quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Das minhas considerações...

Estamos em crise.

Já se sabe. Já não se pode ouvir falar nisso.

Diz-se que não há trabalho, que é o fim do mundo, que as pessoas andam a passar fome.

Conheço imensa gente que está desempregada e que diz que não consegue arranjar nada. Eu própria não consigo arranjar (mais) nada. Mas eu reconheço que pouco tenho procurado e que tenho a limitação do meu actual emprego e ainda do Mestrado. Assim, não me queixo porque não consigo arranjar nada.

Mas há quem se queixe. Que a vida está mal, e isto e aquilo.

Mas em duas semanas, no sítio onde trabalho, já foram despedidas 4 pessoas. Sim, quatro. E não foi por cortes nas despesas nem falta de orçamento nem nada disso.

Foi mesmo porque não querem trabalhar. As pessoas não querem trabalhar. Não dão valor ao trabalho. Estão a borrifar-se para o trabalho. E nós não precisamos lá de pessoas a trabalhar por favor.

O que não faltam são centenas de curriculums de gente que gostava muito de ali trabalhar. Venham os próximos.

Do Bolo Rei...

Eu sei que estou farta de falar no Natal e nos presentes que já comprei mas...


... não vamos começar a comer Bolo Rei em Outubro, pois não senhores do Lidl?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Do meu OE pessoal...

          Querida mala linda e maravilhosa da Mango que eu ando a namorar desde o início da colecção,

Este mês tenho uma novidade para ti: vais continuar na loja por tempo indefinido. Entre seguro do carro, revisão do carro, Psi e respectivos medicamentos, já lá vão umas (mui) largas centenas de euros.

Assim sendo, entrámos em recessão. Agora sim, apertamos o cinto, e estaremos a pão e água até voltarmos a receber. Os senhores do Governo dizem que devemos apertar o cinto e é verdade. Até me faz bem, faço dieta.

Realmente, ter carro e ir a um Psi é só para os ricos portanto, eu que me aguente.

O Governo pede-nos para cortar. E nós cortarmos. Mas se nós cortarmos assim tanto, a economia também não vai longe. Que se eu deixar de comprar pão na padaria da esquina, eles qualquer dia estão a despedir pessoas porque deixaram de ter negócio. E não é isso que queremos, pois não?

Senhores do Governo, vejam lá se se decidem. Cortamos ou não cortamos?


Enquanto isso, querida mala da Mango, vai esperando por mim. Eu tardo, mas não falho.

Dos meus Smarties...

Os meus comprimidos novos são giros. Mesmo giros. São azuis, cor-de-rosa e cor-de-laranja. Acho muito bem. Sou contra comprimidos todos brancos e sem piadinha nenhuma.


Alguém tem outras cores para a troca?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dos sítios a que nos custa regressar...

Hoje foi o dia.


Hoje foi o dia de voltar a entrar num consultório de Psiquiatria, muitos anos depois.

Se custou? Sim, um bocadinho. Custou mais mentalizar-me, ao longo dos últimos seis ou sete meses, que era algo que teria de fazer, mais tarde ou mais cedo.

O que custa é perceber que não estamos bem e que precisamos de apoio.

O que custa é admitir que precisamos de voltar às drogas, para andarmos bem.

O que custa é ver que há gente à nossa volta (gente próxima, muito próxima), que não concorda. Que diz que não devíamos ir. Que diz que não devíamos tomar medicação.

Isso é o que custa. Com os preconceitos dos outros, da sociedade em geral, posso eu bem. Com os preconceitos dos meus, é mais difícil.

Porque ir a um psiquiatra, é como ir a outro médico qualquer.

Porque tomar anti-depressivos e ansiolíticos e afins, é como tomar outra coisa qualquer.

Eu tenho problemas de estômago, tomo medicamentos para o estômago. Com o sistema nervoso, é mais ou menos ou menos. A diferença é que é (estupidamente) mais caro.

Voltar à medicação e às consultas custa-me. Mas sei que é para o meu bem. Sei que não é o fim do mundo. É um problema de saúde como outro qualquer. Não faz de mim uma coitadinha. Faz de mim uma pessoa melhor e mais consciente porque, desta vez, não deixei as coisas chegar a um ponto em que tiveram de me arrastar para lá. Não, desta vez, eu fui mais forte. Desta vez, eu percebi, a tempo, que precisava de ajuda. E não é vergonha nenhuma pedir ajuda.

E daqui a uns tempos, quando estiver melhor, vou olhar para trás e ficar feliz por ter sido capaz de tomar a decisão certa. Digam os outros o que disserem.

Das coisas que me irritam assim a modos que um bocadinho pequenino...

A marca de móveis de cozinha que dá pelo nome FORLADY.

Para quem não conhece, esta é uma marca de móveis de cozinha, espanhola, que tem loja na Av. da República (entre outras).

Há anos que passo por ela e que o nome me irrita.

Hoje, decidi partilhar com o Mundo essa irritação.

Sou só eu a achar que é assim um bocadinho idiota chamar FORLADY a uma loja de móveis de cozinha? Sei lá, não é um bocadinho limitado? Era a mesma coisa que agora fazerem um stand de automóveis chamado FORGENTLEMEN, não?

É como aquela anedota muito parva que diz que os vestidos de noiva são brancos para condizerem com os electrodomésticos da cozinha!...

Temos de ser assim tão redutores?

Eu acredito que os senhores não pensaram nisto quando escolheram o nome da marca. E até acredito que possam ter um conceito giro e tal. Mas não me apanhavam lá a comprar móveis.

Se eu sou um bocadinho idiota e se a minha perspectiva também é redutora? É possível, sim. Mas cada maluco com suas manias.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dos Seguros...

A propósito da queda de ontem, fiquei a pensar que preciso urgentemente de um seguro de saúde.

Sugestões, relatos, experiências aceitam-se.

domingo, 24 de outubro de 2010

Das minhas maleitas...

Depois de uma maratona de trabalho durante o fim-de-semana, a cereja no topo do bolo foi mesmo a queda aparatosa que achei por bem dar hoje numas escadas no trabalho. Ri-me e continuei a trabalhar como se nada fosse.

Quando parei um bocado e me sentei, percebi que tinha sido alguma coisa.


Cheguei a casa, comi uma sopa e tomei um comprimido e estou aqui a pensar ir enfiar-me na cama com uma caneca de chá, que nem o sofá me parece confortável hoje.



Que me perdoem as outras pessoas todas mas... Ainda bem que amanhã é segunda-feira!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dos blogues...

Sou só eu que, volta e meia, faço uma limpeza à lista de blogues que sigo?

Às vezes, nem é por nada de especial. É porque sim. É porque não. Às vezes, basta alguém escrever um post com algo de que discordo um bocadinho mais, e deixo de ler esse blogue. Não é por nada. É que há tanto blogue, que eu não vejo porque hei-de ler algum no qual não me revejo.

E depois há aqueles que li durante imenso tempo mas que, por qualquer razão, deixaram de me dar gozo a ler.

E depois há aqueles com que me identificava e com os quais, ou porque a minha vida mudou ou porque quem estava do outro lado mudou, deixei de me identificar.

Mas depois também há aqueles que vou descobrindo e adicionando. E são tantos e tão bons!



Ando sempre em limpezas e arrumações, é o que é.

Das parvoíces matinais...

Sabemos que não andamos bem quando acordamos de manhã e em vez de tomarmos o comprimido matinal para o estômago, tomamos a pílula (que só deveríamos tomar à noite, ao deitar)...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Do Bruno Nogueira...

Eu já gostava do Bruno Nogueira. Mas quando, no Tubo de Ensaio na TSF desta manhã, ele disse que este ano devíamos abrir os presentes de Natal em Novembro porque não sabemos se em Dezembro ainda cá estaremos, eu passei a gostar um bocadinho mais.

Alguém alinha?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Da culinária...

Ontem, antes de adormecer, deu-me para me pôr a ver o Top Chef, que não via há meses.

E voltou a apoderar-se de mim uma vontade enorme de aprender a cozinhar. Cozinhar a sério. Ao estilo Julie & Julia, defini para a mim a missão de, quando a minha vida normalizar (o que quer que seja que isso signifique), dedicar-me a fazer todas as receitas do livro base da Bimby (excepto as de carne, claro). E como se diz por aí que no Natal vou receber o livro novo das Massas e Risottos, já tenho continuação para esta missão.

Depois vai ser ver-me a bater de porta em porta, a oferecer comida a familiares e amigos, para não correr o estilo de ficar como a Amora (que, para a nova estação Outono/Inverno, adoptou o estilo Pote em todo o seu esplendor!).

Da fotografia...

Ontem dei por mim a entrar na faculdade e a pensar que quando tiver a minha máquina fotográfica XPTO quero ir para lá, ao pôr-do-sol, fotografar os aviões que por lá passam...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Das dietas...

Eu queria resistir aos doces e porcarias afins. A sério que queria. Mas alguém se lembra de me pôr isto à frente, e eu não resisto:

(imagem meramente ilustrativa, não da minha autoria)

Do Natal...

É só para avisar que escusam de me vir chamar maluquinha quando falar nos presentes de Natal, porque os senhores das Amoreiras já andam a montar as decorações, as bolas, as árvores e tudo e tudo.



E, só por causa disso, hoje comprei mais três.

Da minha burrice...

Eu, às vezes, fico mesmo surpreendida comigo mesma. E, sobretudo, com as minhas paragens cerebrais.

Então não é que só ontem se deu o click no meu cérebro e percebi que Marketing, vem de "market"?...

A verdade é que também nunca tinha pensado nisto, mas só ontem na aula de Marketing é que se fez luz...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Dos dias assim...

E depois, depois há aqueles dias em que nada faz sentido. Em que apetece pegar e mim e em meia dúzia de coisas e sair daqui para parte incerta.

Há aqueles dias em que adormecemos a chorar e acordamos a chorar.

Aqueles dias em que achamos que não aguentamos mais.

Aqueles dias que sabemos que vão passar mas que, enquanto não passam, moem e matam.

Da praia da Arrifana...


Não deixa de ser irónico que, no preciso momento em que o carro virava no sentido da Arrifana, o rádio estivesse a passar Jorge Palma.

Porque pensar em Jorge Palma, é pensar em ti. Porque pensar na Arrifana, é pensar em ti.


Podem passar-se anos e anos, podem já ter desaparecido todos os sentimentos que nos uniam, mas há sempre memórias, lembranças, que me fazem sorrir e pensar nos bons momentos. E eu gosto que seja assim.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Do teatro...

Está em cena no Teatro Nacional D. Maria II a peça Um Eléctrico Chamado Desejo, de Tennessee Williams.


(imagem retirada do site do TNDM)


Eu já vi. E apesar de não achar a peça extraordinária ou brilhante, acho que vale bem a pena ver, nem que seja por dois motivos:
- o cenário, que está muito bem feito e muito diferente do que é normal. O pormenor da chuva é delicioso!
- e o Albano Jerónimo, que vejo pela segunda vez em palco e que acho que está cada vez melhor (estou a referir-me à sua capacidade de representar, sim? Nada de confusões!).

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Do meu novo Chá...

Vindo directamente de Londres aqui para a Agridoce:


É daqueles instantâneos, para misturar com água fria ou quente, e sabe maravilhosamente bem!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dos textos a propósito da vida...

Urgentemente

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.


Eugénio de Andrade


Lembrem-se disto da próxima vez que usarem a palavra urgência. Porque urgente é tudo isto.  Não é urgente o trabalho. Não é urgente o dinheiro. Urgente é viver. Urgente é ser feliz. Isso sim, é urgente.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Da minha (muito pseudo) dieta...

Se não fosse a fatia de bolo de chocolate que acabei de comer, ia enfiar-me num cinema com um balde de pipocas a ver o Eat, Pray, Love.

Assim, fico-me pelo sofá e a garrafa de água.

Do não ter nada para fazer...

Pessoas, digam-me lá como é que vocês aguentam semana após semana, ter dois dias inteiros sem trabalho?... É que eu pareço tolinha...

Tanto a semana passada como esta tive dois dias livres seguidos (a 2ª e a 3ª), e já não sei o que mais fazer... Ontem vi séries, vi dois filmes, fui ver lojas, e tudo e tudo... Hoje já fui perder o cartão multibanco, fui à farmácia, já fui às compras, e agora estou aqui a escolher (mais!) um filme para ver. E amanhã só vou trabalhar à noite e isso preocupa-me...

Eu sei que ao fim-de-semana há mais gente com mais disponibilidade para podermos fazer mais coisas. Mas a sério! Eu não consigo estar tanto tempo quieta. Tirando as férias, há já uns anos que não sei o que é isso de ter muito tempo de folga...

Podia estudar, que podia, mas também não tenho assim tanto para estudar!...


É por isto que eu quero arranjar (mais) um emprego. É que eu preciso de me manter ocupada... Se não enlouqueço (ainda mais).

Das últimas...

Nada melhor que começar o dia a saber que chegou a cartinha do seguro do carro para pagar... Pior, o seguro está estupidamente caro!... Estava eu feliz e contente que as contas este mês até estavam equilibradas, e que já podia comprar mais umas prendas de Natal e tudo e tudo... E sai-me isto! Os vestidinhos lindos que vi ontem na Blanco bem podem lá ficar à minha espera...

Talvez pelo choque do seguro, pela primeira vez numa década de uso de cartões multibanco, esqueci-me do cartão no multibanco. Dez minutos depois, pronta para pagar na Farmácia, abro a carteira e vejo o sítio do cartão vazio. Começo a panicar e saio da Farmácia em busca do cartão perdido! Mas parece que ainda há gente boa neste Mundo, e o cartão tinha sido entregue no banco mais próximo e estava lá à minha espera! Nunca fiquei tão feliz por ver o meu cartão!

E agora, vou continuar a fazer simulações de seguros, que os senhores da minha seguradora julgam-se muito espertos, mas não me enganam. A primeira simulação que fiz deu-me logo 100€ a menos... Cem euros! Com os cem euros de diferença compro os dois vestidos da Blanco e ainda sobra para um par de botas!...

Aprendam senhores, aprendam. Poupar dá trabalho mas compensa, e muito!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

The things I like... - VIII

Fotografia.

Descobri recentemente (ou não) que gosto de fotografia. Gosto de fotografia. Gosto de fotografar. Já a ser fotografada não acho tanta piada. Deve ser normal, digo eu.

Mas gosto de fotografar. De captar momentos, instantes, memórias.

E, por isso, na carta ao Pai Natal deste ano já pedi uma máquina fotográfica. Uma daquelas a sério. Com muitos botões e uma ou duas lentes e tudo e tudo.



Depois só me falta aprender a fotografar como as pessoas a sério.

domingo, 10 de outubro de 2010

Das urgências!!!

Estou preocupada. Muito preocupada.

Então não é que uma pessoa acorda de manhã, vai dar a voltinha habitual pelos mails com anúncios de empregos, e depara-se com isto:




Então mas não se sabe do Pai Natal? Como? Não pode ser! Eu já escrevi a minha carta e tudo! Não me façam uma coisa destas... Alguém quer ajudar estes senhores a encontrar "O" Pai Natal? Sim?

É que eu ficava muito, muito agradecida.

sábado, 9 de outubro de 2010

Dos meus sonhos...

Há dias, sonhei que tinha voltado a nadar. E foi bom. E tenho saudades de nadar.

Mesmo sabendo que se o fosse fazer agora os pulmões iam saltar-me pela boca ao fim de meia dúzia de braçadas.

Tenho saudades de nadar. Nadar a sério.


Um dia, hei-de ganhar coragem para lá voltar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Da Inspectora Agrigadget...

Ontem, no trabalho, a boa da Agridoce depara-se com uma caixa de sapatos preta, enrolada com fita isoladora preta, muito encostadinha escondida num canto de uma parede. Primeira reacção? "Wtf?!". Segunda reacção? Chamar um colega. A reacção do colega foi mais ou menos a mesma que a minha. Terceira reacção? Ir avisar o chefe. O chefe foi ver o que era e decidiu que devíamos ir chamar os outros colegas e afastarmo-nos todos dali.

Aí, começou o pânico a chegar devagarinho. Lá nos íamos rindo e tal, que não se passa nada.

Vai lá outro colega ver o que é: "parece pesado", disse ele.

Liga-se para o segurança e pede-se para chamar os bombeiros (que estão sempre no edifício, de prevenção).

Aqui, avisa-se a direcção. Olhamos todos uns para os outros, com sorrisos amarelos, de quem não sabe o que fazer ou o que pensar.

Entretanto, vão lá mais dois colegas. Um deles resolve mexer na caixa.

E descobre que foi alguém que se esqueceu dela lá umas horas antes.

E, aí, respiramos todos de alívio, descontraímos os músculos e podemos, finalmente, rir à vontade.


Fica a história para contar e vão ficar as piadas durante muito tempo, aposto. Agora, tem piada. Na altura, não teve piadinha nenhuma.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Da guardadeira de chinelos...


A Lady adora enfiar-se em tudo quanto sejam cestos e caixas. Basta pousar o cesto da roupa em qualquer sítio, e ela salta lá para dentro. E a Lady também adora chinelos. Adora atacá-los e roê-los. Agora, imaginem o que ela pensou quando viu um cesto cheio de chinelos, na varanda, ao Sol. Deve ter achado que tinha chegado ao Paraíso!

Das pessoas que me irritam...

Eu não gosto particularmente das pessoas. Não gosto, pronto. Já o disse aqui diversas vezes.

Neste momento em concreto, não gosto das pessoas que não dão valor ao trabalho. Não gosto delas. Acho-as pobres de espírito.

Numa altura destas, só mesmo alguém muito pobre de espírito é que despreza o trabalho (e o consequente cheque no final do mês). Só mesmo alguém muito pobre de espírito é que desperdiça a oportunidade de trabalhar (e o consequente cheque no final do mês).

E eu não gosto de pessoas pobres de espírito.


Já disse que não gosto das pessoas?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dos meus disparates...

Se virem alguma maluquinha num carro velho, muito velho, a aproveitar os semáforos e o pára-arranca para pintar as unhas, sorriam e digam adeus.

Sou eu.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dos Baby Steps...

Diz que sim. Que isto vai lá. Com baby steps, mas que vai lá.

Será?...

Das ofertas...

Oferece-se estômago para troca. Chato, resmungão e constantemente a queixar-se. Aceita-se qualquer coisa em troca.


Agradecida.

Dos últimos livros a chegar cá a casa...



Estes meninos já chegaram a semana passada, mas a preguiça foi mais forte e só agora os mostro aqui. Apetece-me começar já pelo Saramago, por um lado, mas apetece-me guardá-lo e "poupá-lo" o mais possível, por outro...

Da procrastinação... - II

Tenho a minha vida toda em suspenso. Tenho uma das maiores decisões de sempre para tomar. E o que é que ando a fazer? A ver cores de tintas no site da Cin.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Da procrastinação...

 E eu que ando a inventar mil e uma coisas para fazer para não me agarrar às aulas que tenho para passar e estudar?...


Estamos bem, Agridoce Maria. Estamos, estamos.

Dos concertos...

E o concerto de Placebo que foi cancelado? Devem ter adivinhado que eu não tinha conseguido arranjar bilhetes.

domingo, 3 de outubro de 2010

Dos Domingos...

É por tantas vezes trabalhar o fim-de-semana inteiro, que hoje me sabe a um pouco de céu estar deitada no sofá, enrolada numa manta com a Lady ao colo, a ver os últimos episódios do Lost e a ouvir o vento e a chuva lá fora...


Edit: a Amora acabou agora mesmo de se vir deitar aqui também. Estou oficialmente presa ao sofá.



E a propósito do post anterior, concluo que tenho de parar de escrever testamentos,
que qualquer dia não há quem os leia! Nem eu própria...

Da multiplicação da espécie... - parte II

Volto ao mesmo assunto. A Luarte comentou o post anterior e referiu que tinha visto uma reportagem sobre o ter ou não ter filhos. Eu, claro, fiquei curiosa e fui em busca da dita reportagem. Fui encontrá-la no site da RTP e acho que vale a pena vê-la

Antes de mais, achei curioso ver a forma como o tema foi abordado. Foram entrevistadas famílias com as várias opções: sem filhos; com um filho apenas; com dois filhos; e com dez filhos.

Mais curioso foi ver que muito do que eu aqui tinha dito coincide com o que foi dito pela pessoa que foi entrevistada para representar o ponto de vista de quem não quer ter filhos. E não, eu não tinha visto a reportagem! Mas foram ditas coisas que eu aqui escrevi e foram ditas coisas que em tudo batem certo com o que eu penso. E eu acho importante que vá havendo estas reportagens, para que se vá passando a mensagem de que já não somos todos obrigados a ter filhos. Não somos, nem temos de ser, todos iguais.

Só há uma coisa com a qual não concordo. É que eu não acho que seja egoísmo não ter filhos. Eu acho, isso sim, que é de um egoísmo atroz ter filhos só porque sim, porque nos apetece, porque precisamos de ter filhos para sermos felizes, mesmo que não tenhamos condições para lhes dar uma boa vida. Isso sim, é ser egoísta. Não ter filhos por se ter consciência que não se seria um pai ou mãe à altura, ou porque não se tem condições para lhes dar uma boa vida, é, para mim, altruísmo.

E sim, choca-me o extremo oposto. Faz-me confusão ver famílias com dez filhos. Porque não sei até que ponto isso é bom, é saúdavel. Obviamente que se não quero que critiquem a minha opção, não tenho nada que criticar a dos outros, mas acho que posso dar a minha opinião. E a minha opinião é que com dez filhos, possivelmente, não se lhes dá tudo o que eles precisam/merecem. E falo das questões económicas, que influenciam a escola, as actividades extra-curriculares, mas também a alimentação e os tempos livres. E falo também das questões afectivas, do desenvolvimento social e cognitivo. Não deve ser fácil conseguir dar atenção aos filhos todos, todos os dias. Claro que eles compensam isso com o apoio dos irmãos, mas será que chega? Em termos de alimentação, por exemplo, o pai dessa família referiu que a alimentação era mais à base de carne e que o peixe era raro porque era mais caro. Será isto saúdavel? A meu ver, não é.

Claro que podemos sempre ter duas perspectivas: ok, eles não lhes dão tudo do bom e do melhor, mas dão-lhes muito amor e há sempre alegria, e há sempre companhia; ou podemos pensar que mais valia terem só um ou dois filhos (como os outros casais), e concentrarem os esforços e as atenções neles. O que é mais correcto? Não sei ao certo. São opções. São crenças de cada um.

Só mais uma pequena nota. Assustou-me ouvir dizer que 47% das famílias numerosas vivem com rendimentos abaixo do limiar da pobreza. Isto faz sentido? Não, não faz. Como diz o meu pai, devíamos fazer exames e ter que obter uma autorização para poder ter filhos. Porque devíamos. E não me venham dizer que as crianças também se criam com menos dinheiro. Porque crianças com frio e com fome, não conseguem ter bons rendimentos escolares. Porque crianças sem estímulos e sem um meio ambiente saúdavel, não se desenvolvem da mesma forma. E para andarmos a ter filhos a que não vamos poder dar hipóteses de ter sucesso na vida, mais vale não os ter.

Mas isto sou eu. Objectiva, fria, racional, pragmática. Eu, que acho que se tiver filhos algum dia (não é uma hipótese que eu negue completamente), é para lhes dar tudo o que tive para mim e ainda mais. Nunca menos. Se isso significar que nunca vou poder ter filhos, paciência.

Dos dias e das noites...

Ao fim de vinte e muitos anos de existência cheguei, finalmente, a uma brilhante conclusão.

O meu estado de espírito é fortemente influenciado pelo número de horas que durmo. Quanto menos durmo, mais susceptível fico, mais frágil, mais irritadiça, mais com os nervos à flor da pele, mais com as lágrimas a querer saltar a toda a hora. E quanto mais durmo, mais calma estou, mais tranquila, mais paciente, mais de bem com o Mundo, mais racional e de pés assentes na terra.



O problema? O problema é que eu tenho dormido muito pouco.

Dos meus devaneios...

E eu que hoje estive quase a trazer um Miró para casa?

Sonha Agridoce Maria, sonha...



Hoje, depois de umas mui curtas seis horas de sono, lá me levantei de madrugada para mais uma manhã de aulas. Vá lá, seguiu-se um almoço de sushi, que me soube para lá de bem.

E à tarde, em vez de ficar a fazer a sesta (que bem me fazia), fui enfiar-me num leilão. E bem fiz, que descobri o paraíso dos leilões! Desta vez não trouxe um Miró para casa, que não ia preparada para isso, mas no próximo leilão vou fazer os trabalhinhos de casa como deve de ser e algo me diz que não volto para casa de mãos vazias! Vá, se não fôr um Miró, há-de ser outro qualquer... Mas um Miró ficava mesmo bem na minha sala! Mesmo, mesmo!


E nos entretantos, que sonhar é giro mas não paga dívidas, lá fui trabalhar para ver se depois posso comprar o Miró. E agora vou dormir, que diz que o meu mal é sono!...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Do que me custa...

E o que me custa entrar nas lojas, ter vontade de trazer toneladas de coisas para casa e não poder? Os senhores das lojas não sabiam fazer coisas mais feias, não? Sei lá, para me facilitar um bocadinho a vidinha...

É que eu estou em contenção de gastos. E até defini um orçamento mensal para gastar em futilidades. Mas agora fica o dilema: o que escolher já que não posso trazer tudo?...