sábado, 30 de junho de 2012

Dos princípios de vida...

Primeira visita ao veterinário!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Das minhas divagações...

Não sou, nem nunca quis ser, grande entendida em moda.

Isso não impede que eu ache que calças brancas não são para toda a gente. Skinny jeans brancas então, não são mesmo para toda a gente.

E ainda não achei que fossem para mim. Talvez este Verão. Talvez.

Das diferenças...

Tenho dificuldade em perceber o que me queres dizer quando me dizes que estou diferente.

Não sei se queres dizer que estou mais velha, ou que deixei de ser quem sou.

Não sei se queres dizer que cresci, ou que embruteci.

Não sei se achas que estou melhor assim, ou se te desiludi.

Estou diferente. Estamos diferentes.

A vida tem este poder: molda-nos. Não sei se nos muda, verdadeiramente. Mas molda-nos.

O que podemos pedir é que a vida não nos molde tanto, e de tantas formas, que a nossa essência seja, também ela, moldada.

O que podemos esperar é que, no fundo dos olhos, continue a haver quem seja capaz de nos reconhecer. E de nos dizer que somos os mesmos.

Mesmo que tenhamos crescido, embrutecido, mesmo que a vida tenha feito de nós uma coisa qualquer. 



Só podemos desejar que ainda reconheçam o que fomos naquilo que agora somos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Do que eu devo ter feito de errado noutra vida...*

Ninguém merece estar a sair de casa às sete e meia da tarde, com 37 graus, para ir trabalhar, depois de um dia inteiro de trabalho.





*ou de como a minha vida é uma desgraça e eu sou uma infeliz.

Das fotografias que dão alegria... - Day 178



Já não me lembrava do que era ter uma gata bebé.

Já não me lembrava do som do miar de uma gata bebé.

Já não me lembrava do que é ter uma gata bebé a ronronar ao meu ouvido, enroscada no meu pescoço.

Estou a reaprender a ter uma gata bebé.

E estou a matar saudades. E a reviver. E a relembrar. E no limiar das lágrimas sempre que penso nas três pulguentitas.

Mas há um Mundo inteiro de gatos à espera de serem mimados e acarinhados como merecem.

Agora, é a vez de me dedicar à Cookie. 


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Dos Facebooks e afins...

O problema do FB e afins é a facilidade com que alguém coloca uma foto nossa, para o Mundo inteiro ver, sem nossa autorização. Sem nós sabermos, sequer.

E sim, podemos denunciar. E sim, podemos refilar. 

Mas não é uma pessoa qualquer. É daquelas pessoas a quem dar atenção, é dar demasiado. Dar valor a isto, é dar demasiado. Chatear-me com isto, é dar demasiado.



Resta-me esperar que se canse e mude a fotografia.

domingo, 24 de junho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Dos ovos moles... - Parte II

E esta hora é igualmente válida para comer broas de ovos.



Não conhecem? Não queiram. A sério. Deixem tudo para mim.

Dos ovos moles... *

Onze da manhã parece-me uma hora perfeitamente válida para comer ovos moles.



* ou de como, às vezes, eu gosto mesmo do sítio onde trabalho.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Do tempo...

Ouvi dizer que esta noite chegava o Verão.


No resto do Mundo não sei, mas na baixa está o verdadeiro Inverno.

Das minhas necessidades mais profundas...


Quero desesperadamente um vestido da Blanco. Quero mesmo. Não sei para quê por que não vejo quando o poderia usar. Mas é lindo. É cor de rosa. E tem renda. E é lindo. E eu quero.



Resta-me o consolo de saber que a pouca sanidade que ainda me sobra e a minha conta bancária não vão permitir tal disparate.


Adenda (só porque a Luarte pediu):


terça-feira, 19 de junho de 2012

Do meu medidor mais eficaz...

O melhor barómetro para o meu estado de espírito é o meu estômago.




Dói-me ininterruptamente há dois dias.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Das minhas decisões...

Não foi, definitivamente, muito sensato escolher o dia de hoje para assistir aos dois últimos episódios da oitava temporada de Anatomia de Grey.


Não foi, não.

Dos caracóis...

E depois há os nós na garganta. A dor no peito. A falta de ar e a asfixia. Os olhos inchados e pesados.

Há aquela sensação de ficar sem chão. Do estômago a querer saltar pela boca. Das pernas a tremerem.

Há aquele momento em que me vejo, como se não fosse eu. Vejo-me de fora e é tudo tão simples e tão claro.

Mas eu sou eu. Eu não sou o que vejo de mim de fora. Eu sou o fora, o dentro, o exterior e as mais profundas entranhas. Eu sou toda uma amálgama de cacos acumulados ao longo dos anos. E esses cacos, com as suas arestas, com os seus brilhos, com os seus cantos afiados, esses cacos fazem de mim o que sou e não posso não os sentir. Eles estão lá. Eles pesam. 

Há aquele momento de tomar uma grande decisão. E a minha vontade é enrolar-me como um caracol (como eu detesto caracóis!...), e enfiar-me na minha casca. No meu canto. No meu não me chateiem. É aqui que se distinguem os fortes dos fracos. Os que mudam o Mundo dos que se arrastam. Os que se não se contentam com menos do que tudo e os que se contentam com pouco mais do que nada.

É aquele momento em que eu tenho de revolver as entranhas. De procurar respostas. De fazer perguntas. De chorar baba e ranho se for caso disso. De partir uns pratos. Ou uns copos. Ou a loiça toda. É o momento de espernear, de explodir, de deitar cá para fora tudo o que fui acumulando. 

Há uns tempos li ou ouvi qualquer coisa sobre dois tipos de pessoas: as que explodem à mínima coisa, e as que acumulam. Eu sou, claramente, das que acumulam. Acumulo, acumulo, acumulo. Acumulo muito para lá daquilo que consigo aguentar. Mas acumulo. Até ao dia em que expludo. E depois é uma grandessíssima porcaria. Porque quando eu expludo não é bonito.  Quando eu expludo não fica nada de pé à minha volta. Nem eu própria. E depois é uma trabalheira limpar e arrumar e voltar a organizar tudo à minha volta.

E eu estou naquele momento em que decido se continuo a acumular mais um bocadinho, só mais um bocadinho, ou se expludo já tudo.

Ao mesmo tempo, estou no momento de decidir  qual é a fé que eu tenho nos outros. E isso é deveras complicado. Porque, decida eu o que decidir, estou a definir a minha posição perante o Mundo e os outros. Perante o bem e o mal. E isso, convenhamos, não é uma decisão fácil.


Ou é estupidamente fácil e brutalmente dolorosa.

Dos dias e das noites...

Há, julgo eu, uma fase na vida pela qual todos (ou quase) passamos.

É a fase em que decidimos como queremos levar a vida.

É a fase em que questionamos tudo e todos.

É a fase em que tentamos perceber o que nos rodeia. Quando nos perguntamos se isto é realmente tudo uma grande treta ou se, pelo, contrário, vale a pena acreditar.

E até que ponto conseguimos nós acreditar? Até que ponto resistimos nós à tentação de nos transformarmos numa pequena grande cabra fria e egoísta, who doesn't give a shit?

Há momentos em que parece mais fácil baixar os braços e deixarmo-nos ir com a corrente.

Há momentos em que esta coisa do eu acredito num mundo melhor, mais cor de rosa, onde as pessoas são genuinamente boas, onde não há maldade porque sim, onde a confiança e o respeito realmente significam alguma coisa... Dizia eu, há momentos em que até a mim isto cansa.

Mas na maior parte dos dias eu acredito, piamente, que todos temos nas nossas mãos a possibilidade de fazer do Mundo um sítio melhor.

E custa, custa mais um abanão. Custa mais um abrir de olhos. Custa mais um murro no estômago.

Custa perceber que é, e vai ser sempre, a mesmíssima merda.

Há dias em que se torna realmente difícil continuar a acreditar.

Há dias em que apetece, verdadeiramente, esquecer essas tretas todas e fazer o que vemos fazer à nossa volta.

Há dias que custam com'ó raio.

Há dias.

domingo, 17 de junho de 2012

Das fotografias que dão alegria... - Day 169


Um dia vou passar o dia a comer gelados. Ainda não foi o dia.

sábado, 16 de junho de 2012

Das fotografias que dão alegria... - Day 168


E foi preciso chegarmos a meio de Junho para, na minha varanda, nascerem flores. Quando já nada o fazia prever, quando eu estava prestes a arrancar as folhagens com quase um metro de altura, quando eu já achava que jamais teria flores, elas nasceram. 

Estas flores vinham nuns vasos que me ofereceram para reutilizar. Os vasos traziam terra, e na terra vinham bolbos. Sem qualquer tipo de esperança, peguei nos bolbos e plantei-os no vaso do limoeiro. Nunca achei que fosse dar em alguma coisa. Mas deu.


Afinal, é possível.



(nas túlipas, cujos bolbos plantei na mesma altura, é que perdi por completo a fé, confesso...)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Do que me dizem por aí...

- Por acaso não sabe quanto é que são 250 mil euros em contos?
- (penso um bocadinho...) São 50 mil contos.
- Mas isso não é muito, pois não? É que tenho um amigo que anda à procura de casa e o orçamento dele são 250 mil euros. São mesmo 50 mil contos?
- Sim, são...
- Pois, realmente não é muito para uma casa. Isso foi quanto custou o barco dos meus pais... Mas olhe, se souber de alguma coisa, diga, sim?
- ...


E são estas as conversas que eu tenho na copa do sítio onde trabalho, onde tento ter o meu momento zen, enquanto como um iogurte.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Da minha falta de escrita...

Este blogue anda ao abandono. Completamente.

Longe vai o tempo em que escrevia posts vários de forma diária, punha fotografias que davam alegria, partilhava compras e cozinhados.

Agora, sai um post agendado de quando em vez, uma foto ranhosa via telemóvel, ou um post  de duas linhas, igualmente, via telemóvel.

Não que não tenha vontade de escrever. Não que não tenha dezenas de ideias ao longo do dia. Mas não escrevo. Além da falta de tempo, perdi a vontade de escrever.

Porque me chateia não puder escrever o que me apetece. Porque me irrita não saber quem me lê. Porque me incomoda ter de filtrar tudo o que digo e escrevo. Porque me custa aceitar que este blogue deixou de ser o meu espaço e o meu refúgio.



Assim sendo, ando a ponderar seriamente transformar este blogue num blogue privado. A ver vamos.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Do nosso país...

Diz que em Peniche também há strudel...


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Das fotografias que dão alegria... - Day 158


Na minha varanda há um novo tipo de vasos: os vasos-surpresa.

E o que são os vasos-surpresa?

Dona Agridoce explica. Pois que há coisa de 3 ou 4 semanas, Dona Agridoce achou por bem trazer do Lidl quatro pacotes de sementes (custam uns bons trinta cêntimos cada). Dois de flores, um de mangericão e um de salsa.

Pois que Dona Agridoce plantou as sementinhas e fez questão de lhes dar muita água.

E eis que as sementes começam a rebentar. E eis que Dona Agridoce não faz ideia do que está em cada vaso e do que vai sair de onde.

São isto os vasos-surpresa.



terça-feira, 5 de junho de 2012

Dos multibancos que não dão dinheiro...

Bom, bom, é chegar ao emprego número dois, aproximar-me do leitor de impressões digitais que faz abrir a porta, e em vez de colocar o dedo onde era suposto, introduzo o meu código pin do multibanco.

E fico à espera. Não sei de quê. Mas fiquei à espera.

Das galinhas e das estradas que elas atravessam...

Tenho dificuldade em lidar com o que não percebo. Muita, até.

Tenho os meus disparates, as minhas infantilidades, as minhas insanidades. Que tenho. 

Mas, na maior parte das coisas, sou estupidamente racional. Que sou.

Fui educada assim. Se a galinha atravessa a estrada, é porque há uma razão para ela atravessar a estrada. Seja ela qual for. Mas há. 

E, para quase tudo na vida, eu acredito que haja uma explicação. Eu exijo que haja uma explicação. Mais razoável, menos razoável, mais lógica, menos lógica. Mas tem de haver uma explicação.


Não acredito no porque sim. Não aceito o porque me apeteceu.


Eu tento, a sério que sim. Mas é mais forte do que eu. Sempre foi. Gosto de perceber as coisas. Gosto de dissecar. Gosto de esmiuçar. Gosto de ir ao fundo da questão. Porque gosto de entender. Porque preciso de entender.

Porque há sempre uma razão para a galinha atravessar a estrada. Seja ela qual for.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Das dúvidas que se colocam num dia estupidamente longo e ainda só são cinco e meia da tarde...

- Porque é que eu achei que um vestido bege-quase-branco ficava bem com a minha cor pálida-quase-morta?

- Porque é que eu achei que uns saltos de dez centímetros ficavam bem com as minhas dores nos rins?

- O que é que interessam os saltos se eu passo o dia sentada?

- Porque é que eu achei que um dia inteiro sentada ficava bem com as minhas dores nos rins?

- Porque é que eu não achei que era muito melhor ser como outros colegas e não meti o dia de baixa só porque sim?

- Porque é que o meu pai achou que era boa ideia educar-me com princípios e valores?

São dúvidas, Senhores. Podiam ser rosas. Mas são dúvidas. E dores, Senhores.

domingo, 3 de junho de 2012

Da nossa saúde... - II

Porque também é preciso reconhecer as coisas boas, e porque não devemos registar apenas os maus exemplos, tenho a dizer que fiquei agradavelmente surpreendida por ontem ter demorado (apenas) uma hora entre o momento em que entrei e saí do Hospital de São José. Triagem, consulta e receita passada, tudo em menos de uma hora.

E eu juro que quando saí de casa achei que lá ia passar a noite toda...

sábado, 2 de junho de 2012

Do óbvio da vida...

Eu sei que nunca vou ganhar nenhum concurso.  Como é que eu sei? Fácil. Nunca concorro.



E isto aplica-se a tantas mais coisas nas nossas vidas...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Das coisas que ficam em suspenso...

A morte, já se sabe, é coisa que não entendo.

A blogosfera, também, é coisa que me faz alguma confusão.

Esta coisa dos blogues dos que já cá não estão e que continuam online, ali, acessíveis, é estranhamante estranha para mim.

As pessoas já cá não estão. Mas as palavras, as imagens, continuam ali. Um blogger desaparece da blogosfera e nós achamos que se fartou e que, talvez, porque até gostamos de o ler, um dia volte. Não nos passa pela cabeça que esse blogger não vai mais escrever. Nunca.

E não nos passa, certamente, pela cabeça, durante quanto tempo aquelas palavras, aquela vida, vão continuar em suspenso, presas aos meandros da web. Estando sem estar.

Faz-me lembrar a ideia das almas que, depois da morte, continuam a deambular entre nós. Se há coisa que me representa, são as palavras que escrevo. São as palavras que sou. E é curioso pensar (não encontrando palavra melhor) que não sei, nunca saberei, se as minhas palavras vão continuar por cá, muito ou pouco tempo. Se alguém as vai ler. Se quem as ler vai sequer achar que são os meus restos mortais.


Já se sabe. Não entendo.