quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Faltam 48 horas...

Daqui a 4 dias vou estar aqui:





E mal posso esperar... Estou a precisar (desesperadamente) de férias. Mesmo. Ando saturada do trabalho, e sei que só com as férias isto vai melhorar. Está quase. Hoje já é o último dia!

"Nervosa com o casamento?" - toda a gente me pergunta o mesmo. Não, não estou nervosa. Devia? Acho que não. É o que eu quero fazer, é tudo o que planeei, e é mais um passo na nossa vida a dois. Não há razão para nervos. Mesmo assim, o meu indicador de nervos (o meu estômago) lá se vai queixando. Se não fossem as dores dos últimos dois dias, eu diria que não estou mesmo nada nervosa. Mas dado que ele se anda a queixar tanto, deduzo que o meu sistema nervoso esteja a sentir alguma ansiedade... Mas não transparece nada cá para fora! Quem olha para mim não diria que caso daqui a dois dias...

E, provavelmente, já cá não volto entretanto. Boas férias a quem está de férias! E até ao meu regresso :)

domingo, 23 de agosto de 2009

Insónias

A noite passada foi a despedida de solteiro do noivo. Quem acabou por não dormir, fui eu...

Ele chegou a casa eram quase seis e eu fui abrir-lhe a porta. Enfiei-me de novo na cama e estivemos um bocado a conversar, com ele a contar-me como tinha sido. Entretanto, ele foi para a sala ver TV, e eu tentei voltar a adormecer. Digo tentei, porque não consegui. Depois de uma hora a tentar adormecer, fui para a sala, e ficámos os dois a dormir no sofá: de cabeça encostada, eu esticada na chaise longue, e ele ao longo do sofá. E adormeci. E quando dei por mim, já a Lady estava enroscada nas minhas pernas. Temos de arranjar um sofá maior, definitivamente.

Mas soube bem. Soube muito bem. Já não dormi muito, porque hoje é dia de trabalho, e pouco depois o despertador estava a tocar. Mas soube bem dormir contigo no sofá. Quando falta menos de uma semana para o nosso dia "C".

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dar vida não custa nada...

O que é o CEDACE?

Foi com o objectivo de responder a muitas situações de doentes que tinham indicação para transplante de medula óssea e não tinham um dador familiar compatível que houve necessidade de criar um Registo Nacional de Dadores Voluntários de Medula Óssea.

O Registo foi criado em 1995 pelo Despacho 22/95 com a designação abreviada de CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão).

Este registo foi criado sem financiamento e sem pessoal próprio, teve desde o início a colaboração de alguns funcionários e apoio financeiro do Centro de Histocompatibilidade do Sul, para desenvolver as suas actividades de comunicação, inscrição em registos estrangeiros, informatização, pessoal e tipagens de dadores.

Os Centros de Histocompatibilidade do Norte e do Centro, juntamente como o Centro de Histocompatibilidade do Sul são os laboratórios de tipagem e estudo imunológico dos dadores.


A transplantação de medula óssea é uma prática terapêutica reconhecida, que permite muitas vezes a cura de doenças graves e que podem ser frequentemente mortais.

Estas doenças são muito variadas e podem ocorrer quer em adultos quer em crianças. As mais frequentemente citadas são as leucemias, outras há como a aplasia medular (diminuição importante ou ausência na medula óssea das 3 linhas celulares que dão origem aos eritrócitos, leucócitos e plaquetas do sangue periférico), ou ainda algumas imunodeficiências primárias que se manifestam pouco tempo após o nascimento.

Para estas situações, muitas vezes a única esperança de vida é a transplantação de medula óssea com um dador idêntico.


Tal como já foi referido, uma das condições absolutas para o sucesso da transplantação de medula é a compatibilidade tecidular entre dador e receptor.

Assim, é preciso transplantar o doente com uma medula óssea tão idêntica quanto possível no que respeita aos marcadores ou antigénios HLA (antigénios de leucócitos humanos).



A pesquisa de um dador compatível orienta-se primeiro para os irmãos do doente mas as famílias numerosas são cada vez mais raras e além disso apenas 1 doente em cada 4 encontra um dador idêntico entre os irmãos, isto é, que tenha herdado as mesmas características tecidulares paternas e maternas.


Por isso, em muitos casos, a única esperança de cura é encontrada em dadores voluntários compatíveis com o doente.




Como ser dador?

Se a sua idade está compreendida entre 18 e 45 anos, se tem boa saúde e gostava de ser dador voluntário de medula, basta que transmita ao CEDACE ou aos Centros de Dadores a sua vontade.


Vai-lhe ser pedido o nome e a morada e irá receber um folheto informativo do processo e um pequeno questionário clínico que deverá preencher e devolver. Esse questionário vai ser depois avaliado por um médico e caso não haja nenhuma contra-indicação vai ser chamado para fazer uns testes que especificamente são os seguintes:

Tipagem HLA_AB DR

Marcadores virais: HbsAg, Anti-HCV, Anti-HIV 1, 2


Estes dados serão guardados numa base informática nacional e internacional e serão usados sempre que um doente nacional ou internacional seja proposto para transplantação de medula óssea.



As várias etapas até à doação


Se o doente não tiver um dador familiar compatível é iniciada uma pesquisa aos registos de dadores. Assim que é identificado um potencial dador compatível, este é informado e, caso aceite, vai prosseguir o processo.


Nessa altura o dador vai ser chamado para fazer testes adicionais de compatibilidade, bem como uma nova avaliação para doenças virais que possa ter tido no espaço de tempo entre a inscrição e a chamada. É este o passo a que chamamos a activação do dador.

Se a avaliação de todos os resultados laboratoriais continuar a considerar o potencial dador como o mais indicado, este vai ser submetido a um exame médico completo e no qual onde pode ainda esclarecer quaisquer dúvidas que tenha sobre o processo de dádiva.


Nesta fase o dador deve estar absolutamente certo da sua decisão de fazer a doação e é-lhe então pedido para assinar um impresso de consentimento informado. A partir desse momento o doente começará a fazer a preparação para a dádiva de células de medula.


Inscrição como dador


http://www.chsul.pt/inscricao_inq.html



Outras informações em:


CEDACE

Centro de Histocompatibilidade do Sul


Hospital Pulido Valente, Alameda das Linhas de Torres, 1171769-001 LISBOA



Em caso de dúvidas contacte:


Centro de Lisboa: 21 750 41 00
Centro de Coimbra: 239 48 07 00
Centro do Porto: 22 557 34 70

(retirado de: http://www.chsul.pt/menu.html)




Para perceberem o porquê deste apelo, visitem o blog: http://eutueosmeussapatos.blogspot.com/. Pela N., e por todas as "N's" do país e do Mundo. Obrigada.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Update

O C. chegou ontem. Matámos saudades, fomos jantar e ao cinema. O filme foi "Inimigos Públicos", que eu não recomendo.

Continuo constipada. Melhor, mas constipada.

O meu irmão faz anos hoje e, pela primeira vez, esqueci-me de lhe comprar um presente. Tenho de remediar isso rapidamente.

A Lady continua a fazer das suas. Acordar com ela é acordar bem-disposta e com energia. Tomar o pequeno-almoço com ela é uma aventura. Hoje a diversão dela foi estar a dar-me trincas nos pés, enquanto eu comia. Mas não eram mordidelas, eram só mesmo trincas. Pequenas e repetitivas. Daquelas que não magoam mas que dão imensas cócegas!
Farto-me de refilar, mas ela é uma companhia enorme e já não vejo a nossa vida sem ela! Agora o próximo passo é arranjar-lhe um mano (ou dois)...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sonhos...

Lembrei-me agora que hoje sonhei contigo. E lembrei-me disso porque me lembrei daquela que era a nossa música. Já não me recordo ao certo do que sonhei. Mas sei que era contigo. De quando em vez sonho contigo. Sem perceber porquê. Não te vejo há anos e anos. Também não sei nada de ti há anos e anos. Lisboa é uma cidade tão pequena e tão grande ao mesmo tempo. Pergunto-me o que será feito de ti. Serás feliz? Pensarás em mim? Eu penso em ti. Penso no que vivemos. É inevitável. Aprendi tanto, cresci tanto, desde que as nossas vidas se cruzaram. Tu deste-me tanto, e tiraste-me tanto. Foste um ponto de viragem. Sem retorno. Foste. Não és. Nem serás. Mas...

Onde estás?

domingo, 9 de agosto de 2009

Várias considerações... - Parte II

Gostava de sair do trabalho, chegar a casa, e ir acabar de arrumar o escritório. Mal posso esperar por vê-lo acabado! Mas acho que vou chegar, vou tomar um banho e vou aterrar no sofá com a Lady...

Pior do que as dores nos ouvidos e na garganta são as dores nas costas. Já não sei mais o que lhes fazer, e os comprimidos não fazem efeito. Claro que estar sentada nesta cadeira há mais de 7 horas não ajuda, mas quanto a isso não posso fazer muito. Quero o sofá!!!

A noite de ontem passou-se melhor. Tirando o facto de a dona Lady ter achado que o ursinho (um dos bonecos dela) tinha frio e tinha de dormir connosco. E mais, além de dormir connosco, o ursinho precisou de ser aquecido, pelo que ela andou a saltar e a rebolar em cima da cama (e, consequentemente, de mim) com ele. Eu bem a achei muito agitada, mas só hoje de manhã percebi que tínhamos tido companhia. É uma querida a minha gata. Como não tenho o noivo, ela traz-me um substituto. O que mais se pode pedir?

E tenho um galo. Sim, um galo. Daqueles que as crianças fazem. Eu resolvi que queria ser criança outra vez, e tenho um galo. Um galo muito chato, que não canta às seis da manhã, mas que me impede de encostar a cabeça seja onde fôr, mas sobretudo ao enconsto de cabeça do carro. Eu fiz gelo e tudo, mas o galo cá ficou. Espero que não por muito tempo...

Considerações várias...

Mais queixinhas... Eu ando numa fase muito queixinhas, ando!

Pior do que passar o fim-de-semana a trabalhar e estar sozinha em casa, só mesmo acordar doente! Acordei toda entupida (ouvidos e nariz) e com dores de garganta e ouvidos. Já tomei um comprimido e trouxe um chá quentinho com limão para o trabalho, para ir bebendo. Mas ninguém merece!...

Às vezes, tenho medo de ser demasiado fútil e queixinhas. Mas só às vezes. Há dias em que fico muito feliz por ter a sorte que tenho.

Tenho sorte porque tenho dois empregos, um deles bastante razoável (e o mais ligado à minha área de formação) e o outro de que gosto muito (tanto, que, por vezes, não me lembro que é mesmo um emprego - no bom sentido, claro), que, apesar de me obrigarem a trabalhar muito, me permitem ter uma vida sem grandes preocupações e com pequenos (mesmo pequenos) luxos de vez em quando. Hoje em dia, com a crise que está a decorrer, considero que é uma sorte ter dois empregos, e sinto-me muito agradecida por qualquer um deles. Tenho sorte porque tenho alguém ao meu lado a quem chamo de "meu amor", e com quem vou casar e vou partilhar a minha vida. Tenho sorte porque temos a nossa casinha (semi-nossa, porque em boa parte é do banco) que estamos a arranjar aos poucos. Tenho sorte porque tenho a minha família, que apesar de ser uma família muito longe do conceito normal de família, é a minha. Tenho sorte porque tenho a Lala e a Lady (e a Sati, e a Murphy, e a Papua, e a Luana, por empréstimo). Tenho sorte porque tenho um pai que me deu uma óptima educação e que sempre me deu o que eu precisava (só mesmo o que precisava, nunca me mimou em excesso nem me encheu de coisas desnecessárias ou caprichosas). Tenho sorte porque tenho saúde, e isso é tudo! Apesar de pequenos problemas que, por vezes, me entristecem, como o facto de quase não ver nada sem óculos/lentes (e o não ver quase nada não é exagero, é mesmo assim: não vejo nada nítido e focado a mais de 20 ou 30 cm do meu nariz), ou os problemas no estômago, eu até estou muito bem de sáude. Às vezes, só às vezes, tenho medo do futuro, porque os antecedentes familiares não são nada animadores, mas não vale a pena sofrer pelo que ainda não aconteceu. Tento não pensar nisso. E continuo a pensar que tenho sorte. Tenho sorte porque, nos dias que correm, há tanta gente com tão pouco, há tanta gente sem ninguém, sem dinheiro, sem nada. E tenho sorte porque ainda sei dar valor ao que tenho. E tenho pena das pessoas que, tendo tudo, não o valorizam.

sábado, 8 de agosto de 2009

Mini-férias

Quinta e Sexta-feira tive os meus dois dias de férias. Acabámos por não sair de Lisboa, mas deu para aproveitar na mesma.

Fomos à praia nos dois dias (só quatro horas em cada um porque eu também não aguento muito mais), e na Quinta-feira andámos a passear na Baixa e no Chiado. Já tenho, finalmente, o meu passaporte para poder ir de lua-de-mel (mais um bocado e passava o prazo!).
E comprámos mais umas coisinhas para a nossa casa. Desta vez foi um tabuleiro GIGANTE para quando nos apetece jantar na sala. É mesmo grande e tem um rebordo muito alto (que é bom, para pessoas destrambelhadas como eu!). E na Loja do Gato Preto encontrámos as chávenas iguais ao nosso serviço de pratos (que é da mesma loja), que comprámos, e ainda uma pega com gatos em tons de laranja. Dá-me um gozo enorme ver a nossa casa a tomar forma aos poucos. Quase todos os dias há alguma novidade e sabe muito bem ver o nosso espaço a crescer e a evoluir.

Escusado será dizer que estreámos o tabuleiro e as chávenas logo na Quinta-feira à noite! Jantámos na Baixa, mas quando chegámos o C. mandou-me sentar no sofá e trouxe os nossos cafés no tabuleiro e nas chávenas novas, acompanhados por um quadradinho de chocolate e tudo! Depois de tanto mimo, e de o C. ter tido uma paciência enorme comigo todo o dia, não se passou muito tempo até eu ter adormecido no sofá enroscada na Lady. Há muito tempo que não tinha um dia assim: sem pensar em trabalho!

Na Sexta-feira depois da praia já foi tudo a correr: supermercado, limpar e arrumar a casa, fazer o jantar. E depois do jantar o C. foi-se embora. E só volta Terça-feira. Fico sozinha com a Lady. À conta disso, esta noite não dormi quase nada. Só espero que não seja assim até ele voltar. Não gosto de dormir sozinha, e não me sinto muito bem sozinha naquela casa, a que ainda não me habituei totalmente. A juntar a isto, comecei hoje a minha maratona de trabalho que só pára na véspera do casamento, e o meu carro que anda a avisar que se quer reformar. Hoje só pegou à 6ª vez (eu conto-as...). Já me estava a imaginar a ter de vir no carro do C. (que tem o dobro do tamanho do meu). Só peço que ele dure mais uns mesinhos. Casa e casamento e carro novo não combinam, são C's a mais, e €'s a mais.

Bom fim-de-semana :)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Adenda

E parece que os dois dias de molho na piscina são para esquecer. Vou mesmo ficar em Lisboa. Na melhor das hipóteses, vou ficar de molho na Costa da Caparica. Há que ver o lado positivo: afinal, ainda vou à praia este Verão, mesmo não tendo ido hoje. Oh well... Em Setembro vingo-me!

O não sair de Lisboa vai servir para limpar e arrumar a casa. Com sorte, montamos mais uns móveis e convido os meus pais para lá irem jantar, a troco de mais uns furos na parede!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

E assim passa o tempo...

Hoje foi dia de ir fazer a primeira prova do vestido. Faltam 25 dias. Já levei os sapatos (que não são os definitivos, porque não havia o meu número, e, por isso, levei uns um número acima, só para se poder marcar a bainha). Levei também os acessórios e escolhi o véu. E, devo dizer, gosto muito do meu véu! Acho que combina muito bem com o vestido e é simples, como eu queria. Escolhi também uns ganchinhos com umas pérolas para segurar o penteado. Foi estranha a sensação de me ver já toda vestida de noiva dos pés à cabeça! E mais estranho ainda é conseguir andar com aquele vestido e aquela cauda... Vamos lá ver como corre no dia!


Depois da prova, e do almoço, foram-me oferecidas estas meninas, que eu já há muito namorava e que só agora encontrei em 35:

























Bem que as mereço, dado que cheguei ao trabalho e me pediram para vir amanhã fazer outro horário, que não o meu habitual, e isso implica que amanhã já não poderei ir à praia. Ia ser a segunda, e última, ida à praia deste Verão, por estas terras. Resta-me sonhar com o Mediterrâneo em Setembro! E com o tempo que vou passar de molho dentro da piscina na Quinta e na Sexta-Feira. Depois é trabalhar sem parar até à véspera do casamento. Bom, para ser completamente honesta, tenho um dia de folga. Mas em 20 dias, não se pode dizer que um dia seja muito... Ao menos, pode ser que dê para emagrecer para o casamento!


domingo, 2 de agosto de 2009

Das novidades... I

E já entrámos em Agosto (leia-se o mês do meu casamento). É verdade que o tempo passa mesmo a correr!

Sexta-feira foi dia de fazer a prova do Catering. Provar cinco bolos diferentes não foi fácil! Mas acho que é daqueles momentos que não vou esquecer tão cedo, por ser uma situação caricata q.b.. Lá nos decidimos, depois de algumas indecisões! A ver vamos, como fica o resultado no dia!

Sexta-feira foi também o dia de fazer um jantar (o primeiro) lá em casa, com a nossa equipa do trabalho (do meu emprego nº2, onde trabalhamos juntos). Mal acabou a noite, disse ao C. que foi o primeiro e o último! Fiquei traumatizada... Vamos ter de repintar uma parede e tivemos direito a um bilhete colado na porta, por parte dos vizinhos (ler mais adiante). Foi muita gente e o sistema de jantar volante não é o melhor nestes casos. Mas para a próxima (sim, eu digo que não mas vai haver próxima, claro!) já sabemos! Tirando estes aspectos menos positivos, foi muito agradável, e acho que este convívio é muito bom para trabalharmos cada vez melhor enquanto equipa.

E voltando ao bilhete na porta (que me estragou o dia logo de manhã mal saí para trabalhar), dizia qualquer coisa como: "Por uma questão de respeito esperamos que limpem a entrada do prédio pois não vivem sozinhos e devem manter limpo o que é de todos", mais coisa menos coisa. Gostei sobretudo do facto de não estar assinado. Voltámos aos bilhetinhos anónimos do liceu!... Haja paciência!

E o pior é que não sabemos sequer do que estamos a ser acusados. Eu saí de casa cedo (bom, relativamente cedo para um Sábado), por volta das nove horas, e depois de ler o bilhete dei-me ao trabalho de passar pelo rés-do-chão e ver se estava alguma coisa suja, e espreitei também as escadas do prédio e a rua. E não vi nada sujo! Das três uma: ou o que quer que seja que estava sujo foi limpo por alguém antes de eu lá chegar; ou foi outra pessoa que sujou alguma coisa, e entretanto limpou (e pagamos nós as culpas, porque demos um jantar nessa noite); ou nunca esteve nada sujo. Seja como fôr, nós não sabemos o que se passou. Inclusivamente, falámos com uma amiga nossa, que foi das últimas a sair, e ela disse-nos que não estava nada sujo. Ainda me passou pela cabeça que os nossos amigos ao levar o lixo para baixo pudessem ter deixado cair alguma coisa ou assim, mas o que é certo é que não vi lá nada.

Andei o dia todo de ontem a remoer nisto... Não acho normal. Independemente de estar sujo ou não, já não somos criancinhas! Custa alguma coisa tocar à porta e dizer educadamente: "olhe vizinho passou-se isto e isto, está não sei o quê sujo, veja lá se tem atenção para a próxima ou pode lá ir limpar?". Bilhetinhos anónimos em tom de ameaça?! Mas o que é isto? Fiquei mesmo sem reacção... Palavra! Se nos viessem tocar à porta a chamar à atenção por isso, sim senhor, pedíamos desculpa e reconhecíamos o erro (que eu ainda não sei qual é). Agora assim, nem nos podemos defender, nem podemos dizer o que quer que seja porque não sabemos nem quem nos acusa, nem do que é que nos acusa!

Irrita-me... Sou sempre bem-educada quando me cruzo com alguém cá no prédio, e já sei que nos próximos tempos vou andar a dizer "Bom dia" e a pensar "Será que foste tu???"... Detesto isto. Não somos amigos dos nossos vizinhos (mal os conhecemos, na verdade), mas não queremos problemas com ninguém. O C. diz que na próxima reunião de condomínio vai perguntar quem escreveu o bilhete. Duvido que alguém se acuse, mas enfim...

Peço desculpa pelo desabafo, mas isto mexeu mesmo comigo!