sábado, 30 de janeiro de 2010

Porquê Agridoce?

O amor é agridoce.

Suficientemente agre para não poder dizer que é doce. Suficientemente doce para querer continuar a prová-lo, a pretexto de, um dia, conseguir dizer o que é.

A palavra agridoce resolve o problema como um analgésico resolve a gripe: esconde os sintomas. Agridoce quer definir a indefinição.

E nem sequer há um traço a separar o agre do doce, para avisar que se tratam de duas coisas opostas.

Em vez disso, junta-as discreta e irresponsavelmente, o fiozinho vermelho e o fiozinho preto…

O resultado varia com as pessoas: há quem apenas queime um fusível e resolva o problema substituindo-o por outro. Há quem queime a instalação toda e tenha que deitar a casa abaixo para a reparar. E, claro, há quem não tenha tensão suficiente para faiscar, sequer.

Enfim, o amor é um grandessíssimo curto-circuito.


(do álbum "Do Amor Y Outros Demónios", da banda com o mesmo nome)


É por isto. Um dia talvez, só talvez, deixe aqui a explicação alargada. Hoje, não me apetece voltar ao passado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Dos apetites e das novidades aqui no T0...

Apetece-me comer um daqueles bolos altamente gordurosos, cheios de açúcar e creme. Apetece-me. Pronto. E não, não estou com desejos de grávia. Estou com desejos, só isso.

Mesmo sabendo que o meu estômago não ia achar piadinha nenhuma. Mas apetece-me.

E enquanto tento (será em vão?) lutar contra estes apetites, adicionei mais um trambolho ali ao lado ------>
Além do candeeiro, da caixa da pílula, de um gancho perdido e de livros já lidos, também tenho aqueles que ali se encontram, na minha mesa-de-cabeceira. (até é mentira, porque o A Tábua de Flandres está aqui ao meu lado a olhar para mim, que eu não me consigo separar dele enquanto não o acabar)

Um dia, mais ou menos longínquo, gostava de escrever sobre os livros que vou lendo, em jeito de crítica literária de quem percebe muito do assunto (ou não). Para já, contento-me com o enunciar dos seus títulos e respectivos autores.

Do momento cultural da semana...

No fim-de-semana assisti a mais um espectáculo de bailado contemporâneo português. Quase que me convenciam (ou enganavam) nos primeiros minutos da primeira peça, mas rapidamente percebi que a minha opinião se vai manter inalterada durante mais uns tempos. Nunca mais chega Junho e o bailado a sério!...

Ainda no fim-de-semana, vi o filme "O Mistério da Estrada de Sintra", que ainda não tinha visto, e gostei. Gostei mesmo. E eu que sou sempre céptica em relação ao cinema português (são muitos anos a ir ao cinema ouvir falar inglês)! Mas o filme está bem feito, com pormenores interessantes, com boas representações, e consegue cativar a nossa atenção. Fiquei com vontade de dar o benefício da dúvida a mais alguns filmes portugueses.

E ontem, para começar bem a semana, fui ver o Avatar, na versão 3D. A primeira coisa a dizer é que adormeci. E dizer isso é dizer muito. Claro que o facto de na noite anterior ter dormido muito pouco, ter trabalhado 9 horas e ter ido à sessão da meia-noite, não ajudou. Mas, de qualquer forma, o filme era um bocadinho longo de mais. Se tivesse só duas horas em vez de duas horas e quarenta, eu ficava agradecida. Muito agradecida! Mas o filme é muito bom, muito bem feito, com uma criatividade que roça a genialidade, com efeitos espectaculares e com uma história que, não sendo nova, nos puxa um bocadinho para a terra e nos faz pensar que isto não é tudo nosso e que devíamos ter mais respeito pelo que nos rodeia. É um daqueles filmes que vai ficar sempre na história do cinema, e merece.

The things I dislike... - I

Pessoas pessimistas.



Não gosto de pessoas pessimistas. Tenho imensa dificuldade em suportá-las. Num primeiro contacto, ainda tento dar a volta à conversa, tentar mostrar o lado positivo das coisas, mostrar que podemos ser mais optimistas, que nem tudo é mau, que nem tudo corre sempre mal. Mas num segundo, num terceiro, num vigésimo contacto, já não tenho paciência. Não tenho. Não sou, mas apetece-me ser mal-educada e dizer às pessoas que se vão atirar de uma ponte, se acham que é tudo tão mau e que vai correr sempre tudo mal.

Não consigo compreender o que é que as pessoas ganham em ser assim. Palavra que não. Todos nós temos momentos melhores e piores. E todos (ou quase) já tivémos algum momento na nossa vida em que não era fácil ver o sol e acreditar que as coisas iam melhorar. Isto é normal e legítimo. Mas pessoas que sistematicamente nos dizem, quando nos despedimos delas ou quando falamos num qualquer evento futuro: "se eu não morrer até lá...". Não é normal, e não há paciência. Uma vez, duas vezes, trinta vezes, a mesma coisa repetida até à exaustão. Ou quando numa qualquer situação uma pessoa tem pareceres de três especialistas diferentes e mesmo assim teima que ela (que não é especialista) é que sabe, e que vai correr tudo mal, e que isto nunca se sabe, ... Mas será que alguém vive mais feliz assim?

Eu chego a um ponto em que já não sei lidar com pessoas assim. Já experimentei dar-lhes razão (sempre disseram que não se discute com loucos), já experimentei tentar explicar as coisas com racionalidade, já experimentei brincar com as situações. Nada vale a pena.


Eu sei que não é fácil, mas a vida torna-se tão mais leve quando somos optimistas! Não precisamos de viver todos no mundo cor-de-rosa das fadas e dos póneis, mas podemos tentar acreditar que o mundo pode ser melhor, que a nossa vida pode ser melhor, que podemos ser felizes. Digo eu, não sei. Para mim é mais fácil sair da cama se pensar nas coisas boas que me vão acontecer nesse dia, do que se só pensar nas más. Porque todos temos coisas más (menos boas, vá) na nossa vida. Não podemos é viver em torno delas.


E mais, estas pessoazinhas pessimistas, deviam perder um bocadinho do seu tempo a olhar menos para os seus botões, e a lembrarem-se de que há pessoas que, efectivamente, têm razões para ser pessimistas. Pessoas com verdadeiros problemas e sem grande razão para sorrir. Pessoas para quem é uma ofensa a desconsideração que estas pessoazinhas tem para com a vida. Mas essas pessoas, curiosamente, são muitas vezes as mais opimistas!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Das decisões... - I

Já estou praticamente decidida a não continuar no mesmo sítio quando o estágio terminar. E só não digo que estou totalmente decidida, porque não sei bem o que me vão dizer e oferecer quando o estágio terminar. Mas, sabendo eu o que a casa gasta, sei que não me vão oferecer condições suficientemente interessantes para que eu tenha vontade de por aqui continuar. E, assim sendo, pego nas minhas coisinhas e vou à procura de algo melhor.

O estágio termina daqui a dois meses e seis dias. Duas ou três semanas antes do seu fim vou começar a mandar cartas de apresentação e CVs para todos os sítios de que me lembrar (incluíndo para o MNAA, que o Prof. Pimentel já foi oficialmente nomeado seu director). Sei que não vai ser fácil, mas não estou particularmente preocupada. Tenho o emprego nº2, onde posso começar a trabalhar mais, assim que tiver mais disponibilidade, e posso, finalmente, ter tempo livre para me dedicar a estudar, a aprender, a participar em formações, conferências e afins. Claro que o dinheiro no fim do mês dava muito jeito, mas também não sou pessoa de ficar parada e sei que, seja na minha área ou não, vou arranjar outra coisa qualquer rapidamente, ou vou dedicar-me ao emprego nº2 a tempo inteiro. Em último caso, posso dedicar-me unicamente aos estudos durante uns tempos, e viver daquilo que andei a amealhar nos últimos anos. Há sempre uma solução!

Estou confiante e optimista, o que já não é mau.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Das novidades... - IV


Esta notícia, ainda não confirmada, deixa-me assim a modos que sem reacção. Honestamente, e se me pedirem a minha opinião (se não pedirem, eu dou na mesma) não sei bem o que pensar se isto, efectivamente, se confirmar.

O Prof. Pimentel foi meu professor em algumas cadeiras ao longo do curso, e era o director do Instituto de História da Arte da FLUC enquanto por lá andei. Tinha qualidades e defeitos, como todos os professores/directores/investigadores. Apesar de algumas coisas menos boas quanto ao seu papel enquanto professor, acho que tem tudo para fazer um bom trabalho como director. No IHA, pelo menos, conseguiu fazê-lo. Ele tem carisma, tem vontade, tem iniciativa, gosta de aparecer, de falar, de dar a conhecer. E é disto tudo que o MNAA precisa, para se afirmar como o maior museu de Portugal. Mas não vai ser fácil, claro. Tal como todos os outros museus portugueses, o MNAA tem problemas graves a nível estrutural e financeiro. Vamos ver se o Prof. Pimentel consegue arranjar soluções reais, e fazer do MNAA, um museu melhor.

E como ele sempre nos disse que um historiador tem de ter lata, eu acho que vou ter lata para, caso ele tome posse, mandar-lhe uma cartinha a dizer que se precisar de alguém para trabalhar, tem aqui uma excelente ex-aluna à disposição. Uma ex-aluna que já estagiou no MNAA e tudo. E que teve um belo 18 na última cadeira que teve com ele. É só vantagens! (puxem-me para a terra porque trabalhar no MNAA era O sonho!)

Da vida que levamos...

Hoje gostava de me meter num avião e ir para um sítio qualquer longe daqui. Bem longe. Ir sem olhar para trás, sem pensar muito. Virar as costas e esquecer o que cá fica.

Mas sou demasiado cobarde para isso. Sou fraca. Sou daquelas pessoas sobre quem os outros se perguntam porque não fazem nada para mudar de vida. É tão fácil falar sobre a vida dos outros. É tão mais difícil viver a nossa.

Eu sei que disse que não me ia queixar mais. Isto não é um queixume. É uma constatação de factos. É um despejar de ideias soltas, de desejos, de vontades.

Gostava de encontrar em mim força suficiente para bater o pé e partir. Porque não quero mais estar aqui. Não quero. Não quero. Quero mais, quero melhor. E eu mereço mais. Eu mereço melhor. Só preciso de encontrar forças para lutar por isso.

Nos entretantos, vou pensando, pensando muito. Pensando na grande decisão que tenho de tomar. Estúpida que sou, já sei que vou optar pelo mais fácil. Não pelo melhor, mas pelo mais fácil. Foi sempre assim. Mas nunca é tarde para mudar.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Já que não me posso queixar...

Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há

(...)

Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu que eu fico assim
Hoje não me recomendo

(...)

Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim

(...)



Do grande Rui Veloso...

Das mensagens...

É sempre bom recebermos uma mensagem a dizer "Ola.. Estas boa?", respondermos a pedir desculpa e a dizer que não conhecemos o número, e não nos dizerem mais nada. Parece que tenho 15 anos outra vez. Giro.

Das crianças que não pediram para nascer..

Daqui a dois meses, mais coisa menos coisa, já devo ser tia. Tia. Eu? Tia? Não encaixa. Já fui tia que chegue durante uma certa fase da minha adolescência. Depois passou-me.

Não estou particularmente entusiasmada, mas já dei comigo a entrar numa loja de roupas para bebés, o que foi algo de muito surreal. Acho que não estou delirante com a ideia por duas razões: em primeiro lugar, porque nunca concordei com esta gravidez; em segundo lugar, porque quem está grávida não é a P., mas sim a L. Se fosse a P., seria diferente. Por tudo, porque eles podem, porque eles têm condições (a todos os níveis) para isso, porque estão mais próximos de nós (a P. até trabalha connosco no emprego nº2), por mil e uma coisas mais. Mas, em derradeira análise, porque, por mais que queiramos, e por mais anos que passem, eu não olho para os meus dois irmãos da mesma forma. É impossível. O meu irmão mais velho é filho da minha mãe e do meu pai. Foi com ele que eu cresci toda a vida, foi com ele que brinquei, chorei, ri, dei e levei tareia. E o meu irmão mais novo é filho da minha madrasta e acabámos por não viver muito tempo juntos. Vivemos dois ou três anos juntos, até eu ir para Coimbra, e depois quando eu voltei, já ele tinha ido para o Algarve. Mesmo com a F. e a B. acabo por ter uma relação mais de irmãs, porque convivemos muito mais, porque somos todas meninas, porque vivemos muito mais tempo juntas. O G. foi para o Algarve e, inevitavelmente, acabamos por nos ver somente 3 ou 4 vezes por ano. Talvez seja por isto que eu não esteja tão desejosa de conhecer a minha sobrinha, porque não tenho acompanhado de perto a vida deles e a gravidez.

Por isso e porque, como já referi, não concordo com a gravidez. Já o disse aqui há uns meses. Não acho que se deva ter filhos só porque sim. Nem se deve nem se pode. Não falamos de brinquedos, carros, casas. Falamos de um ser vivo, uma criança, que não pediu para nascer e que não tem culpa nenhuma dos pais que tem. Bolas! Para quê? Qual é a necessidade? Eles são tão novos, têm uma vida toda para ter filhos. Eu sei que não devemos falar como se estivéssemos no lugar dos outros (isto em inglês soava melhor), e que só passando pelas situações, saberíamos o que faríamos. Falar é fácil, eu sei, eu sei essas coisas todas. Mas, mesmo assim, há situações em que não podemos arriscar o passar por elas para ver se corre bem. Esta é uma situação que eu acho, no fundo, que não vai correr bem. Achamos todos, na verdade. Mas eles não entendem, não pensam, ou não querem saber. Eu tenho a certeza que o meu irmão vai fazer tudo para dar o melhor à criança que aí vem, mesmo que isso implique ter três empregos e não dormir. Mas qual é a criança que precisa de um pai com três empregos? Ele pode comprar-lhe as melhoras roupas e levá-la aos melhores médicos (e eu sei que se vai esforçar por isso), mas se ele não tiver tempo para estar com ela, de que é que isso vai servir? Eu também sei que é fácil culpá-la só a ela, e não culpar o meu irmão. A verdade é que têm os dois culpa, e ele tem culpa sobretudo por ser tolinho e por se deixar manipular por ela. Mas ele não tem culpa de ser estupidamente carente e de se agarrar a alguém só porque esse alguém lhe dá os mimos e a atençao de que ele precisa. Mas isso não chega. Mais cedo ou mais tarde, isso não vai chegar. E vamos ter mais uma criança que vai viver sem ter os pais juntos.

Cada vez menos sei se algum dia quererei ter filhos. Há dias em que acho que sim. Há dias em que acho que não. Mas uma coisa é certa: só vou ter filhos se puder mesmo tê-los. E quando digo se puder, incluo ter dinheiro, ter saúde, ter uma casa nossa, não ter dois empregos, ter estabilidade emocional e ter disponibilidade a todos os níveis. E não sei se algum dia conseguirei reunir todas estas condições. Bom, a bem dizer, só me falta o não ter dois empregos, o que vai acontecer já no fim de Março. Isso e a estabilidade emocional, que não tenho. Eu vou ser daquelas que quando marcar a primeira consulta para o GO para começar a pensar em engravidar, marca também logo consulta para o Psi. Just in case.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

The things I like... - I

Tinha de inaugurar esta nova "crónica" com algo de que gosto mesmo muito e que tem um lugar cativo na minha vida.

O chá. Eu adoro chá. Sou viciada em chá. Chá de todos os tipos e de todos os sabores. Chás caros, chás baratos, chás de todas as marcas, chás em saqueta, em caixas ou em folhas. Chá mesmo chá (da planta do chá) ou as tisanas, a que acabamos por chamar também chá. Tenho chá preto, verde, encarnado, branco, de frutos, de folhas, de chocolate. É só dizer, e eu tenho. Já passei por fases em que me proíbia a mim mesma de comprar mais chás, por já ter tantos. Mas claro que, de vez em quando, não resisto a mais uns. Neste momento, tenho à volta de 40 variedades. Parece muito? Mas não é. Ainda hoje de manhã (enquanto escolhia o chá para hoje) cheguei à conclusão que me estão a faltar 2 ou 3 daqueles essenciais.

É que beber chá não é bem como beber café. Beber chá é todo um ritual. É um processo lento e que deve ser apreciado. E, depois, com tanta variedade de chás, temos de escolher o ideal para cada momento. De manhã, gosto de chás verdes ou pretos, que me ajudam a suprir a falta de cafeína (o meu estômago não permite que eu beba café). Depois, há as infusões de frutas, que gosto de beber depois de jantar, ou beber geladas no Verão, e, aqui, a variedade é imensa. E ainda há as mais tradicionais: menta, cidreira, tília, etc. Estas bebo mais quando quero que o estômago se acalme. E também há a versão descafeinada, para quando quero um chá forte, mas sem teína. O problema é mesmo escolher!...

Mas (e há sempre um mas...) há um que não consigo beber: chá de camomila. Não consigo. Dá-me vómitos. São traumas de infância que eu ainda não consegui superar. Mas tirando este, bebo todo e qualquer chá. Uns gosto mais, outros gosto menos. Mas bebo todos! E o grande eleito de hoje foi o chá  a que eu chamo Chá de After Eight, porque é chá preto com chocolate e menta. Di-vi-nal.

Do ontem... - I

Podia vir aqui queixar-me do dia de ontem, mas não o vou fazer. De hoje em diante, sempre que quiser queixar-me de alguma coisa, vou obrigar-me a mim mesma a escrever qualquer coisa positiva. Bolas! Há tanta gente com problemas tão mais sérios que os meus, com vidas tão mais complicadas. Vou parar de ser queixinhas e vou rodear-me de coisas positivas. Ou, pelo menos, vou tentar.

E, assim sendo, do dia de ontem o que tenho a dizer é que vi o meu maestro preferido. É giro, é simpático, é tudo e tudo e tudo. E isso alegra qualquer dia mais complicado!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Do meu novo amigo...

Ontem fui à IKEA. E fui muito decidida a comprar tapetes, e candeeiros, e molduras, e mais mil e uma coisas. Ia muito decidida a comprar todas aquelas coisas que, não sendo essenciais, dão jeito para compôr o visual de uma casa. E lá fui eu. E lá andei eu. E não comprei nada dissso!... Comprei umas coisitas, como tupperwares (interessante!), facas, velas, e pouco mais. Mas (toquem os tambores, sff)...

Trouxe um novo amigo:



Um termo! A imagem não lhe faz justiça: é giro, giro, com riscas castanhas e cor-de-rosa. Muito eu! E para que é que eu quero um termo (essa coisa que se usava no tempo dos nosso avós...)? Para trazer para o trabalho, pois claro! Eu morro de frio no meu emprego nº1. Morro. E não há nada mais reconfortante do que chegar aqui e pegar no meu termo fashion, e servir um chá quentinho. Pindérica? Sim! Mas muito mais quentinha e feliz!

E pronto, aqui estou eu hoje, a beber o meu chá! E amanhã, para o emprego nº2, também o vou levar. E já sei que o marido vai gozar comigo, mas não quero saber. Vou beber o meu chá, feliz e contente. E tenho dito.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Da Lady... - I

Sabemos que a nossa gata tem uns quantos genes caninos quando ela ouve barulho dos vizinhos a saírem do elevador e começa a rosnar. Sim, a Lady rosna. Pensava que era só no veterinário, mas hoje deu-lhe para isso.

Tenho de falar baixinho porque ela está, neste momento, a dormir em cima de mim (dos meus braços mais especificamente), enquanto escrevo isto.

Da falta de paciência... - I

Parece que ninguém gosta, mas o que é certo é que toda a gente fala disso. Refiro-me à mais recente campanha publicitária do Cristiano Ronaldo. Já não há paciência para tanta gente a falar do mesmo, a dizer o mesmo. Bem ou mal feita, a campanha conseguiu aquilo a que se propunha: publicidade, falatório, dezenas de reproduções das famosas fotos. E não é preciso dizer mais nada.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Das compras... - II

Ontem tive a noite livre (leia-se, sem trabalhar) e resolvi ir enfiar-me num centro comercial, na aventura que é ir ver lojas em saldos. Resultado: comprei umas calças de ganga e uma carteira. E nenhuma das peças estava em saldos!... Decididamente, não consigo fazer compras nos saldos.

Mas... Há sempre um "mas"... Apaixonei-me por dois vestidos! Um da nova colecção da Zara, que até experimentei mas que, dado que estamos a falar de roupa da Zara, tinha uns acabamentos muito fraquinhos, e tive de esquecê-lo (mas era tão giro!)... E outro, na Luísa de Sá, que era a minha cara! Em tons de rosa e cinzento, giro, giro! Ficou-me na cabeça... Mas, além de ser caro, fiquei irritada com a empregada que lá estava que mal me viu pegar num vestido (noutro que não este), me disse que era o último e que o melhor era experimentar logo e levar... WTF?! É mesmo assim que me convencem a comprar um vestido... Logo eu!

E tudo isto porque tenho um casamento em Março e, conhecendo-me como conheço, já sei que vai ser um drama para encontrar O vestido, e achei por bem começar já à procura. Espero poder escrever aqui em breve que já o tenho! Deixo três vestidos, a que achei piada ao deambular pela net, que servem para ilustrar o quão bem sei o que quero...


Das coisas que eu não acho normais... - I

Conversa com o meu pai no chat do gmail (sim, no chat do gmail), assim vindo do nada:

Pai: E um mestrado na UAberta?
Filha: porquê na UA? tem algum interessante?
Pai: é à distância, ñ tem problemas de horário, se calhar vou para lá
Filha: sim, nessa medida é bom, mas não tem grande valor em termos de mercado de trabalho, por ter pouca credibilidade. vais fazer qual?
Pai: história
Filha: mas isso é licenciatura, não é?
Pai: sim
Filha: fazes bem e fazes o minor em quê?
Pai: tenho 2 anos para pensar, mas deve ser cultura ou religião
Filha: e sabes o preço da licenciatura? até eu fazia em história, e ficava com as duas, e fazia o Mestrado que quero ao mesmo tempo
(...)

Havia de ter a sua piada, eu e o meu pai a estudarmos juntos. Acho que ele dava comigo em doida!... Estou mesmo a ver: "Ahah! Eu tive 18 e tu só tiveste 17...". Mas vou pensar nisso. Não é muito caro, não dava muito trabalho, e ficava com mais uma licenciatura. Só tenho é de me certificar que posso fazer o meu mestrado ao mesmo tempo (o tal dos seis mil euros. seis mil!). E vou sondar duas ou três pessoas do meio, para perceber se vale a pena fazer uma licenciatura da UA, ou se o reconhecimento é mesmo nulo. Either way, posso sempre seguir o exemplo do meu pai e fazer mais uma licenciatura só porque sim, e só mesmo para aprender mais qualquer coisa. Vou investigar e vou pensar seriamente sobre isto!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

De ti e do Jorge Palma...



Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
E não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil

Tu não te recordas, certamente, mas foste tu que me deste a conhecer Jorge Palma. Em tempos idos, há muitos anos atrás, nos tempos do IRC e do MSN, mandaste-me esta música e pediste-me que a ouvisse. E eu ouvi. Com toda a atenção do mundo, porque tinha sido enviada por ti. Ouvi e gostei. E dei comigo na Fnac à procura de mais, passado pouco tempo. E comprei um álbum, e depois outro, e depois outro. E apaixonei-me por Jorge Palma. Pela voz, pelas letras, pelo som do piano (o piano na Estrela do Mar petrifica-me...). E tu saíste da minha vida mas o Jorge Palma ficou. E eu só tenho a agradecer-te por isso. De ti, de tudo o que ficou, o Jorge Palma foi o melhor. Não que haja coisas más, que não há, há lições de vida, há memórias, há sorrisos, e há o Jorge Palma.

Há dias, nos tempos modernos do Facebook, vieste falar comigo. Chamaste-me "old crush" e eu sorri. Sorri por me lembrar que tu és mesmo assim. Depois das perguntas da praxe, disse-te que estava bem, muito bem, com vida de senhora crescida, casada e tudo. Ficaste de queixo caído, aposto. Não precisei de te ver para imaginar a tua reacção. Deu para perceber no que escreveste. A tua reacção deve ter sido a mesma que quando me disseste que tinhas tido uma filha. Uma filha com o meu nome (haverá coincidências?). Mas aí, eu estava à tua frente e não pude ficar de queixo caído. No fundo, no fundo, é bom sabermos que as nossas vidas mudaram, que seguiram caminhos tão diferentes. Só espero que estejas feliz, que sejas feliz. Não há ressentimentos entre nós (nunca houve razão para haver) e eu gosto disso. Gosto de falar contigo duas ou três vezes por ano e saber que estás bem. Gosto de ouvir Jorge Palma e lembrar-me de ti. Gosto de passear nas praias da Costa e lembrar-me de ti. Gosto de lembrar-me do que era ser uma adolescente tolinha e apaixonada. Orgulhosa até mais não, idiota até mais não, mas feliz e apaixonada. Quando penso em ti, só penso em coisas boas e sorrio. Obrigada.

E preciso, desesperadamente, de voltar a assistir a um concerto de Jorge Palma. Vou investigar quando é que ele regressa lá ao sítio do costume.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Das novidades... - III

Quem me visse ontem no metro devia achar que era tolinha. É o que dá pôr-me a fazer licitações num leilão via telemóvel (com o marido em casa a licitar online). Mas consegui. Finalmente! Consegui comprar as minhas lindas e muito desejadas colheres de café em prata. Andava há dois meses a tentar e ontem, finalmente, consegui. Agora é esperar que elas cheguem. É que elas são tão, mas tão giras, que eu já andava a dar em doida por não as conseguir comprar! Mal posso esperar por tê-las nas minhas mãos...

E, mudando completamente de assunto, sexta-feira fomos ao veterinário com a pulguita. E está decidido: vamos adoptar outra gatinha. Agora só falta encontrar uma gatinha bebé que precise de uma casa! A veterinária já nos avisou que não vai ser fácil, mas estamos preparados para o pior, e até já sabemos que há uma solução milagrosa, que poderemos usar em último recurso. A ver vamos!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Da conversa...

Eu gostava de pôr aqui uma foto do resultado da conversa com a MFP, mas nem houve tempo! A MFP foi uma prenda de casamento, que só agora foi aberta e estreada, mas parece-me que vai ter muito uso, apesar de ainda não falarmos bem a mesma língua! Mas que o pão fica bom, fica, e que é um luxo comer pão quentinho acabado de fazer, é. Mas não é (já pareço o outro...). Uma MFP não é assim tão cara, as farinhas já prontas a usar também não são caras, e é só juntar água, e dá-se o milagre do pão! Vou continuar a conversar com ela e a ver no que dá... O próximo passo vai ser inovar e inventar as minhas próprias misturas. Já me estou a imaginar a comer um belo pão com passas...

Há que ter em consideração que tudo o que eu disser/escrever nas próximas horas, ainda será sobre o efeito do álcool. O que vale é que hoje foi dia de vir de metro para o work, porque se viesse de carro e soprasse no balão, aposto que acusava. Ai, esta juventude inconsciente... Agarram-se ao vinho, e ao bendito pão, e depois dá nisto: uma dor de cabeça gigante. Há melhor maneira de começar a semana?

domingo, 10 de janeiro de 2010

Da MFP...




Hoje vou ter uma conversa muito séria com a máquina de fazer pão (MFP, de agora em diante). Ai vou, vou.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Da loucura...

Sabemos que temos um parafuso a menos quando...

... fazemos uma pausa no trabalho para ir ao supermercado mais próximo comprar vinho e salada (combinação estranha!), e damos por nós a cantarolar: "o meu chapéu tem três bicos, tem três bicos o meu chapéu, se não tivesse três bicos, o chapéu não era o meu...".

Do frio...

5 graus. Cinco. Era o que o termómetro marcava esta manhã quando vinha a caminho do trabalho. Se a vontade de vir trabalhar já não era muita, assim também não melhorou, não.

Bom dia e bom fim-de-semana mundo (eu agora dei em escrever como se estivesse a falar para grandes multidões, num estilo muito hitleriano, mas isto passa, prometo)!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

De um Mundo melhor...

O mundo já está um bocadinho melhor:

"Os partidos representativos da esquerda parlamentar aprovaram ao início da tarde de hoje a proposta de lei apresentada pelo Governo que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo." (in
RTP)

Obrigada pessoas. Obrigada por permitirem um mundo melhor, mais livre, mais igualitário.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Do Novo Ano...

Eu andava aqui a guardar-me, à espera de inspiração, para fazer uma entrada em grande no novo ano, mas desisti. Não vale a pena esperar mais. Passada a season das festas, regressemos à normalidade (finalmente!).

Hoje dedidquei-me a mim: cabeleireiro (cabelo e unhas), depois comprar umas botinhas (que bem precisava), e depois El Corte Inglés (para comprar um conjunto de lingerie da CK, giro, giro!). A conta bancária não achou muita piada, mas eu achei o máximo. E ainda consegui ir almoçar a casa e vir trabalhar. Viva a futilidade!

E amanhã, que isto não pode ser sempre assim, espera-me um dia mui interessante: ir buscar a certidão de casamento, tratar do cartão de cidadão, ir ao veterinário com a pulguita e, ainda, ir ao IKEA. Algo me diz que não vai dar para isto tudo... Mas não deixa de ser uma forma curiosa de aproveitar a minha única folga nos próximos dias. E agora, assim de repente, olhei para a agenda e fiquei mais feliz! Pensava que Domingo ia ter um dia para lá de horrível, mas não, afinal vai ser só um bocadinho chato, com um bocadinho de trabalho. O para lá de horrível é para a semana. Mas fiquei logo mais animada!


Planos para o Ano Novo:
- acabar o estágio e pôr-me a andar daqui para fora (a menos que me façam uma proposta espantástica - coisa que duvido);
- arranjar outro emprego;
- fazer o mestrado (seis mil euros. seis mil. seis mil vezes uma moeda de um euro. é só nisso que consigo pensar quando penso no mestrado. oh well...);
- trocar de carro que este está quase a atingir a maioridade e eu preciso de o deixar seguir a vida dele (voltar a ler a linha anterior e ponderar este plano seriamente);
- regressar a Londres, ir a Paris (para o marido conhecer), passar uma semana a velejar ao longo da costa da Croácia, ir a Madrid, ir a Barcelona, etc.;
- fazer dieta!!! São só dois ou três kilos, mas têm de se ir embora (a tabelete de Milka de caramelo que acabei de comer ainda entra no registo de calorias do ano passado, sim?);
- e sei lá o que mais... Ser feliz! Acho que chega, não?

Bom Ano Mundo! Que este ano, um ano inteirinho que se abre à tua frente (ok, já passaram uns dias, mas ainda tens muitos), seja bem aproveitado para seres um Mundo melhor. O tempo é o que fazemos com ele, e eu gostava que nós (eu e o Mundo) este ano tivéssemos mais cuidado com a gestão do nosso tempo, e conseguíssemos acabar o ano a dizer que, realmente, fizemos a diferença e melhorámos alguma coisa. Vá lá, Mundo, vamos ser melhores, vamos ser menos idiotas, vamos ser mais conscientes e mais responsáveis. Sim??? É que eu acredito mesmo nestas tretas todas e, cada vez mais, há coisas que me chocam e que me fazem duvidar se somos todos da mesma espécie e se vimos todos do mesmo sítio (dos dinossauros, leia-se). Vamos parar para pensar antes de fazer mais um disparate, sim? Obrigada! E até para o ano!