sábado, 30 de novembro de 2013

Das coisas em que acreditamos...

Sinto que ainda não fiz o luto que devia ter feito. Sinto que ainda não arrumei os meus fantasmas e o meu armário.

Não sinto, apenas. Sei.

E o problema de não o ter feito é que isso leva a que, em momentos despropositados, rebente e chore, chore, chore. Como há pouco, a ver o episódio em que a Mary e o Matthew finalmente se casam, em Downton Abbey.

Porque não pude deixar de pensar sobre a felicidade, o amor, o casamento. Porque não pude deixar de desejar um dia ter algo assim. Já me casei, é certo. O facto de não ter corrido bem não me fez deixar de acreditar no casamento. É certo que as minhas crenças estão cada vez mais abaladas. Mas ainda cá estão.

Ainda sonho com o casamento perfeito. Ainda sonho com a pessoa certa ao meu lado. Ainda sonho com a sensação maravilhosa de se estar a fazer a coisa certa. Ainda sonho com a ideia de acreditar.

Esta é a parte em que alguém me dá um safanão e me diz para deixar de sonhar e acordar para a vida real.

Quem me conhece talvez diga que sou uma pessoa fria, racional, pragmática, de pés na terra. Quem me conhece mesmo sabe que no fundo sou uma romântica, à procura do impossível. E é difícil encontrar um equilíbrio entre estas duas faces da minha pessoa.


No fim do dia, só queria encontrar a pessoa certa para mim. Não a pessoa perfeita. A pessoa certa.