capacidades, para mudar realmente a minha vida. Mas a sementinha ficou cá plantada.

Pode ser que cresça e dê flor...

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Das coisas que alegram uma mulher pela manhã...

Começar o dia a estrear uns botins novos...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Do meu estado actual...

Segunda-feira o chá verde foi tomado em casa, a ver o mar, terça-feira foi na Braancamp com vista para o Marquês, ontem foi no escritório e hoje em Alvalade. Quem sabe o que me espera o amanhã?

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dos boicotes...

Boicotamos-nos. Todos. Todos os dias.

Boicotamos-nos quando dizemos que são só mais cinco minutos na cama.

Boicotamos-nos quando dizemos que é só mais uma bolacha.

Boicotamos-nos quando dizemos que começamos a dieta na próxima segunda-feira.

Boicotamos-nos quando dizemos que no próximo mês é que vamos começar o ginásio.

Boicotamos-nos quando não saímos do sofá e não desligamos a televisão.

Boicotamos-nos quando nos queixamos do trabalho e dizemos que temos de começar a enviar curriculums.

Boicotamos-nos quando nos queixamos da falta de tempo.

Boicotamos-nos quando baixamos os braços, quando nos deixamos levar pela correria do dia-a-dia, quando deixamos os planos e os sonhos para depois. Nada é impossível. Tudo se consegue. O nosso pior inimigo somos nós mesmos. Não é o mundo que nos dificulta a vida e conspira maleficamente contra nós. Não. Somos nós que nos dificultamos a vida. Somos nós que não a vivemos. Até ser tarde demais.