domingo, 28 de fevereiro de 2010

Da minha inexistência....



Algures numa micro-fracção de segundo entre as 23:59 de dia 28 de Fevereiro e as 00:00 de dia 1 de Março, eu faço anos. Faço 6 anos e meio. Parabéns a mim!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Do amanhã... - I

Amanhã temos 16 pessoas a almoçar lá em casa. Dezasseis. Nunca tivemos tanta gente lá em casa e nunca cozinhei para tanta gente. Bom, tirando um jantar com os colegas de trabalho no Verão passado, em que nem mesa na sala tínhamos, e em que cada um se sentou onde calhou, e que acabou com uma parede a ter de ser repintada (sem comentários!).

Mas amanhã é a sério. Já ando há dias a panicar a imaginar como é que vou sentar 16 pessoas. Temos mesas, temos cadeiras, só falta perceber se temos sala comprida o suficiente. Mas hoje lá para a meia-noite (quando chegarmos do emprego nº2), já vamos descobrir. No meu tempo, havia a "mesa das crianças", que ficava na cozinha, e resolvia estes problemas. Mas nós éramos 5 primos, e eu amanhã só tenho 2 crianças (e uma de setes meses ainda dentro da barriga).

Tenho um menu delicioso idealizado, mas cheira-me que algumas das coisas vão ficar pelo caminho! A ver vamos... Mas vai ser bom apresentar "oficialmente" a nossa casa, e receber as nossas famílias para almoçar. Se há coisa que a-d-o-r-o fazer, é receber! Mesmo estando sem máquina de lavar loiça, e hoje trabalhando 12 horas. Vai valer a pena!

Das remodelações... - II

O que é que eu estive a fazer ontem durante oito horas meia? A forrar o nosso sofá.

Pois é, ontem, eu, o marido, e a minha avó emprestada, dedicámo-nos a forrar o nosso sofá. Ela já tinha feito as capas para as almofadas das costas e dos assentos, e agora faltava forrar a estrutura. E eu só tenho uma coisa a dizer: nunca mais!

Porque é que decidimos forrar o sofá? Porque o sofá era dos meus sogros e um ano depois de eles o terem comprado, mudaram para uma casa mais pequena, e ofereceram-nos o sofá porque estávamos na altura a montar a nossa casa, e o marido adorava o sofá. A minha única condição para o aceitar era mesmo mudar-lhe a côr, dado que ele era encarnado. Assim, temos um sofá praticamente novo (tem agora um ano e meio, nem isso), e completamente personalizado! Comprar o tecido foi uma aventura. Tinha de ser de um tom que eu gostasse, de um tecido adequado a sofás e facilmente lavável, e, o mais importante, à prova de Lady. E lá consegui encontrar um que me satisfizesse! 

Depois de a avó ter feito as capas, faltava mesmo metermos mãos à obra e forrá-lo. E foi o que fizemos ontem! Tendo em conta que foi feito por dois nabos que não percebem nada de costura, e por uma avó de 82 anos, acho que o resultado ficou para lá de muito bom! Agora sim, a sala começa a fazer sentido! É que ter um sofá encarnado, com cortinados, tapetes e cadeiras, em tons de castanho, bege e laranja, já começava a parecer assustador! 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Do amor... - I

Quando o amor assume formas e cores estranhas.
Quando o amor nos confunde e baralha a cada passo.
Quando o amor é a insónia em cada noite.
Quando o amor é o sonho que nos move.
Quando o amor é o princípio e o fim de cada dia.
Quando o amor é o tudo e o nada.
Quando o amor é a água, o sol, o ar.
Quando o amor é o sorriso e a lágrima.
Quando o amor é a cumplicidade de um olhar.
Quando o amor é a dor e a mágoa que me consomem.
Quando o amor é a força e a esperança que me reanimam.
Quando o amor é apenas o amor.
Quando nós somos apenas nós.





                                                  Então, o amor somos nós.
                                                  Então, nós somos o amor.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Das taras e manias... - I

Eu como os M&M's separados por cores. E quem diz os M&M's, diz os Smarties, as amêndoas, ou qualquer outra coisa do género. Pego nuns quantos e separo-os por cores. Depois vou comendo até ter o mesmo número de cada côr. E depois como um de cada côr, sempre na mesma ordem, até acabar com eles. É a minha mania do rigor e do perfeccionismo e da organização, levada ao extremo.

E os amendoins? Se me puserem uma taça de amendoins (descascados) à frente, eu como primeiro os "estragados" (leia-se os partidos, as metades, etc.), e depois é que como os inteiros e perfeitinhos.

E com os Golden Grahams faço o mesmo (eu como-os "a seco").

Pelo sim, pelo não, é melhor nunca partilhar isto com um psiquiatra.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Das maravilhas do mundo moderno... - I

Uma das grandes maravilhas do mundo moderno é, sem qualquer tipo de dúvida, o milagre da depilação definitiva. É mesmo um milagre e é mesmo uma maravilha.

Comecei a fazer depilação definitiva há quase um ano, e não fosse eu tão proscratinadora, já estaria completamente livre de pelinhos indesejáveis. Ainda assim, mesmo com a minha falta de tempo e a minha preguicite aguda (quem é que gosta de sofrer?), acho que não preciso de mais sessões nas axilas e nas virilhas. No máximo, faço mais uma, só para dizer que faço o número mínimo recomendado por eles, e para dar cabo de algum pêlo que ainda tenha esperança de sobreviver neste corpo anti-pêlos.

E da última vez que lá fui resolvi fazer também nas pernas (só meia-perna). Estava muito, muito, céptica, porque os meus pêlos das pernas são finos e não são muitos (felizmente!), e eu tinha medo que não resultasse tão bem como nas outras zonas. Mas o que é certo é que hoje me pus a olhar para as minhas pernas, quase um mês depois de lá ter ido, e, à primeira vista, não há pêlos. Eles estão lá, mas são tão poucos e tão finos, que eu mal os sinto e podia andar de pernoca ao léu sem qualquer problema. A verdade é que nem fiz a depilação desde a sessão, porque não preciso mesmo.

E isto mundo, é um milagre. Vai ser tão, mas tão bom chegar ao Verão e não ter de me preocupar com depilações! Acho que não deve haver mulher nenhuma que não gostasse de se livrar dos pêlos para sempre. Eu, por mim, fico muito agradecida. Mesmo que tenha de lá ir uma vez por ano fazer a "reciclagem" (milagres, milagres, só no Céu), não vai ser nada comparado com anos de idas a esteticistas sofrer e sofrer.

E não, eu não acho que seja caro. E acho que vale cada euro que eu lá deixo. É um investimento, poupa-se tempo e dinheiro (a longo prazo), e sentimo-nos tão melhor e tão mais leves por não nos preocuparmos com depilações, crescimentos do pêlo, idas à praia, bikinis, vestidos e afins.

Mas é um vício, é. Depois de se ver os pêlos desaparecer numa área, queremos ver desaparecer em muitas outras. Foi assim que eu me vi a fazer também nas pernas. Agora só me resta escolher qual a zona que vou "atacar" quando despachar as pernocas! 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

The things I like... - III


Queijadas de Sintra!

Gosto. Adoro. E acabei agora de comer uma, que trouxe de lá ontem. E sabem-me sempre tão bem...

Há quem diga que as melhores são as da Sapa, há quem diga que são as da Piriquita ou as da Casa do Preto. Eu não sou esquisita. Para mim, uma queijada é uma queijada, e eu como-as todas!

Algures no Verão passado ofereceram-me uma caixa assim com duas ou três dúzias de miniaturas de queijadas, e não sobrou nem uma! É um vício...E estou aqui a fazer um esforço enorme para não ir comer mais uma... Mas é  a última que tenho, e tenho de a preservar bem!



Edit: Pára tudo!!! Descobri a receita para fazer queijadas de Sintra na Bimby! Acho que a "experimentação" nem passa deste fim-de-semana! Alguém falou em dieta?...

Edit Part II: a receita que eu vou fazer é esta aqui!

Das novidades... - V

Sábado os meus sogros levaram o cão ao Veterinário. É um Pitbull, com sete meses, saudável, bem disposto e muito bonito (dentro do género!). Não tinha chip e os meus sogros acabaram por o entregar numa associação de apoio a animais abandonados que prometeu tratar bem dele até lhe arranjaraem um lar e uma família.

E eu sei que não vai demorar muito!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Da falta de limites da estupidez humana...

Os meus sogros hoje chegaram à quinta deles, onde passam todos os fins-de-semana, e tinham um cão amarrado ao portão principal. Sim, um cão amarrado ao portão. Abandonado assim.

Quem é que faz uma coisa destas? Quem? Quem é que é capaz de pegar no seu animal de estimação, amarrá-lo ao portão de alguém, virar costas e ir embora?

Não consigo compreender. Palavra que não. Fico irritada, revoltada, angustiada.

Fomos nós que domesticámos os cães. Fomos nós que os escolhemos como melhores amigos. E depois fazemos isto? Abandonamo-los assim? Mas quem é que são os animais? Nós ou eles?

Escusado será dizer que os meus sogros não sabem o que fazer. Não podem ficar com o cão (já têm duas cadelas e uma gata, entre muitos outros bichos). Claro que têm o coração apertado e querem ajudá-lo. Mas também sabem que não podem ficar com ele. Já ligaram ao veterinário que trata das cadelas e da gata, e ele já lhes deu alguns contactos. Têm o contacto de um canil, mas têm receio que o abatam se o deixarem lá. Vamos passar a palavra, divulgar, falar com amigos e conhecidos. Tenho a certeza que vai haver alguém que queira ficar com ele!

Tenho a certeza que vai aparecer alguém que me faça não perder completamente a fé na espécie humana...

Das pessoas... - I

Ontem senti-me idiota. Verdadeiramente idiota.

Passei a manhã a pensar na minha avó "emprestada" e a pensar que devia ligar-lhe. Passei a manhã a pensar nisto, mas não concretizei. Só quando ia a caminho do trabalho é que se fez luz: "Bolas! Esqueci-me de lhe ligar!". Estava a conduzir, no meio do trânsito de Lisboa, já em cima da hora (lembraram-se que era giro fazer obras em Campolide e tornar o trânsito ainda mais caótico), e já não lhe liguei. Ao final da tarde o meu pai ligou-me (coisa rara). Quando lhe perguntei se estava tudo bem, respondeu-me "mais ou menos". Passaram-me logo mil e uma coisa pela cabeça. O meu pai não responde "mais ou menos". Nunca. E ele lá me disse que tinham ido com a minha avó emprestada de urgência para o centro de saúde mais próximo, porque estava a fazer uma reacção alérgica grave a qualquer coisa. Ela tem uma série de problemas de saúde e, apesar de se esperar que não fosse nada de grave, também já não tem 20 anos.

Ela já está melhor, entretanto, mas eu senti-me idota. Bolas! Se passei a manhã a pensar que lhe devia ligar, porque é que não liguei? E se tivesse sido alguma coisa mais grave? Porque é que temos a mania de adiar sempre tudo? Porque é que não pegamos no telefone e não ligamos mais vezes às pessoas que nos são mais próximas? Só por causa disso, peguei no telemóvel e liguei à minha outra avó. E quero começar a fazer isto mais vezes. Porque um dia vai ser tarde demais.

A propósito (ou não). Eu tenho uma relação complicada com a minha avó (a verdadeira). Mas não deixa de ser a minha avó. Não deixa de ser a pessoa que tomou conta de nós tantas vezes, que nos levou ao Jardim da Estrela, que nos dava gemadas. Por mais disparates que ela tenha feito, por mais coisas menos boas que ela tenha dito, não deixa de ser a minha avó. E daqui a muitos anos, se eu tiver filhos, eu sei que só me vou lembrar das coisas boas, e são só essas que lhes vou contar. E, por isso, em nome das coisas boas, tenho de lhe ligar mais vezes. Antes que seja tarde demais.

E todos nós devíamos telefonar mais vezes às pessoas que são importantes para nós. Antes que seja tarde demais.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Do Teatro... - I

Está neste momento (neste preciso instante em que escrevo estas palavras) a estrear no Teatro Nacional D. Maria II a peça "Rei Édipo". E eu quero ir ver. Quero muito. Ver o Diogo Infante e o Virgílio Castelo juntos em palco a interpretar uma das maiores e melhores tragédias de sempre, é qualquer coisa de imperdível. Ide pessoas, ide mundo, correi tudo para o Teatro Nacional D. Maria II, que não vos arrependereis!

Das invenções...

Para quando um gel-de-banho quente? Já que inventam tanta coisa, acho mesmo que deviam arranjar uma forma de termos o gel-de-banho sempre quentinho... Não sei, assim como aquelas bases que há para aquecer a cera para a depilação, por exemplo. É que custa tanto estar a tomar banho com água quente, muito quente, e depois ter o gel-de-banho gelado...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Das férias... - I

Parece que sim, que é verdade.

Os bilhetes de avião para a passagem de ano na Madeira já estão comprados. E eu mal posso esperar. Tenho imensa curiosidade de conhecer a Madeira. Sinto-me a trair a minha ilha, onde não vou há anos, mas surgiu esta hipótese de ir passar uma semana à Madeira, e  não podíamos dizer que não!

E o barco em que vamos velejar durante uma semana ao longo da costa da Croácia também já está sinalizado. E as passagens de avião vão ser compradas em breve, muito em breve. Vamos velejar, leia-se, vai alguém. Porque eu vou apanhar sol e dar mergulhos e tudo e tudo, menos velejar, que não sei o que isso é. Não sei dar nós xpto, nem tenho força para puxar as cordas e as velas, mas estou lá para dar apoio moral. Prometo que estou. Chega depressa Julho, chega....

E não me vou queixar mais do meu cansaço, do quão farta-fartinha estou, do quão desesperada estou por férias, e da necessidade urgente que sinto de sair daqui e espairecer. Não. Porque até posso nem ter mais férias este ano. Mas estas duas semanas vão valer por tudo. Se vão.

Mas vá, uma viagenzita a Londres, não conta... Vou em negócios, sim?  Em nome das colheres de café e outras preciosidades que tais, sim? Pode ser? Please? Please, please, please?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Das dietas e da Wii Fit...

Quem acha que fazer exercício na Wii Fit é o mesmo que nada, que o vá dizer aos meus gémeos. E que lhes diga que eles não podem estar a doer como estão. É o que dá estar tanto tempo parada.  Bem feita.

E bem feita também porque desde que comecei a dieta engordei. Foram só 200 gramas. Mas engordei. Mas isto não fica assim, não. Eu sou um bocado torta e agora fiquei terrivelmente irritada com a balança. Daqui até aos meus anos não como mais nada. Mais nada. Vou perder não só 200 gramas, como 500, 800, 1000 gramas. Vou, vou.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Porque não custa mesmo nada!...

O facto de se demorar quase três horas para conseguir alterar a morada na carta de condução tem as suas vantagens. A sério que tem. Temos de ver sempre o lado positivo das coisas.

Neste caso, o lado positivo foi que, depois de levantarmos o cartão do cidadão, e enquanto eu esperava pela minha vez para ser atendida para tratar da carta, o marido foi dar sangue.

Culpa minha. Eu, que sou terrivelmente manipuladora, e que já o tinha convencido a irmos ao Pulido Valente para se inscrever como dador de Medula Óssea, lá o convenci a ir dar sangue na unidade móvel que estava parada à porta da Loja do Cidadão. Já que eu não posso dar, tenho para mim que a minha missão é convencer quem pode, a dar. E lá disse que todos devíamos dar, que não custa nada, e que se algum dia alguém da família precisasse, todos nos íamos arrepender de não ter começado a dar mais cedo. Hoje pelos outros, amanhã por nós. E ele lá se mentalizou, mesmo com o pavor a agulhas e sangue e tudo. E deu sangue, pela primeira vez. E eu fiquei inchada de orgulho, e apetecia-me andar a dizer pela rua fora a toda a gente que o meu marido tinha dado sangue. E não só tinha sobrevivido, como não lhe tinha custado nada!

É que não custa mesmo nada! Eu sempre me habituei a ver o meu pai a dar sangue quatro vezes por ano. Teve direito a uma medalha entregue pelo Secretário de Estado da Saúde e tudo, pelas 75 doações! E eu sempre fiquei terrivelmente frustrada por não poder dar. Acho que é um desperdício. Eu com tanta vontade, e sem puder dar! E entristece-me que haja por aí tanta gente saudável que podia dar e não dão porque não querem saber. "Tenho medo", "Não gosto de agulhas", "Não tenho tempo", ... Balelas (palavra interessante, esta)! É fácil dizer-se que se tem medo de agulhas, mas se algum dia se precisar de uma transfusão de sangue, vai-se agradecer por nem todas as pessoas serem cobardes, e por terem esquecido o medo das agulhas, e terem dado sangue. Se eu fosse "presidenta", era obrigatório dar sangue. E tenho dito. 

Das minhas orelhas...

Hoje fala-se de orelhas. Das minhas orelhas. Isto anda cada dia melhor.

As minhas orelhas lembraram-se agora (depois de quase duas décadas a usar brincos) que era giro infectarem e fazerem uma reacção horrível de cada vez que uso brincos com menos pedigree. Eu sei que tenho sangue azul (só pode!) e que as meninas merecem tudo do bom e do melhor. Mas também sei que assim não pode ser. Será que, depois de velha, me deu para ganhar alergias a coisas a que nunca fui alérgica?

Lá ando eu com as minhas pérolas, que têm o espigão em ouro branco, dia sim, dia sim. Eu gosto de me ver de pérolas. Gosto muito, até. Mas qualquer dia chego a casa e outros 137 pares de brincos prepararam-me uma revolução!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dos Livros que eu leio e dos que quero ler e não posso...

Já acabei de ler A Tábua de Flandres. E gostei, gostei muito, até.

O livro fala de um quadro, de xadrez, de uma restauradora, de um antiquário, de uma dona de uma galeria, de um dono de uma leiloeira e de um jogador de xadrez. Melhor combinação era difícil, para mim! É um romance policial, cheio de mistérios e reviravoltas, que nos cativa e nos faz querer ler mais e mais. E no fim, o culpado não era o mordomo, não, era quem menos se esperava!

E eu gostava muito de já ter mais um livro deste autor para ler. Mas estou há duas semanas (duas!) à espera que os senhores da Bertrand me expliquem porque é que eu não consigo efectuar o pagamento da minha encomenda, com a referência que eles me deram. Segunda-feira vou mandar-lhes um e-mail, simpático e cordial, a explicar-lhes que ou se apressam, ou compro os livros em qualquer outra das dezenas de livrarias que existem neste país. (eu sou tão simpática e bem-disposta, não sou?)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Das pequenas coisas que alegram o meu dia...

Começar um longo dia de trabalho a comprar um par de sapatos, deixa-me logo mais animada! Fútil? Talvez. Mas se soubessem a dificuldade que é para mim conseguir encontrar sapatos que me sirvam!... De cada vez que consigo comprar uns sapatos é mesmo um marco histórico!

E como não tenho nada para fazer (tenho, mas não me apetece...), entretive-me a fazer uma sessão de fotos!


E logo há um jantar de Carnaval em casa do meu irmão e algo me diz que estes meninos vão já nos meus pés de cinderela!

E agora vou ali trabalhar um bocadinho. Mas só um bocadinho, que eu já cheguei à conclusão de que quanto mais trabalho e mais depressa, mais exigem de mim e mais tarefas me dão. E eu já entrei em modo contagem decrescente. 34 dias de trabalho é o que me falta. Trinta e quatro.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

É desta que me internam...

Eu tenho medo sempre que entro no Country Life e a minha ovelha olha para mim com os seus olhos esbugalhados...


E eu até gosto de ovelhas...

Do Facebook...

O facebook. Essa maravilha da tecnologia do século XXI (ou será do XX?).

O facebook é um mundo. Ou melhor, o mundo é o facebook. Encontramos lá tudo e todos. E é por isto mesmo que certas coisas me fazem uma certa confusão.

Não percebo bem porque é que certas pessoas insistem em colocar no facebook certas fotografias que seriam dignas de qualquer edição da Playboy, FHM, ou do equivalente na versão revista feminina (que eu não sei qual é, confesso). Acho que as pessoas ainda não se capacitaram que o facebook é mesmo o mundo.

Vejamos. Eu tenho no facebook como amigos: o meu pai, a minha mãe, os meus irmãos (os que aderiram), uns quantos familiares meus e do marido, amigos, amigos que não vejo há anos, a senhora que foi minha ama quando eu tinha 1 ou 2 anos e a sua filha, alguns conterrâneos, e muitos outros. Não é que eu tenha muitos amigos, que não tenho. Mas são de proveniências variadas. E tenho também no meu grupo de amigos a minha entidade empregadora. Dito isto, será que fazia sentido eu pôr fotos minhas em micro-bikinis? em poses sensuais? a mostrar a minha tatuagem? a mostrar aquela vez em que estava ligeiramente embriagada e fiz um disparate qualquer?

As pessoas não se capacitam, não. O que não falta são artigos na Sábado e na Visão (e noutros, desculpem não mencionar todos os títulos da imprensa nacional, e estrangeira, já agora) sobre as contratações online, usando aplicações como o facebook. E sobre os despedimentos. E sobre os divórcios. E tudo e mais alguma coisa. Com meia dúzia de cliques no facebook descobrimos tudo sobre alguém. As coisas boas e as más. E será que vale a pena expormos assim a nossa vida? Eu acho que não.

Só lá coloquei uma foto, e foi do meu bouquet do casamento. Nem sequer apareço eu. A minha mãe emprestada pôs lá uma foto em que eu e os manos todos aparecemos. E apeteceu-me refilar com ela. Mas pronto, ela quer mostrar os lindos filhos que tem, e eu até estava bem gira e bem vestida na foto, e nem lhe disse nada. Mas não me estou a ver a colocar fotos minhas. Não quero. Não quero que pessoas que não conheço de lado nenhum andem a "bisbilhotar" a minha vida.

Por isso é que tenho um blogue onde assino "Agridoce" e não Micaela Francisca dos Santos. E mesmo assim, tenho algum receio. Tenho receio porque já recebi o meu primeiro comentário anónimo (já lancei os confettis! Sim, porque os comentários anónimos são sempre um marco importante na vida de um blogue). Tenho receio porque me assusta não saber quem está do outro lado a ler. Apeteceu-me encerrar este blogue e abrir um novo. Do zero. Eu só escrevo disparates. Só. Se quem me conhece os lesse, ia achar que eu era louca. E talvez seja, mas os outros não precisam de o saber. Sou tão mais feliz se viver no meu anonimatozinho. Sou tão mais feliz se quem me lê não me conhece, e se quem me conhece, não me lê. Durante anos e anos escrevi por outras paragens, e ninguém me conhecia. E eu era feliz. A partir do momento em que sei que estou a ser lida por alguém que me conhece, é como se fosse castrada. Não consigo escrever o mesmo. Não consigo dizer tudo o que penso. Não consigo. E isso irrita-me profundamente. Porque eu preciso desesperadamente de escrever. Preciso. É a minha forma de exorcizar os meus problemas. E estou a entrar numa fase em que preciso de escrever. Preciso de escrever muito, muito. E não posso. E isso, como disse, irrita-me.

E assim se prova que eu sou louca varrida. Começo no Facebook e nas fotos impróprias, e acabo com dúvidas existenciais sobre o manter (ou não) este blogue. Mas sim, vou mantê-lo. Acho é que vou ponderar seriamente começar a escrever noutro. Onde possa ser mais eu.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Das constatações...

Acho que estou a um passo de chegar ao meu limite de saturação. A um passo. One tiny little baby step.

Hoje um cliente, que nunca me tinha visto, depois de meia dúzia de frases, diz-me qualquer coisa como: "Sabe, não vale a pena estarmos enervados, não vai resolver os problemas. Hoje em dia, as pessoas andam muito stressadas, mas olhe que não vale a pena, os problemas continuam lá."

Eu sorri e balbuciei qualquer coisa. Será que estou com tão má cara que um estranho olha para mim e percebe que eu não estou bem? Bom, bom, era que o chefe percebesse isso também. E não, não estou bem. E quem não está bem, já se sabe, muda-se. Faltam 35 dias. Trinta e cinco.

The things I dislike... - II

Conduzir.

Não gosto de conduzir. Não gosto.

Conduzir é, para mim, um mal necessário. Dispensava ter que me enfiar no carro para vir trabalhar. Dispensava ter que me enfiar no carro parar me deslocar de uns sítios para os outros. Sim, há os transportes públicos. Mas vão lá viver para onde eu vivo e depois falem-me em transportes públicos. Até para ir até ao metro (que utilizo, por vezes, para ir para o emprego nº1), eu tenho de pegar no carro.

E não gosto. Há aquelas pessoas para quem conduzir é um dos prazeres da vida. Para mim, certamente, não é. É unicamente algo que eu tenho de fazer. E faço, pois que remédio.

Mas (lá vem o meu amigo "mas")... Há excepções! Há carros que me dão um certo gozo conduzir. Mas conduzir pelo prazer de conduzir apenas. Acelerar, travar, fazer curvas apertadas. Conduzir por conduzir. Não porque tenho de ir para o trabalho e tenho de enfrentar o trânsito do centro de Lisboa. E são só alguns carros, obviamente. O meu carro, vá lá, é pequenino e velhinho, mas como já não tem o seu motor original e tem um mais potente, acaba por se prestar a uma condução mais agressiva/desportiva, a que eu acho uma certa piada quando alguns panhonhas com grandes carrões entendem que o meu carro não vale nada e tentam mostrar que o carro deles é que é. E depois há os Porsches, há o carro do meu pai (não que ele já me tenha deixado conduzi-lo, mas nos meus sonhos dá um gozo bestial conduzi-lo, e quando ando ao lado dele, percebo a adrenalina da coisa), e há outros que tais. Um dia, gostava de me enfiar num autódromo com um carrão e acelerar até não poder mais. Isso sim, tinha piada. Agora conduzir no dia-a-dia no meio de gente doida, não obrigada.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Das curiosidades... - I

Eu gostava de saber porque é que os meus comentários não aparecem no meu próprio blogue. Gostava. É cá uma curiosidade que eu tenho. Eu, simpática e querida e fofa, respondo aos comentários que me deixam, e quando dou por isso, não há comentários para ninguém!...

Será que o meu blogue ganhou vida e está a auto-censurar-se, censurando-me a mim no processo?...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Das colheres de café...


Ei-las, finalmente, as minhas lindas e maravilhosas e espectaculares colheres de café! São em prata inglesa, de Sheffield, e são de 1932. E eu adoro-as! E adoro-as tanto que já vêm mais seis a caminho!




A qualidade das fotos é que não lhes faz justiça, coitadas... Mas a fotografia não é o meu forte!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Da noite de Sábado...

A noite de Sábado foi mais uma noite de teatro, no Teatro Nacional D. Maria II. Desta vez, a peça eleita foi Blackbird, de David Harrower, com encenação de Tiago Guedes, e com Miguel Guilherme e Isabel Abreu nos papéis principais.



Gostei, mas não adorei. Estava à espera de mais. Já tinha visto a peça de estreia do Tiago Guedes, The Pillowman, e estava à espera de algo ao mesmo nível. Mas claro, isso era pedir demais, já que The Pillowman foi das melhores peças que já vi em teatro, e a única que, com toda a certeza, gostaria de rever. A peça é interessante, as representações são muito boas, e o tema, polémico, consegue cativar-nos. Nesta peça, assistimos ao reencontro, após 15 anos, de um homem e uma mulher que se relacionaram quando ela tinha apenas 12 anos. Cada um interpreta à sua maneira esta história: foi abuso sexual? foi amor? de quem foi a culpa? É uma peça forte, violenta, pesada. Tem pequenos momentos cómicos, mas não é uma peça para nos divertir, é uma peça para nos fazer pensar. Não adorei, nem é daquelas peças que eu vá dizer a toda a gente para irem ver, mas também não posso dizer que não tenha gostado ou que foi tempo perdido. Valeu a pena para ver o Miguel Guilherme e a Isabel Abreu em palco. Diz quem sabe, que desde que ela se magoou (em cena), a qualidade da peça baixou um bocadinho de nível. Talvez. Talvez tenha sido por isso. Talvez não.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Das remodelações...

E porque este é um blogue poliglota, a linguagem de hoje é a da decoração.

Sexta-feira dediquei-me à casa-de-banho. Infelizmente, uma das paredes da nossa casa-de-banho estava cheia de buracos (não, não foram feitos por nós). Eu já andava há imenso tempo a dar voltas à cabeça para tentar tapar os malditos buracos. Já me tinha decidido por colocar umas molduras a tapá-los, mas não me conseguia decidir quanto às imagens/fotografias a utilizar. Já em desespero, comprei umas molduras e uns postais na IKEA. E deu nisto...

Antes:


Depois:


Agora, em vez de buracos, temos uns patinhos a olhar para nós! Não é a minha ideia de solução perfeita, mas, pelo menos, já não tenho de olhar para os buracos todos os dias, e os meus patinhos são muito simpáticos!

A dona Lady esteve sempre no seu poiso favorito, a controlar o processo e a certificar-se de que eu fazia tudo como devia ser:



E a propósito dos patinhos, aqui fica uma música que acho o máximo. Não consigo deixar de sorrir de cada vez que a ouço! Adoro a música, a letra, e agora o vídeo. Bons velhos tempos de Rua Sésamo!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Das coisas que me chocam... - II

Andava eu a actualizar-me quanto ao que se passa no país e no mundo, quando me deparo com uma entrevista sobre o suicídio e, mais concretamente, sobre o suicídio no trabalho. Vale a pena ler e parar para pensar um bocadinho no rumo que estamos a tomar nas nossas vidas.

Mas houve algo que me chocou profundamente e que eu acho que é digno de um dia das mentiras antecipado (só pode!).

Uma formação para o assédio?

Exactamente. Há estágios para aprenderem essas técnicas. Posso contar, por exemplo, o caso de um estágio de formação em França em que, no início, cada um dos 15 participantes, todos eles quadros superiores, recebeu um gatinho. O estágio durou uma semana e, durante essa semana, cada participante tinha de tomar conta do seu gatinho. Como é óbvio, as pessoas afeiçoaram-se ao seu gato, cada um falava do seu gato durante as reuniões, etc.. E, no fim do estágio, o director do estágio deu a todos a ordem de… matar o seu gato.
Está a descrever um cenário totalmente nazi...
Só que aqui ninguém estava a apontar uma espingarda à cabeça de ninguém para o obrigar a matar o gato. Seja como for, um dos participantes, uma mulher, adoeceu. Teve uma descompensação aguda e eu tive de tratá-la – foi assim que soube do caso. Mas os outros 14 mataram os seus gatos. O estágio era para aprender a ser impiedoso, uma aprendizagem do assédio.

Penso que há bastantes empresas que recorrem a este tipo de formação – muitas empresas cujos quadros, responsáveis de recursos humanos, etc., são ensinados a comportar-se dessa maneira.


Digam-me que o senhor estava a mentir. Digam-me que não é possível termos chegado a este ponto. Digam-me que o ser humano não chegou a um ponto em que mata os animais domésticos (os outros sempre matou) só para marcar um ponto de vista. Digam-me qualquer coisa. Porque, se é assim que vivemos, quem tem vontade de ir ali cortar os pulsos sou eu. Não quero viver num mundo assim. Não quero.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Das coisas que eu gostava de ter... - I


Eu quero. E eu até preciso. E eu até faço anos este mês. Agora só me falta convencer alguém a oferecer-ma.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Das resoluções com um mês de atraso...

Hoje comecei a fazer dieta. Já devia ter sido em Janeiro, já, mas não foi. E é hoje.

Não é que eu esteja gorda. Que não estou. Mas não me sinto bem. Se me perguntarem quanto peso, não sei. Não é mesmo uma questão de kilos, é uma questão de não me sentir bem. Por isso, toca a fechar a boca, que é a melhor maneira de emagrecer!

Acabaram-se os doces, as bolachas, os aperitivos, e porcarias afins, que não são mais do que bombas calóricas, sem qualquer interesse nutritivo. Venham as sopas e as frutas! E muita água, intercalada com muito chá. É sobretudo, uma questão de comer melhor. Claro que o meu horário não ajuda, mas vou arranjar forma de combater isso.

E claro que não basta comer melhor, há que levantar o rabo da cadeira e mexer-me. Amanhã quero ver se ligo outra vez a Wii Fit e começo a fazer qualquer coisa, nem que seja meia-hora de step por dia. E pode ser que convença alguém a ir fazer umas caminhadas para a Expo duas vezes por semana. A ver vamos.

Quando tiver atingido o meu objectivo (que ainda não sei qual é, mas amanhã logo conferencio com o meu personal trainer da Wii Fit), venho aqui anunciar ao mundo!

The things I like... - II

Livros.


Gosto de livros. Podia dar-me para pior, não?

Sempre li muito. Muito, muito. Quando era pequena, e ainda na primária, devorava livros atrás de livros. Nunca me vou esquecer daquela que foi, para mim, uma das melhores prendas de aniversário de sempre: quando fiz dez anos, o meu pai ofereceu-me uma caixa cheia de livros. Era uma caixa daquelas que trazem as resmas de papel para as fotocopiadoras/impressoras, e estava cheia de livros da Enid Blyton. E eu adorei. E não descansei enquanto não os li todos. E não, eu não era uma nerd que passava a vida agarrada aos livros. Eu sou do tempo em que íamos brincar para a rua, em que fazíamos guerras de balões de água, e adorava passar horas a desenhar (dividia-me entre os vestidos para as Barbies e as plantas de casas), e desde cedo comecei a ficar colada ao computador (tínhamos um Amiga, com jogos que hoje dariam medo a qualquer criança/adolescente). Mas eu gostava mesmo de ler. E gostava de ter os meus livros arrumadinhos e ficar a olhar para eles.

Acho que hei-de estar eternamente grata ao meu pai por ter incutido em mim este gosto pela leitura e pelos livros. Sempre vivi rodeada de livros e não conheço ninguém que leia mais livros do que o meu pai. Só me chateia ele estar a entrar numa fase em que se quer desfazer dos livros porque diz que já tem muitos e que o futuro está nos e-books.

Acredito que sim, que esteja. Mas eu gosto dos meus livros de papel. Gosto muito. E uma das coisas que eu sabia, desde o início, que queria ter lá em casa eram estantes fechadas com portas de vidro para arrumar e proteger os meus livros. Podia não saber mais nada, mas isso era garantido. E agora gosto tanto de olhar para as minhas estantes e vê-los lá arrumadinhos!

Gosto de livros, de os ler, de os ver, de os tocar. Houve uma altura em que pensei fazer uma pós-graduação em Arquivística ou Biblioteconomia. Depois passou-me. E também pensei em fazer um mestrado em Paleografia. E também me passou, mas a vontade continua aqui. É difícil para as outras pessoas perceberem isto, mas dá um gozo tão grande ler o que alguém escreveu há quinhentos anos atrás. O meu problema é que gosto de tanta coisa, de tantas áreas diferentes. Mas, seja qual for a área, os livros estão e estarão sempre presentes.

Mas... Há sempre um "mas" (já se sabe!)... Esta paixão tem um problema. Eu, shopaholic me confesso, já gastei mais de uma centena de euros em livros este mês. Para uns é muito, para outros não é nada. Para mim, já é qualquer coisa. Mas a verdade é que me podia mesmo dar para pior, não? Vendo bem, se calhar há quem gaste este dinheiro por mês em tabaco. Eu gasto em livros. Podia dar-me para comprar umas calças da Salsa, ou uma mala da Guess, mas deu-me para comprar livros. Pesa-me a consciência, mas vai-me saber tão bem lê-los todinhos. Não é um pecado muito grande, pois não? Eu acho que não. E tento convencer-me que não. E que não tenho um problema de consumismo. São livros! Que mal é que tem?

É que eu gosto mesmo de livros.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Das Descobertas...

Ontem descobri que a Cacao Sampaka também vende chás. E hoje estou aqui a deliciar-me com um Rooibos com Baunilha. A dificuldade é mesmo escolher quais comprar a seguir...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Guilty pleasures...

Estou aqui a deliciar-me com uma coisa destas:


E está a saber-me tão bem...

Do fim-de-semana... - II

Antes de mais, tenho sono. Tenho sono e comecei o dia a deixar cair o meu termo, e agora ele tem qualquer coisa lá dentro a chocalhar. Não é um bom presságio, não.

Sábado tive mais uma prova de que vivemos num país de gente doida. Assim ao estilo República das Bananas. Saí do trabalho, após nove longas horas, passei no supermercado para comprar meia dúzia de coisas, e meto-me no carro em modo acelera porque ainda tinha um jantar inteiro para preparar para seis pessoas. Chego ao Eixo Norte-Sul e está tudo parado. Dez minutos depois, chego à saída para a 2ª Circular e o que é que eu vejo? 2ª Circular cortada. Cortada. A moda deve ter pegado com a CREL. Mas quem é que se lembra de cortar o trânsito na 2ª Circular? Não acho normal, não.  

Mas lá cheguei a casa e fiz, em tempo recorde graças à Bimby, um bacalhau com natas e um leite creme. O leite creme da Bimby é, para mim, qualquer coisa de divinal. Já o tinha comido muitas vezes, mas só ontem o fiz pela primeira vez. E é tão fácil e tão bom, que merece o lugar da minha sobremesa favorita se tivermos em conta o tempo de preparação/custos/prazer a comer. Nada bate o meu cheesecake, mas 12 minutos? Doze? Meter tudo lá para dentro, carregar nos botões e 12 minutos depois temos uma sobremesa feita? É por isto. É por isto que a Bimby vale os euros todos.

E posto isto, já estamos em Fevereiro. Fevereiro é o meu mês preferido. É um mês pequenino. É o mês em que eu, supostamente, faço anos (este ano é só mesmo supostamente). E é o penúltimo mês do meu estágio. Faltam só 28 dias para eu poder dizer: este mês acaba-se isto. E é tão bom! Só pedia mesmo um bocadinho de sol na próxima semana, pode ser? Vou ter dois dias seguidos sem trabalho, o que já não acontece desde Outubro, e sabia mesmo bem ir para a Quinta aproveitar um solinho! Sim?