quarta-feira, 30 de junho de 2010

Da Selecção...

A sério, eu queria mesmo que eles ganhassem... Eu torci por eles, eu sofri por eles, e tudo e tudo... E tive muita pena que não ganhassem. Mesmo.

Mas a verdade é que sei que há alguém que deve ter ficado muito feliz com este resultado.


Há sempre um lado positivo em todas as coisas.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Dos senhores da Selecção...

Meus caros,

Até me dava jeito que vocês voltassem mais cedo mas vejam lá se se orientam e se ganham o jogo, sim? Diz que é bom para o PIB...

Dos desafios...

A Segredo Cor de Rosa desafiou-me a, tal como ela, enumerar as coisas que mudaria na minha vida se pudesse voltar atrás, e aquelas que não mudaria.

É difícil. Não sou muito apologista daquela conversa do "eu não me arrependo de nada, só me arrependo do que não fiz, yada yada yada". Mas a verdade é que, mesmo as coisas de que me arrependo, me fizeram crescer e aprender, e, por isso, se tivesse essa hipótese, não sei se as mudava. Acredito muito que a nossa vida é feita de escolhas e que a nossa história se vai construindo com essas escolhas. 

Mas, de qualquer forma, aqui ficam algumas coisas (em modo completamente desordenado cronologicamente e aleatório) que eu podia ter feito de outra forma (ou não).

  • Não iria estudar para Coimbra ou, pelo menos, não pelas razões que fui. Mas, ao mesmo tempo, Coimbra fez de mim quem sou, e não quereria perder isso. Podia, devia, ter ido para Barcelona, Londres ou qualquer outro sítio longe daqui.
  • Tiraria o mesmo curso, sem dúvida, mas estudava mais e fazia melhorias para poder acabar com uma média de 17 e não de 16. 
  • Aproveitaria a juventude com mais calma, sem tanto exagero e disparate, mas não mudaria as festas, as noitadas, o que me diverti e o quão feliz (e infeliz) fui!
  • Não traíria o T.. Não que isso fizesse alguma diferença no futuro da nossa relação mas, ainda hoje, a minha consciência me pesa por isso. (Desculpa!)
  • Não teria dado cabo do meu estômago com a mania das magrezas, e com stress, tabaco, álcool e cafés a mais.
  • Nunca teria começado a fumar, mas assim também não teria o prazer de poder dizer que consegui deixar.
  • Teria viajado mais, porque podia tê-lo feito. Mas ainda tenho muito tempo para o fazer, com mais calma e maturidade! E não mudaria nenhuma das viagens que fiz, mesmo as que correram menos bem.
  • Não deixaria entrar algumas pessoas na minha vida, e não deixaria outras sair.
  • Teria ido ver os dois concertos dos Radiohead e não apenas um.
  • Adoptaria na mesma a Lala, a Lady e a Amora.
  • Daria uma nova oportunidade na mesma à minha mãe, over and over again. Mesmo que ela não o mereça.
  • Teria ido visitar o Centre Georges Pompidou, quando estive em Paris, em vez de ficar à porta a pensar que o bilhete era muito caro.
  • Não deixaria de ter visitado duas vezes a Fundació Juan Miró. E espero voltar a visitá-la muitas mais vezes.
  • Não teria escolhido o vestido que escolhi para o meu casamento.
  • Passados estes dois meses, voltaria a não aceitar a proposta que me fizeram no final do estágio. Não estou a trabalhar na minha área, mas estou a trabalhar muito menos e a ganhar mais.
  • Teria feito a minha tatuagem na mesma, porque continua a significar muito para mim.
E acho que já chega. Havia muito mais a dizer, muito, muito mais. Mas, por hoje, já expus demasiado de mim. 

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Do meu Mestrado... - II

Já está. Já estou inscrita.

Agora é esperar que as três únicas inscrições que já foram feitas se multipliquem em 20 ou 30. Mas não mais que isso, sim? É que assim há Mestrado de certeza e a minha cadidatura é aceite.

Acho que vou passar as férias a pensar nisto... Mas logo saberei quando voltar.

Dos vícios...

Comprei estes cereais com muito pouca fé, mas decidida a experimentar... E fiquei decidida a comprar mais e mais e mais...


domingo, 27 de junho de 2010

Da fragilidade da vida... - II

E continuo sem conseguir escrever sobre ontem. Só tenho mesmo a dizer que devemos aproveitar a vida, mas tendo cuidado para não a pôr em risco.

É só isso. Agora vou ver se durmo que amanhã é dia de Baptizado.

sábado, 26 de junho de 2010

Da fragilidade da vida...

Queria vir aqui escrever sobre ontem mas ainda não consigo. Talvez mais logo.

Vou almoçar a casa do meu irmão, vou trabalhar, e, logo à noite, talvez venha aqui falar da fragilidade da vida. Da diferença que um segundo pode fazer. Agora não. Agora ainda estou a processar a informação. Nos entretantos, vou pensando em como é bom viver, em como é bom ter momentos bons, em como a nossa vida pode mudar de um momento para o outro e em como devemos ter cuidado, muito cuidado, para não correr riscos, para não estar naquele limbo em que um segundo pode fazer toda a diferença. Porque nunca se sabe. Porque um dia, a sorte pode não estar do nosso lado...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dos meus longos cabelos...

Ontem resolvi tirar umas horinhas para mim e ir até ao cabeleireiro do costume.

Resultado: pés lindos e cabelo com menos dez centímetros e uma pseudo-franja a modos que estranha. Ainda me estou a mentalizar. Já recebi imensos elogios mas como a última vez que tive algo parecido com uma franja devia ter uns bons oito aninhos, ainda não me habituei a ver-me ao espelho.

A ver vamos. Há sempre os salvadores ganchos. Pelo menos, sei que vou ter muito menos trabalho nas férias, que é o que se quer.

Dos Cupcakes...

Pois é, tanto falaram nisso que eu, não querendo morrer ignorante, tive de ir experimentar... E como não podia formar uma opinião comendo só um, trouxe estes para casa, para uma degustação de Cupcakes:

Têm a sua piada, são giros-e-queridos-e-fofos-e-apetece-dar-beijinhos-e-festinhas, mas não me apaixonaram. Comer com os olhos não chega, e este é um dos casos em que isso é evidente. Aquela pasta de açúcar é demasiado enjoativa e estraga tudo, mesmo que o queque seja saboroso (que é). De qualquer forma, é um "miminho" engraçado, amoroso, capaz de provocar um sorriso em qualquer romântica inveterada.



Estes vieram do Vasco da Gama, caso interesse a alguém.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Das minhas preocupações actuais...

Estou quase, quase a ir de férias. O que já deu para perceber, já que eu não me calo com isto.

Mas ir de férias levanta algumas preocupações. Nomeadamente, quanto à indumentária. É que eu nunca passei férias num iate (que chique Agridoce!) e estou um bocadinho perdida.

Já percebi que saltos altos e vestidos de gala não me farão falta. Até aí, eu cheguei sozinha. A partir daí, tenho recorrido à minha cunhada, mais expert nestas coisas.

A palavra de ordem é mesmo conforto. Roupa prática e confortável. Coisa que eu não tenho por aí além. Assim sendo, tenho andado a abastecer-me. Tenho apostado em coisas como calções,  jumpsuits (vou estrear-me nesta área), vestidos, tops e coisas leves. À noite, quando pararmos para jantar, posso vestir qualquer coisa mais composta, mas acho que não vale a pena complicar muito...

No meio de tudo isto, falta-me comprar um chapéu e um corta-vento. E falta que o tempo passe para o dia de partir chegar...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Do panorama musical português...

E quem foi, quem foi, que eu vi num concerto um dia destes? O meu maestro preferido, pois claro.

O homem tem o seu quê, tem. Faz lembrar o Mourinho ou o Clooney, mas com menos 10 ou 15 anos. E é maestro. E é simpático. E tudo e tudo. O panorama musical português agradecia se houvesse mais maestros assim!...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

The things I like... - VI

Programas de culinária.

Gosto imenso de ver programas de culinária. Não todos, obviamente. Mas gosto do Top Chef, gostava imenso do meu Jamie, e, recentemente, descobri mais alguns, como o Cake Boss. E gostava do chefe Henrique, que nunca mais vi.

Gosto de ver coisas novas, de aprender certas dicas, de me inspirar. Não é que eu cozinhe alguma coisa de jeito, que não. Mas adorava saber cozinhar. Passo a vida a dizer que um dia gostava mesmo de tirar um curso de culinária. É que gostava mesmo de saber cozinhar.

Eu sei cozinhar, no meu entender, o básico. Sei fazer uns quantos pratos de cabeça, sei ler receitas e pô-las em prática, e até consigo inventar algumas coisas. Mas acho que é pouco.

Vejo outras pessoas a fazerem coisas maravilhosas e eu gostava de saber um bocadinho mais. Acho que é por isso que me perco com os programas de culinária.

Mas um dia. Um dia eu vou saber cozinhar a sério.

sábado, 19 de junho de 2010

Das pessoas... - III

Ia começar aqui a escrever um texto a falar do quão idiotas as pessoas são.

Mas parei. Parei porque dei comigo a pensar até que ponto posso exigir aos outros que pensem como eu, que ajam como eu. Não posso.

Lá por eu adorar gatos, e animais em geral, e ter a certeza que preferia partir o meu carro todo do que atropelar um animal, não posso exigir o mesmo dos outros. Para mim, seria uma idiotice, uma crueldade, um crime, atropelar um gato. Para mim, um gato, mesmo que selvagem e abandonado, é um ser vivo que merece respeito e tem o direito à vida.

Mas será legítimo exigir o mesmo aos outros? Talvez não. Se calhar, há quem defenda o direito à vida das melgas. E eu, confesso, já matei umas quantas.

Sim, são seres vivos. Sim, merecem viver. E a minha consciência não me deixaria viver se eu atropelasse um gato. Mas a minha consciência é a minha, não é a dos outros. E eu tenho de me resignar.

Posso ficar triste, posso chorar, posso ficar revoltada e achar que não é justo, mas o máximo que podemos fazer é pegar naquele gato (igual à nossa Amora) e tirá-lo do meio da estrada para que não seja esmagado uma e outra vez.

Não posso obrigar o Mundo a pensar da mesma forma que eu. Era bom. Mas não.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dos grandes que se perdem...

Não consigo evitar algum choque perante a notícia do falecimento de José Saramago. É, sem qualquer tipo de dúvida, um dos meus escritores preferidos, e vai continuar a ser sempre. Estou neste momento a ler A Jangada de Pedra, e estou a adorar, como sempre.

José Saramago revolucionou a escrita, não só no nosso país, e o Nobel que recebeu foi completamente merecido. Perdeu-se um grande escritor. A mim, custa-me pensar que não vão ser publicados mais livros de Saramago. Resta-me ler os que ainda não li, e reler todos os outros.

Que descanse em paz.

Das mais recentes aquisições... - II

Eu ando numa fase em que se vejo uns sapatos de que gosto, e se há o meu número, eu compro. Nem penso muito nisso. Mas a verdade é que, mesmo assim, não tenho comprado muitos e continuo sem encontrar alguns de que preciso mesmo (a sério, que preciso!).

Estes foram os últimos a merecer um lugar na minha sapateira e passaram na inspecção das meninas cá de casa:



E que número são estes sapatos? Pois. São 34. Trinta e quatro. E sim, são da secção infantil. Eu já estou por tudo. Mas são amorosos e muito confortáveis e a verdade é que ninguém sabe que número são só por olhar para eles. E ninguém precisa de saber, pois não? 

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Dos senhores da Alfândega...

Aqui a Agridoce quis armar-se em esperta e resolveu encomendar alguns perfumes e um protector solar de um site com sede no Reino Unido.

Tudo muito giro e tal. Já estava um bocado farta de esperar pela encomenda, mas diz por aí que elas demoram. Tudo normal.

Até que recebo o aviso postal para ir levantar a encomenda aos correios com a indicação que tinha de pagar um certo valor. Sem perceber porquê, lá vou eu enfiar-me na estação dos CTT mais próxima.

Pois. Não é que os senhores da alfândega acharam que eu tinha que pagar para ter os meus perfumes? Acho mal. É por estas e por outras que o pessoal cheira mal nos transportes públicos. Então eu quero comprar uns perfumitos, e sou assim a modos que acusada de contrabando e obrigada a pagar um valor que dava para comprar mais dois perfumes? Acho mal, a sério que acho.

Não eram assim tantos perfumes. Não eram mesmo. E eram para consumo interno. Mesmo. Eu só queria andar cheirozinha e não apanhar escaldões nas minhas férias que se aproximam... Não é legítimo?

No fundo, o nosso governo devia agradecer a todas as pessoas que compram perfumes e protectores solares pelo bem que estão a fazer à sociedade. Quanto aos perfumes, é óbvio. Quanto aos protectores, quem usa protector tem menos probabilidades de problemas de pele e cancro da pele, logo, dará menos despesa ao estado em despesas de saúde. Mas isto digo eu.

E, já agora, caros senhores da alfândega e senhores do governo, tenho a dizer-vos que, mesmo assim, compensa. E eu vou continuar a comprar perfumes e afins via Reino Unido, enquanto os senhores que vendem perfumes cá na terra não se decidirem a baixarem as suas margens de lucro. É só para que saibam.


E a juntar à alegria disto, o facto de os CTT não terem multibanco. Alguém me explica? Lá tive eu que andar dez minutos para cada lado até ao multibanco mais próximo que, supostamente, era perto e não valia a pena levar o carro porque ia dar uma volta muito grande. Pois. Ruas íngremes e o belo sol das quatro da tarde.

Do SATC2 que eu JÁ vi...

Na terça-feira fui, finalmente, ver o SATC2.

E gostei. Gostei bastante. Podia ser um bocadinho mais pequeno, mas vê-se bem, distrai, provoca imensas gargalhadas. E gosto sempre de ver as roupas, malas e sapatos das quatro fabulosas amigas! Apesar de achar que a pulicidade a alguns produtos foi um bocadinho descarada de mais... Mas alguém tem de pagar o filme!

Em relação à história em si, desiludiu um bocadinho, porque não houve nenhum avanço na história. Toda a história da série, e mesmo o primeiro filme, tinha desenvolvimentos: uma casava-se, a outra divorciava-se, a outra tinha filhos, ... Desta vez, não aconteceu nada. Claro que há coisas que nos fazem pensar. Mas dá um bocadinho a sensação que não havia muito para dizer então quiseram só reforçar ideias e definir, talvez definitivamente, a vida de cada uma delas. A Carrie fica com o Big, mesmo com um deslize pelo meio. A Samantha continua preocupada consigo mesma, com o seu visual e com sexo, muito sexo. A Miranda percebeu que pode ser advogada e feliz, com o seu eterno amor e o filho. A Charlotte encontrou o seu equilíbrio para uma vida quase perfeita. Será que haverá um SATC3?... Vamos ver...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Das horas que eu passo a ver a Sic Notícias...

O Maniche? O Maniche?!



Vou mesmo emigrar... Tenho dito.



Nota: vá lá, soube responder à senhora jornalista que lhe chamou velho.

Das vuvuzelas...

E até no Parlamento já se fala de vuvuzelas... Posso emigrar? Posso? Posso?

Dos piriquitos...

Chega o Verão, o calor, os gelados, os passarinhos, e tudo e tudo, e o que é que acontece? A minha tensão fica baixa, baixinha... Ontem, depois de muitas tonturas, resolvi passar na farmácia ao pé de casa para medir a tensão (eu e a 3ª idade toda, o que deve querer dizer algo). Máxima: 87. Mínima: 53.

Tensão de piriquito, é o que é. Pelo menos, não tenho de me preocupar com a hipertensão tão cedo. Por aqui, a moda é mesmo a hipotensão.

Dos senhores da Zara...

Caros senhores da Zara,

É favor começarem com os saldos/promoções/rebaixas/o-que-quer-que-seja depressa, sim? É que é tanta coisa que me apetece trazer para casa... Depois de uma incursão pela Zara do Chiado, caí num estado de paixão assolapada pela Zara, como não se via há muitos anos. Acho que andava a visitar as Zaras erradas...



Curiosidade: eu conhecia uma rapariga que se chamava Zara. Zara. Mesmo. No BI e tudo (no tempo em que havia BIs). E não era espanhola nem coisa do género. Era mesmo portuguesa. E era mesmo Zara.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dos filmes e dos livros e dos filmes dos livros...

Já vi o Julie and Julia. E não gostei.

Eu sou um bocado teimosa, sou. E, por isso mesmo, insisto em ver filmes feitos a partir de livros que já li. E dá asneira, pois claro. Ainda não houve filme nenhum que eu achasse estar à altura do livro em que foi baseado.

Mas eu insisto.



Às vezes, pergunto-me até que ponto será teimosa, ou se não será simplesmente idiotice.

Da minha primeira vez...

Acabadinha de chegar do trabalho. Estou enfiada na cama, com duas pulgas à guerra, o portátil no colo e a comer aquelas bolachas esquisitas que não sabem a nada e que dão pelo nome de tortilhas de arroz, que eu resolvi comprar pela primeira vez. E, como acho que ainda é cedo, vou ver o Julie and Julia.


Era só mesmo para partilhar com o Mundo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dos avisos...

Ainda nem sequer jogámos mas, para prevenir, é melhor avisar já que se Portugal perder o primeiro jogo do Mundial, a culpa é, sem dúvida, da relva.

Das férias (que estão quase a chegar)... - II


Daqui a três semanas já ando eu a dar mergulhos nestas praias ma-ra-vi-lho-sas. E a enjoar muito, mas isso não interessa nada.

O Vomidrine vai ser o meu melhor amigo, parece-me.

sábado, 12 de junho de 2010

Do meu Mestrado...

Depois de muita indecisão, e de uma reunião de conselho familiar, decidi-me, finalmente, quanto ao Mestrado que vou fazer.

Estou só à espera que me respondam a um e-mail e vou inscrever-me. Depois, resta-me esperar que me chamem para a entrevista e que a minha candidatura seja aceite. Não tenho a mínima noção se vai haver muita ou pouca gente a candidatar-se. O ano passado o Mestrado não abriu por falta de inscrições. Por um lado, isso leva-me a achar que a minha candidatura será facilmente aceite, por outro, isso leva-me a recear que aconteça o mesmo este ano.

A propina continua estupidamente alta e não creio que isso leve muita gente a inscrever-se, sobretudo com o período difícil que atravessamos. Querem que continuemos a estudar, a aprender, a enriquecer os nossos conhecimentos, mas não dão condições...

Se, por acaso (espero mesmo que não!), o Mestrado voltar a não abrir, já escolhi o que vou fazer em alternativa. Não posso é ficar mais um ano parada. Acho que enlouquecia.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Do blogue...

Andei para aqui a inventar e agora isto está assim a modos que estranho. Mas a verdade é que hoje não me apetece mexer-lhe mais.


Ontem passei o dia de ressaca e já não me lembrava da última vez que isso acontecera... Na quarta-feira foi o jantar com os colegas de trabalho. Comemos muito, bebemos muito e rimos muito. Gostei imenso da noite e estava a precisar de algo assim. Pequenas notas mentais: já não tenho idade para beber tanto; a vodka preta deixa umas manchas chatas em casacos cor-de-rosa e brancos; saltos de 10cm podem sair danificados depois de uma noite no Bairro Alto; as rosas dos qué-frôr já não são a mesma coisa; não vale a pena discutir com os taxistas porque eles é que sabem sempre os melhores caminhos, nós somos sempre uns ignorantes. 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Das coisas que eu queria dizer e não digo... - I

Hoje apetecia-me vir aqui despejar um pouco de fel. Mas sei que devo controlar-me. Mas apetecia-me mesmo. Só porque sim. Só porque estou farta-fartinha de gente tola-tolinha que merecia levar dois pares de estalos para ver se acordam para o mundo real. E gente tola-tolinha que também merecia levar dois pares de estalos por se acharem superiores ao Estado, às leis, aos outros. Não há paciência.

Eu tenho tantos defeitos, mas tantos, tantos. Mas se há coisa de que não me podem acusar é de não ter os pés assentes na terra e de não saber o que é viver no mundo real e em sociedade. S-o-c-i-e-d-a-d-e. Assim do género, eu pago os meus impostos e se todos pagassem os seus, o país estava bem melhor. É um raciocínio difícil? É, pois. É muito mais giro pensar que eu não pago nada, mas depois vivo do RSI. Muito mais giro.

A sério, eu, às vezes, penso em fugir para uma ilha deserta, plantar couves, e esquecer-me que há mais pessoas no Mundo. É que eu não gosto das pessoas. É mais forte do que eu. As pessoas são idiotas, têm mentalidades idiotas, egoístas, irresponsáveis. E depois, as pessoas acham sempre que são muito mais espertas que as outras pessoas, que elas é que sabem. E isto tira-me do sério. Não devia. Mas tira-me.

Há coisas que me passam ao lado, como aqueles que não têm dinheiro para comer mas têm carros mais caros do que a nossa casa. Problema deles, que passam fome, não meu.

Mas há coisas que não podem passar-me ao lado. Como pessoas que conduzem em excesso de velocidade; pessoas que conduzem alcoolizadas; pessoas que não pagam impostos; pessoas que vivem dos subsídios do Estado e passam o dia em casa a olhar para as paredes enquanto eu me mato a trabalhar; pessoas que acham que não têm que pagar a Segurança Social porque são superiores a isso; pessoas que não respeitam as outras pessoas e usam e abusam da boa vontade dos outros. Isto não pode passar-me ao lado. Isto mexe comigo, dá-me a volta ao estômago, revolta-me. E, felizmente, já vou ganhando juízo e já não me calo perante certas coisas. As pessoas olham para mim como se eu fosse um bicho do mato quando eu falo na minha consciência.

A consciência. Essa coisa estranha que muita gente já não sabe o que é. Pois é, mas eu exemplifico. Eu quando bebo não conduzo. Porquê? Não é por ter medo de ser apanhada pela polícia e pagar uma multa ou ficar sem carta. Felizmente, tenho dinheiro para as multas, e podia sempre tirar a carta outra vez ou podia bem andar mais de metro. E também não é por ter medo de bater com o carro e ter de arranjar outro ou gastar dinheiro a reparar o que tenho. Não, não é por aí. E também não é por ter medo de me magoar ou de morrer. Não, também não é por isso. Eu quando bebo não conduzo porque morro de medo de magoar alguém com a minha irresponsabilidade. É por isso. E só por isso. Porque a minha consciência não me deixaria viver. É só mesmo por isso.

E se eu batesse no carro de alguém, ficava à espera do dono, ia à procura do dono, ou deixava os meus contactos (os verdadeiros, caso alguém tenha dúvidas). Como já fiz, aliás, quando dei um toque (sublinho, um toque), ao estacionar. Não me ia embora a pensar que "ah, não faz mal, se tem um bom carro é porque tem dinheiro para o reparar". E agora queria escrever aqui umas asneiras mas sou uma menina de bem e vou respirar fundo e continuar.

E não, eu não sou perfeita e as minhas acções não são irrepreensíveis. Já aqui referi que tenho muitos defeitos. Às vezes, também conduzo em excesso de velocidade, passo semáforos amarelos-côr-de-vinho, ou aldrabo o parquímetro. Estou a dever uma ecografia no Hospital dos Capuchos porque quando lá fui tinham o sistema em baixo e não pude pagar. Cometo os meus erros, os meus pecados, as minhas falhas. Não há ninguém perfeito. Nem é bom que haja.

Mas tem que haver um meio termo. Tem que haver um mínimo que todos nós fazemos para podermos viver todos juntos. Eu sei que os políticos são uns maus e querem roubar-nos o dinheiro todo e fazem leis idiotas, yada yada yada. Mas se eles lá estão, alguém votou neles. Eles fazem o trabalho deles, nós fazemos o nosso. Uns melhores, outros piores. Porque é que as pessoas se acham no direito de exigir o que quer que seja, se não cumprem os seus deveres? Devíamos voltar à época medieval. Eu planto couves e troco as minhas couves com quem planta batatas. Se eu não plantar couves, passo fome. Lógica simples e fácil de acompanhar. Mas hoje em dia vivemos na sociedade do "eu, eu, eu". Eu não faço nada, alguém há-de fazer por mim. Eu não pago impostos, mas o Estado dá-me subsídios. Só não sei é por quanto tempo.


E eu, para quem não queria dizer nada, já falei de mais.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Das missões ultra-super-higer-mega importantes...

A missão para hoje é: descongelar o congelador. Porquê? Porque está aí a chegar o Mundial e o congelador tem de estar a postos para as minis e os petiscos!

Segunda parte da missão de hoje: enquanto o congelador descongela e cria uma piscina para as pulguentas, ir comprar petiscos para o voltar a encher!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Das minhas paragens cerebrais...

Dia de folga. Marido a caminho do Algarve na viagem mais longa de sempre (saiu de casa às dez da manhã e ainda não chegou...).

Eu? Depois de uma (muito) breve incursão pelas lides domésticas, aterrei no sofá e aqui estou. A ver episódios do Brothers & Sisters compulsivamente.

A dada altura, apeteceu-me, só porque sim, voltar a tricotar. Fui desencantar o saco das lãs e agulhas do roupeiro do corredor. Há já uns 3 ou 4 anos que ando a juntar quadradinhos para fazer uma manta. Mesmo sabendo que nunca vou fazer a manta, apeteceu-me fazer mais quadradinhos. Problema? Não sabia qual das agulhas tinha usado nos outros quadradinhos todos. Toca de experimentar as agulhas todas. Quando, finalmente, descubro a agulha certa, desfaço tudo.

E depois? Depois não conseguia recomeçar. Não conseguia colocar a linha na agulha para os nós iniciais. Eu tentei, tentei, tentei. Dei voltas e mais voltas à agulha e à lã. Mas nada. Amnésia repentina? Talvez. Depois de vinte minutos a dar em doida por não me lembrar de uma coisa tão básica, lembrei-me do milagroso YouTube. Mas, mesmo aí, não foi fácil. Só ao fim de meia dúzia de vídeos é que encontrei um que me elucidasse. E ao fim de algumas tentativas, fez-se luz, finalmente! Não só consegui fazer os nós, como me lembrei de como fazê-los "à minha maneira".

E agora, vou voltar para as minhas séries e os meus quadradinhos. Os meus quadradinhos que nunca vou usar, mas que me apetece fazer. Um dia, talvez vá comprar lãs para fazer quadradinhos a sério, para uma manta a sério. Um dia.



Edit: Ter gatos é maravilhoso por isto: a Lady viu que eu estava aflita e veio ajudar-me a tricotar. Mas ela tem uma técnica estranha que eu não domino, é que ela tricota com a boca...

The things I dislike... - V

Acordar com a campainha.

Detesto. Mesmo. Sobretudo quando é o carteiro e eu tenho de saltar da cama a correr antes que ele fuja.

Houve uma altura em que era quase todos os dias. O carteiro já olhava para mim com ar de quem pensa "esta anda a fazer contrabando de qualquer coisa de Hong Kong"... Ele já me conhecia e já sabia que tinha de tocar duas vezes bem tocadas.

Hoje veio um carteiro novo. Atencioso, por sinal. Já estava no elevador quando me ouviu mexer na porta e ainda voltou para trás. Deu-me as cartinhas que tinha a dar (mas nada da encomenda que espero ansiosamente há duas semanas...).

E depois eu fico aqui, tolinha e abananada, por sair da cama a correr, por acordar com um barulho estridente e irritante (mudar o toque da campainha devia entrar para a lista de prioridades das coisas a fazer nesta casa). Já não volto para a cama, porque não seria capaz de voltar a adormecer. Mas fico (ainda mais) mal-disposta, com este acordar violento.

Estou aqui a tentar pensar em formas de convencer os senhores dos CTT a fazer as entregas noutros horários, mais próprios. Assim como assim, as pessoas normais com horários normais, não estão em casa. E assim, as pessoas anormais com horários anormais, sempre dormiam mais um bocadinho.

Sugestões aceitam-se.

domingo, 6 de junho de 2010

Das coisas que me acontecem...

Estava eu muito bem a espalmar uma caixa vazia de chá para colocar no ecoponto cá de casa (a praticar uma boa acção, portanto), quando me salta um bocadinho de chá para dentro do olho. Primeiro, tudo normal. Passados uns segundos, um ardor. Mais uns segundos passados e lá vou eu a correr para a casa-de-banho, um olho aberto e outro fechado. Arranquei a lente de contacto do olho e enchi-o de água.

A próxima vez que chorar, as minhas lágrimas vão saber a citrinos e a flôr de laranjeira. 

sábado, 5 de junho de 2010

Do SATC2 que eu não vi... E do que eu vi...

Tolinha que sou, só ontem é que descobri que podia ter ido à ante-estreia do Sex and The City 2...

Sem comentários.


Em compensação, assisti ao "Se uma Janela se Abrisse", do Tiago Rodrigues e gostei. Gostei mesmo muito. A peça, a ideia, o conceito, o texto, a representação, é tudo genial. Deixo aqui um excerto do texto da peça, da autoria do Tiago Rodrigues:

Problemas de estar calado: as pessoas podem pensar que estamos doentes. As pessoas podem pensar que enlouquecemos. As pessoas podem pensar que não temos nada para dizer. As pessoas podem deixar de prestar atenção. As pessoas podem passar a prestar demasiada atenção. As pessoas ficam com imensas expectativas em relação à primeira coisa que irás dizer quando decidires interromper o teu silêncio. Se calhar ele está a pensar nos três desejos que vai pedir ao génio da lâmpada. Se calhar vai dizer qualquer coisa que deseja dizer há muitos anos mas nunca teve coragem. Se calhar sabe um segredo.
As pessoas esperam que estejas a pensar em alguma coisa mesmo muito séria. Uma tragédia de proporções cósmicas. Um trauma de infância. Um plano revolucionário ou um novo modelo económico com justiça social. A salvação do tigre das neves, também conhecido como tigre de Amur ou tigre siberiano. A maioria das pessoas pensa que os tigres brancos são albinos, mas não é verdade. Os tigres brancos são tigres das neves. Têm o pêlo branco por causa da neve. Pêlo branco com riscas pretas, os olhos azuis e o nariz rosa. Se fossem albinos, os olhos é que seriam rosa e o nariz seria branco. Se estiveres calado tempo suficiente, as pessoas podem presumir que estás a pensar no tigre de Amur.

terça-feira, 1 de junho de 2010

The things I like... - V

Viajar. Gosto. Adoro.

É um bocadinho óbvio, eu sei. Acho que não conheço ninguém que não goste de viajar. Mas faz mesmo parte de mim. Talvez por ter nascido numa ilha e desde cedo me ter habituado a andar de um lado para o outro.

Não se pode dizer que já tenha viajado muito, no entanto, considero-me muito sortuda por ter tido a hipótese de já ter viajado alguma coisa, e, sobretudo, porque a tendência é melhorar (houvesse mais tempo!...).

Quando era mais pequena, e graças ao meu pai, viajei muito no nosso país. Claro que não me lembro de tudo, mas ainda guardo memórias de muitos recantos do nosso país. A propósito disso (ou não), há dias vinha a fazer a estrada pelo meio da serra de Sintra e dei comigo a pensar que, realmente, o nosso país é o mais bonito do Mundo. Digam lá o que disserem. Vão lá passear para Sintra, e depois venham-me falar em países bonitos.

Continuando...

Também nunca viajei para muito longe. Só o ano passado é que, pela primeira vez, saí do continente europeu, para me estrear no continente africano.
Mas tenho a sorte de já conhecer umas quantas cidades europeias, e algumas regiões menos habituais (como o Sul de Inglaterra).

Gosto mesmo de viajar, de sair daqui, de conhecer sítios novos, culturas novas, pessoas novas.

Sou mais apologista de férias mais activas do que de férias sem fazer nada. Confesso que tenho alguma dificuldade em estar uma semana sem fazer nenhum, a torrar ao Sol. Sou mais de me perder a explorar uma cidade, uma região, mesmo que isso implique voltar de férias mais cansada do que quando fui.

E não consigo escolher a melhor viagem que fiz. Podia dizer Viena, ou a última viagem a Londres, mas não é certo. Talvez porque acho que a melhor viagem vai ser daqui a um mês, quando nos perdermos no Mar Adriático. Vamos ver.