domingo, 9 de agosto de 2009

Considerações várias...

Mais queixinhas... Eu ando numa fase muito queixinhas, ando!

Pior do que passar o fim-de-semana a trabalhar e estar sozinha em casa, só mesmo acordar doente! Acordei toda entupida (ouvidos e nariz) e com dores de garganta e ouvidos. Já tomei um comprimido e trouxe um chá quentinho com limão para o trabalho, para ir bebendo. Mas ninguém merece!...

Às vezes, tenho medo de ser demasiado fútil e queixinhas. Mas só às vezes. Há dias em que fico muito feliz por ter a sorte que tenho.

Tenho sorte porque tenho dois empregos, um deles bastante razoável (e o mais ligado à minha área de formação) e o outro de que gosto muito (tanto, que, por vezes, não me lembro que é mesmo um emprego - no bom sentido, claro), que, apesar de me obrigarem a trabalhar muito, me permitem ter uma vida sem grandes preocupações e com pequenos (mesmo pequenos) luxos de vez em quando. Hoje em dia, com a crise que está a decorrer, considero que é uma sorte ter dois empregos, e sinto-me muito agradecida por qualquer um deles. Tenho sorte porque tenho alguém ao meu lado a quem chamo de "meu amor", e com quem vou casar e vou partilhar a minha vida. Tenho sorte porque temos a nossa casinha (semi-nossa, porque em boa parte é do banco) que estamos a arranjar aos poucos. Tenho sorte porque tenho a minha família, que apesar de ser uma família muito longe do conceito normal de família, é a minha. Tenho sorte porque tenho a Lala e a Lady (e a Sati, e a Murphy, e a Papua, e a Luana, por empréstimo). Tenho sorte porque tenho um pai que me deu uma óptima educação e que sempre me deu o que eu precisava (só mesmo o que precisava, nunca me mimou em excesso nem me encheu de coisas desnecessárias ou caprichosas). Tenho sorte porque tenho saúde, e isso é tudo! Apesar de pequenos problemas que, por vezes, me entristecem, como o facto de quase não ver nada sem óculos/lentes (e o não ver quase nada não é exagero, é mesmo assim: não vejo nada nítido e focado a mais de 20 ou 30 cm do meu nariz), ou os problemas no estômago, eu até estou muito bem de sáude. Às vezes, só às vezes, tenho medo do futuro, porque os antecedentes familiares não são nada animadores, mas não vale a pena sofrer pelo que ainda não aconteceu. Tento não pensar nisso. E continuo a pensar que tenho sorte. Tenho sorte porque, nos dias que correm, há tanta gente com tão pouco, há tanta gente sem ninguém, sem dinheiro, sem nada. E tenho sorte porque ainda sei dar valor ao que tenho. E tenho pena das pessoas que, tendo tudo, não o valorizam.

2 comentários:

  1. Pois é, o mais importante é saber dar valor àquilo que se tem.

    Quanto a ser queixinhas, todas nós temos desses dias.. não te sintas sozinha! ;)

    Beijocas**

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  2. Sim, o que vale é que eu sei que isto é a neura de estar doente e sozinha a falar... Senão ninguém me aguentava :)

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