sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Das minhas resoluções...

Há três meses atrás, mais hora, menos hora, estava eu na minha última consulta de terapia. Bom, a última, última, não deverá ser. Mas a última por agora. Até eu me lembrar outra vez que preciso daquilo.

Mas, dizia eu, estava na minha última consulta.

E disse à psicóloga aquilo que já andava a pensar há algum tempo: que deixara de fazer sentido para mim lá ir. Que não me sentia a evoluir. Que não estava a ver grandes resultados. Que ir lá se tornara uma obrigação e não uma opção. 

E deixei de lá ir. Hoje, três meses passados, sei que talvez (só talvez) não tenha sido a escolha mais inteligente. Mas não me arrependo. As consultas semanais (mais o psiquiatra, mais a medicação) estavam a causar um rombo razoável no meu orçamento. Às tantas, o esforço financeiro para lá ir, não compensava o retorno que eu estava a obter. Ao fim de seis meses, já esperava mais qualquer coisa. Mas não. E fartei-me. E desisti. Como já é hábito, aliás.

Sei que não o fiz na melhor altura da minha vida (isso fica para outro dia). Mas sei que, dentro do possível, fiz o melhor que soube. E sei que o facto de lá ter andado me deu algumas ferramentas para (re)organizar a minha vida. Cresci, aprendi, arrumei (alguns) macaquinhos no sótão. 



Tenho a certeza que, hoje, sou uma pessoa melhor. Mas também tenho a certeza que não fazia sentido continuar a lá ir. E tenho ainda a certeza que, mais tarde ou mais cedo, estou lá outra vez... Confuso? Pois. Welcome to my world.

4 comentários:

  1. Querida Agridoce, eu não acho nada confuso! Sabes porquê? Porque quando eu acho que já não vou precisar mais das consultas, nem dos medicamentos, tenho uma nova recaída e lá volto eu. Por isso, minha querida, não estás só, nesta caminhada! ;)

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  2. Manuela acho que é inevitável ser assim :)

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  3. Mary acho que preferia que não fizesse!

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