segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ser mestranda ou não? Eis a questão...

Há cerca de um ano, por esta altura, estava eu a entregar a minha tese de seminário (o trabalho final do curso). Na altura, como não sabia bem como seria o meu futuro, decidi não começar logo a fazer um Mestrado.
Passaram-se alguns meses, e surgiu a hipótese de fazer um Estágio Profissional, que é o que estou a fazer neste momento.
Entretanto, e como eu não sei estar parada, comecei a voltar a ter uma vontade imensa de me meter num Mestrado. A primeira hipótese era a minha grande paixão: Museologia. Mas, sendo honesta, sei que o mercado está a ficar inundado de Mestres em Museologia, pois há já 3 ou 4 faculdades, só em Lisboa, a oferecer este Mestrado. A segunda opção: Gestão em Mercados de Arte. Excluí rapidamente esta opção pelo seu preço: 5 mil euros. A terceira opção: Arte, Património e Restauro. Também com um custo elevado, mas parecia-me a melhor opção, por me dar uma formação mais geral e mais alargada.

Entretanto, e porque tudo está em constante mutação, decidi que valia a pena fazer o investimento, e optei pelo Mestrado em Gestão de Mercados de Arte. Quando fui ver mais informações, vi que as propinas tinham aumentado, e ele custava agora a módica quantia de 6 mil euros. Respirei fundo e pensei "É um investimento". Mas, entretanto, descobri que o prazo de candidaturas já tinha acabado. Fiquei a sentir-me muito pouco inteligente por ter deixado passar o prazo. Mas hoje soube algo que me deixou aliviada, por um lado, e muito baralhada, por outro: o Mestrado não vai abrir este ano. Não houve inscrições suficientes que justifiquem o seu funcionamento. Pudera, com propinas assim!... Mas fiquei mesmo desolada.

Agora, a grande questão é: fico mais um ano quietinha, e para o ano tento inscrever-me neste (se abrir), ou inscrevo-me na minha terceira opção (sublinho "terceira")? Não sei. Não sei mesmo. Este ano tem estado caótico o suficiente. É o casamento, é a casa, é este estágio que me está a enlouquecer. E eu sei que não é por estas razões que devo decidir. A razão principal mesmo é o facto de que eu já estava, digamos assim, mentalizada para o outro. Mesmo custando seis mil euros. Seria um investimneto que me podia abrir muitas portas no futuro. Inclusivamente, foi criada um protocolo com a Sotheby's para os melhores alunos do Mestrado lá irem estagiar. E isto não é coisa pouca na minha área! Por tudo isto, devo contentar-me com outra coisa qualquer só para fazer um Mestrado? Eu acho, honestamente, que não. Mas já sei que muita gente me vai dizer que não devia ficar mais um ano parada, que depois é pior, que vou acabar por não fazer. Yada, yada, yada.

Vou reflectir sobre este assunto. Séria e profundamente.

sábado, 25 de julho de 2009

The Juicy Salif


Desde que descobri esta peça na loja Area que tenho andado a namorá-la. Faz parte, inclusivamente, da nossa lista de casamento, apesar de eu ter sérias dúvidas que alguém a vá escolher como presente. Se o C. não percebe bem porque eu a quero, os outros também não devem perceber.

Mas eu quero esta peça. E se não nos for oferecida, então eu vou oferecê-la a mim mesma. E ela até nem é cara (bom, depende do ponto de vista). Quem tenha estudado Teoria do Design talvez perceba um pouco melhor este meu desejo.

Esta peça, de nome Juicy Salif, foi desenhada em 1990 pelo designer Philippe Starck, um dos grandes nomes do design actual. Como se tem dito, nem todos os espremedores foram feitos para espremer, e este é um desses casos. Como o próprio Philippe Starck terá dito "My juicer is not meant to squeeze lemons; it is meant to start conversations".
Esta peça é um ícone do design industrial e do design contemporâneo, misturando a funcionalidade com a estética (que é, hoje em dia, fundamental).

Há quem veja nela uma aranha, mas também há quem veja nela um verdadeiro alien, saído dos melhores filmes de ficção científica. Segundo o fundador da companhia Alberto Alessi, Starck ter-se-à inspirado numa lula, para criar esta peça.

E vocês, o que vêem?

O (Re)Começo

Este blog surge da minha necessidade de ruptura com o passado, com o que já foi, com o que já passou e com o que não tem mais sentido.
Após oito anos a escrever num Livejournal, em que fui partilhando um pouco do meu ser ao longo de diferentes fases da minha vida (sobretudo, das fases menos boas), senti uma necessidade enorme de fazer algo diferente, de cortar com o passado. Não no mau sentido, claro, sou o que sou porque vivi o que vivi, porque aprendi e cresci. E nunca me esqueço disso. Mas a minha vida atravessa uma nova fase, e faz todo o sentido (pelo menos, para mim) fazer algo de novo, que marque e retrate tudo o que há de novo na minha vida. Pelo meio, criei outro blog mas que ainda não era o que eu queria A ver vamos se este é.

Não sei bem o rumo que este blog vai tomar. Acho que só o tempo o dirá. Acho que só cada dia vai ditar o que me vai apetecer, ou não, aqui escrever.